Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2024
- Código
- qg352116
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP - SC
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Psicóloga(a) Assistente Técnica(a)
Texto para o item.

- CCerto
- EErrado
Texto para o item.

GabaritoC — Certo
Gabarito: Certo (C). A substituição de “é atribuído” por “se confere” mantém a correção gramatical e a coerência das ideias do texto, pois ambas as formas expressam a mesma ideia de atribuição de algo a alguém, com a mesma estrutura sintática de voz passiva pronominal. A troca é válida porque “conferir” é sinônimo de “atribuir” no sentido de “dar, conceder, outorgar”, e a construção “se confere” (voz passiva sintética) equivale semanticamente a “é atribuído” (voz passiva analítica).
O comando da questão pede que se avalie se a substituição de um segmento por outro mantém a correção gramatical e a coerência das ideias. Isso exige dois testes: (1) a nova forma está gramaticalmente correta no contexto? (2) o sentido original é preservado? Não se trata de interpretação de ideias, mas de reescritura com equivalência semântica e sintática — um dos tópicos mais cobrados em concursos.
No texto-base, o trecho original é:
“...é atribuído...”
A forma “é atribuído” é uma locução verbal passiva analítica (verbo ser + particípio), equivalente a “atribui-se”. A forma “se confere” é uma voz passiva sintética (verbo + pronome apassivador “se”). Ambas indicam que algo é dado/concedido a alguém, sem especificar o agente. A troca é possível porque:
Semanticamente: “conferir” e “atribuir” são sinônimos no sentido de “dar, conceder, imputar”. Ex.: “confere-se ao juiz o poder de...” = “é atribuído ao juiz o poder de...”.
Sintaticamente: ambas as construções são passivas e exigem o mesmo tipo de complemento (quem recebe a ação). A concordância verbal permanece correta, pois o verbo concorda com o sujeito paciente.
A pegadinha da banca é testar se o candidato conhece a equivalência entre voz passiva analítica e sintética, além da sinonímia entre os verbos. Muitos candidatos podem achar que “conferir” tem sentido diferente (como “verificar”), mas no contexto de “atribuir” é perfeitamente adequado.
A substituição de “é atribuído” por “se confere” mantém a correção gramatical e a coerência das ideias. Vejamos:
Correção gramatical: “se confere” é uma construção válida na norma culta, com o pronome “se” funcionando como partícula apassivadora. A concordância verbal é mantida, pois o verbo “confere” concorda com o sujeito paciente, assim como “é atribuído” concorda com o mesmo sujeito.
Coerência das ideias: o sentido de “atribuir” (dar, conceder) é preservado por “conferir” (dar, conceder, outorgar). Não há mudança de sentido que comprometa a progressão textual.
Em questões de reescrita, teste sempre dois pontos: (1) a nova forma está gramaticalmente correta? (2) o sentido original é mantido? Se ambos forem positivos, a substituição é válida.
Conclusão: a banca pede a avaliação de uma substituição que preserva tanto a gramática quanto o sentido. Como “se confere” é equivalente a “é atribuído”, o item está CERTO.
Gabarito: Certo (C).
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