Questão de Português — Concordância verbal, Concordância nominal — Quadrix 2024
- Código
- qg352120
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP - SC
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Psicóloga(a) Assistente Técnica(a)
Texto para o item.

- CCerto
- EErrado
Texto para o item.

GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (CERTO). A flexão de gênero e número de “provada” justifica-se pela concordância com “inocência”, núcleo do sujeito da oração. No trecho, “ficou provada” é uma locução verbal em que o particípio concorda com o sujeito paciente “a inocência”, que está no feminino singular — por isso “provada”, e não “provado” ou “provados”.
A questão pede que se julgue a justificativa apresentada para a flexão de “provada”. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática e de concordância: é preciso identificar a que termo o particípio se refere e qual função esse termo exerce na oração. O comando afirma que “provada” concorda com “inocência”, que seria o núcleo do sujeito. Para julgar, é necessário localizar o trecho e verificar se essa análise procede.
No trecho em questão, a oração é construída na voz passiva analítica: o sujeito paciente recebe a ação verbal. A estrutura é:
“a inocência ficou provada”
Aqui, “a inocência” é o sujeito paciente — é dela que se declara algo (que ficou provada). O núcleo desse sujeito é o substantivo “inocência”, no feminino singular. O verbo “ficar” funciona como verbo de ligação (ou, na leitura passiva, como auxiliar), e “provada” é o predicativo do sujeito (ou particípio da locução passiva). Em qualquer das leituras, a concordância se faz com o núcleo do sujeito: feminino singular → “provada”.
Na concordância nominal, o adjetivo (ou particípio com valor adjetivo) concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere. Quando esse substantivo é o núcleo do sujeito, a concordância é obrigatória e direta. No caso de locução verbal passiva, o particípio concorda com o sujeito paciente. Assim:
“A inocência ficou provada” → sujeito “a inocência” (feminino singular) → particípio “provada” (feminino singular).
Se o sujeito fosse “os fatos”, teríamos “os fatos ficaram provados”.
Se fosse “a culpa”, “a culpa ficou provada”.
A banca testa exatamente isso: a capacidade de identificar o núcleo do sujeito e aplicar a concordância, sem se deixar levar por termos intermediários que possam confundir.
A afirmativa está correta. O particípio “provada” concorda com “inocência”, que é o núcleo do sujeito da oração. Não há qualquer erro na justificativa apresentada.
A banca poderia tentar induzir o candidato a achar que “provada” concorda com outro termo da frase (como um objeto ou um adjunto), mas a estrutura passiva deixa claro que o sujeito é “a inocência”.
Em questões de concordância, sublinhe o verbo e pergunte “quem?” — a resposta é o sujeito. Depois, verifique se o particípio/adjetivo está no mesmo gênero e número do núcleo desse sujeito.
Conclusão: a flexão de “provada” está correta e a justificativa apresentada é fiel à estrutura sintática do trecho. Portanto, o item está CERTO.
Gabarito: letra C
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