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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2024

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
qg352130
Banca
Quadrix
Órgão
CRP - SC
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Psicóloga(a) Assistente Técnica(a)

Texto para o item.

Imagem da questão

Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Coletânea reflexões sobre o 
reconhecimento de pessoas: caminhos para o aprimoramento do 
sistema de justiça criminal. Coordenação Rogério Schietti Cruz, Mauro 
Pereira Martins, Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi. Brasília: CNJ, 2022,  
p. 9 – Apresentação (com adaptações).


Quanto aos sentidos do texto, julgue o item.A partir da leitura do texto, é correto inferir que a maioria das provas obtidas por meio de reconhecimento facial e fotográfico é forjada, o que tem levado o sistema judicial a discutir a questão de prisões e condenações injustas decorrentes desse reconhecimento.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Inferência sobre reconhecimento facial e fotográfico: extrapolação do texto

Gabarito: ERRADO. A afirmação de que "a maioria das provas obtidas por meio de reconhecimento facial e fotográfico é forjada" extrapola o texto, que não traz qualquer dado quantitativo sobre a frequência de provas forjadas. O texto apenas menciona a discussão sobre prisões e condenações injustas decorrentes de erros no reconhecimento, sem afirmar que a maioria é forjada. A passagem que sustenta a discussão é a referência a "prisões e condenações injustas decorrentes desse reconhecimento", mas isso não autoriza a conclusão de que a maioria das provas é forjada.

O comando pede que se julgue se "é correto inferir" a afirmação. Inferir é extrair uma conclusão a partir de pistas do texto, mas a inferência deve ser legítima, ou seja, ancorada em elementos presentes. Aqui, a afirmação contém dois problemas: (1) o termo "maioria" é um quantificador absoluto que não encontra respaldo no texto; (2) a palavra "forjada" sugere uma intenção deliberada de falsificação, enquanto o texto fala em "erros" ou "falhas" no reconhecimento, não em forjamento.

O texto-base, que é a apresentação de uma coletânea do CNJ sobre reconhecimento de pessoas, discute os riscos e as consequências de reconhecimentos equivocados, mas não afirma que a maioria é forjada. Veja o trecho que fundamenta a discussão:

"...prisões e condenações injustas decorrentes desse reconhecimento."

Esse trecho mostra que o texto reconhece a existência de casos de injustiça, mas não quantifica nem qualifica como "forjada" a maioria das provas. A inferência correta seria: "o texto discute a possibilidade de reconhecimentos equivocados levarem a injustiças", não "a maioria é forjada".

A técnica para resolver é testar cada alternativa perguntando: o texto autoriza esta afirmação, ou ela exige acrescentar algo de fora? No caso, a afirmação acrescenta dados estatísticos e um juízo de valor ("forjada") que não estão no texto. Portanto, é uma extrapolação.

Análise do item

Item — ❌ Errado

A afirmação é errada porque contém duas extrapolações:

  1. "a maioria": o texto não fornece qualquer dado sobre a proporção de provas forjadas. Dizer que a maioria é forjada é uma generalização indevida.

  2. "forjada": o texto fala em "reconhecimento" e em "prisões e condenações injustas", mas não afirma que as provas são forjadas (falsificadas deliberadamente). Pode haver erros de reconhecimento, mas isso não equivale a forjar provas.

O texto apenas menciona que o sistema judicial discute a questão de prisões e condenações injustas decorrentes de reconhecimento, o que é compatível com a segunda parte da afirmação, mas a primeira parte ("maioria forjada") não tem respaldo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece uma inferência que parece lógica, mas que generaliza e acrescenta um termo absoluto ("maioria") e um juízo de valor ("forjada") que não estão no texto. O candidato que não confronta a afirmação com o texto cai na armadilha.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar inferências, desconfie de quantificadores absolutos ("todo", "sempre", "maioria") e de palavras que carregam juízo de valor ("forjada", "fraudulenta"). O texto raramente autoriza esse tipo de generalização.

Conclusão: a afirmação é errada porque extrapola o texto ao afirmar que a maioria das provas é forjada, quando o texto apenas discute a possibilidade de reconhecimentos equivocados levarem a injustiças. Gabarito: ERRADO.

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