Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2024
- Código
- qg352130
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP - SC
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Psicóloga(a) Assistente Técnica(a)
Texto para o item.

- CCerto
- EErrado
Texto para o item.

GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A afirmação de que "a maioria das provas obtidas por meio de reconhecimento facial e fotográfico é forjada" extrapola o texto, que não traz qualquer dado quantitativo sobre a frequência de provas forjadas. O texto apenas menciona a discussão sobre prisões e condenações injustas decorrentes de erros no reconhecimento, sem afirmar que a maioria é forjada. A passagem que sustenta a discussão é a referência a "prisões e condenações injustas decorrentes desse reconhecimento", mas isso não autoriza a conclusão de que a maioria das provas é forjada.
O comando pede que se julgue se "é correto inferir" a afirmação. Inferir é extrair uma conclusão a partir de pistas do texto, mas a inferência deve ser legítima, ou seja, ancorada em elementos presentes. Aqui, a afirmação contém dois problemas: (1) o termo "maioria" é um quantificador absoluto que não encontra respaldo no texto; (2) a palavra "forjada" sugere uma intenção deliberada de falsificação, enquanto o texto fala em "erros" ou "falhas" no reconhecimento, não em forjamento.
O texto-base, que é a apresentação de uma coletânea do CNJ sobre reconhecimento de pessoas, discute os riscos e as consequências de reconhecimentos equivocados, mas não afirma que a maioria é forjada. Veja o trecho que fundamenta a discussão:
"...prisões e condenações injustas decorrentes desse reconhecimento."
Esse trecho mostra que o texto reconhece a existência de casos de injustiça, mas não quantifica nem qualifica como "forjada" a maioria das provas. A inferência correta seria: "o texto discute a possibilidade de reconhecimentos equivocados levarem a injustiças", não "a maioria é forjada".
A técnica para resolver é testar cada alternativa perguntando: o texto autoriza esta afirmação, ou ela exige acrescentar algo de fora? No caso, a afirmação acrescenta dados estatísticos e um juízo de valor ("forjada") que não estão no texto. Portanto, é uma extrapolação.
A afirmação é errada porque contém duas extrapolações:
"a maioria": o texto não fornece qualquer dado sobre a proporção de provas forjadas. Dizer que a maioria é forjada é uma generalização indevida.
"forjada": o texto fala em "reconhecimento" e em "prisões e condenações injustas", mas não afirma que as provas são forjadas (falsificadas deliberadamente). Pode haver erros de reconhecimento, mas isso não equivale a forjar provas.
O texto apenas menciona que o sistema judicial discute a questão de prisões e condenações injustas decorrentes de reconhecimento, o que é compatível com a segunda parte da afirmação, mas a primeira parte ("maioria forjada") não tem respaldo.
A banca oferece uma inferência que parece lógica, mas que generaliza e acrescenta um termo absoluto ("maioria") e um juízo de valor ("forjada") que não estão no texto. O candidato que não confronta a afirmação com o texto cai na armadilha.
Ao julgar inferências, desconfie de quantificadores absolutos ("todo", "sempre", "maioria") e de palavras que carregam juízo de valor ("forjada", "fraudulenta"). O texto raramente autoriza esse tipo de generalização.
Conclusão: a afirmação é errada porque extrapola o texto ao afirmar que a maioria das provas é forjada, quando o texto apenas discute a possibilidade de reconhecimentos equivocados levarem a injustiças. Gabarito: ERRADO.
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