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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2024

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
qg352409
Banca
Quadrix
Órgão
CRP-MS
Ano
2024
Nível
Fundamental
Cargo
Serviços Gerais

Texto para o item.

Imagem da questão

Imagem da questão

Acerca do poema, julgue o item abaixo.Na última estrofe do poema, é correto entender que o eu lírico fala de sua própria condição de quando for um cadáver enterrado.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação do eu lírico na última estrofe

Gabarito: C (Certo). A afirmação está correta: na última estrofe, o eu lírico fala de sua própria condição de quando for um cadáver enterrado. A pista decisiva está no uso da primeira pessoa e na referência ao próprio corpo após a morte, como se lê no trecho final do poema.

"...quando eu for cadáver enterrado..."

O enunciado pede uma interpretação — "é correto entender" —, ou seja, exige que se depreenda do texto uma informação que não está dita de forma direta, mas que é sustentada por pistas linguísticas. A pista central é a desinência verbal de primeira pessoa ("eu for") e o possessivo/pronome que remete ao próprio eu lírico. Não se trata de falar de um cadáver qualquer, mas do cadáver do próprio eu lírico.

A técnica que decide

Em questões de interpretação, a resposta deve estar ancorada em pistas do texto. Aqui, a pista é a pessoa do discurso: o verbo "for" está na 1ª pessoa do singular, o que indica que o sujeito é "eu". Além disso, a expressão "cadáver enterrado" refere-se ao corpo do próprio eu lírico, pois é ele quem fala. A alternativa não extrapola: ela apenas explicita o que o texto já autoriza pela gramática e pela semântica.

Por que as demais leituras falham

Se alguém lesse a estrofe como referência a um cadáver genérico, estaria extrapolando — acrescentando uma informação (que não é o eu lírico) que o texto não sustenta. A banca, ao afirmar que é "sua própria condição", apenas parafraseia a ideia de que o eu lírico se projeta no futuro como cadáver. Não há contradição, restrição ou opinião embutida: a leitura é direta e fiel ao texto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca testa se o candidato percebe a pessoa do discurso. A armadilha seria achar que o eu lírico fala de outro cadáver, ignorando a 1ª pessoa do verbo.

PEGA ESSA DICA!

Em poemas, grife os verbos e pronomes de 1ª pessoa — eles indicam de quem o eu lírico fala. Se o verbo está em "eu", a condição é do próprio eu lírico.

Conclusão

A afirmação está correta porque o texto, pela 1ª pessoa do discurso, autoriza a leitura de que o eu lírico fala de si mesmo quando morto. Não há extrapolação: a interpretação é uma paráfrase fiel das pistas textuais.

Gabarito: C (Certo).

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