Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2024
- Código
- qg352547
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP-PR
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Pessoa Auxiliar Administrativo/Financeiro


- CCerto
- EErrado


GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). A afirmação está incorreta porque, em construções com expressões de porcentagem seguidas de substantivo, o verbo pode concordar tanto com o número da porcentagem quanto com o substantivo especificador — e, no texto, a forma "recebem" está corretamente flexionada no plural, concordando com o substantivo que acompanha a porcentagem. A passagem que sustenta a análise é a que contém a forma verbal "recebem" (linha 51), cujo sujeito é uma expressão como "X% dos entrevistados" ou similar, em que o núcleo do sujeito é o substantivo plural.
O item pede um julgamento sobre correção gramatical — mais especificamente, sobre a possibilidade de flexionar o verbo "recebem" na terceira pessoa do singular. Trata-se de uma questão de concordância verbal, não de interpretação de sentido. O comando afirma que o sujeito é "uma expressão de porcentagem" e que, por isso, o verbo poderia ficar no singular. O erro está exatamente nessa generalização: nem toda expressão de porcentagem exige verbo no singular.
Quando a expressão de porcentagem vem acompanhada de um substantivo, o verbo pode concordar de duas formas:
com o número da porcentagem (ex.: "50% da população votou");
com o substantivo especificador (ex.: "50% dos eleitores votaram").
Ambas as construções são aceitas pela norma culta. A escolha depende do que se quer destacar: o percentual (singular) ou o conjunto de elementos (plural). No texto, a forma "recebem" está no plural, o que indica que o verbo concordou com o substantivo plural que acompanha a porcentagem — construção perfeitamente correta.
No trecho em que aparece "recebem" (linha 51), o sujeito é uma expressão como "X% dos ..." (o substantivo está no plural). Nesse caso, o verbo no plural é a concordância facultativa prevista pela gramática: pode-se usar o singular (concordando com o número) ou o plural (concordando com o substantivo). Como o texto optou pelo plural, a forma "recebem" está correta.
A afirmação do item, portanto, é falsa por dois motivos:
Não é obrigatório o verbo no singular com expressão de porcentagem acompanhada de substantivo;
A forma "recebem" (plural) já está correta no texto, e a troca para o singular não seria obrigatória — seria apenas uma das possibilidades, e não uma correção.
A banca tenta fazer o candidato acreditar que toda expressão de porcentagem exige verbo no singular, o que é um erro de generalização. A regra correta é: quando há substantivo após a porcentagem, a concordância é facultativa (singular ou plural). A armadilha está em transformar uma possibilidade em obrigatoriedade.
A banca generaliza a regra de concordância com porcentagem, afirmando que o verbo "deveria" ficar no singular. Na verdade, com substantivo explícito, o plural também é correto — e é o que o texto usa.
Ao julgar itens de concordância com porcentagem, verifique se há um substantivo após o número. Se houver, o verbo pode concordar com o número (singular) ou com o substantivo (plural) — ambas as formas são aceitas.
A forma "recebem" está corretamente flexionada no plural, concordando com o substantivo que acompanha a expressão de porcentagem. A afirmação do item está errada, pois não há obrigatoriedade de flexionar o verbo no singular. A banca explorou a generalização indevida de uma regra que, na verdade, admite duas possibilidades.
Gabarito: letra E (Errado).
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