Questão de Português — Coesão e coerência — Quadrix 2024
- Código
- qg352553
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP-PR
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Pessoa Auxiliar Administrativo/Financeiro


- CCerto
- EErrado


GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). O trecho “para a promoção do bem‑estar do empregado e da produtividade da empresa” não pode ser isolado por vírgulas sem prejuízo à correção e à coerência, pois, embora seja um adjunto adverbial de finalidade, ele está em posição final e possui extensão considerável — e a vírgula facultativa para adjuntos adverbiais só se aplica a adjuntos deslocados ou de pequena extensão. A banca explora a confusão entre a regra geral (adjunto adverbial pode ser isolado) e a exceção (adjunto longo em posição final não admite vírgula).
O item pede que você julgue se a reescrita com vírgulas manteria a correção gramatical e a coerência. Isso exige dois conhecimentos: (1) a função sintática do trecho — adjunto adverbial de finalidade, introduzido pela preposição “para”; (2) a regra de pontuação — quando a vírgula é facultativa ou proibida. Não basta saber que é adjunto adverbial; é preciso saber se a vírgula é permitida naquela posição.
A vírgula é facultativa para isolar adjuntos adverbiais deslocados (antecipados ou intercalados) e de pequena extensão. Exemplos:
“Ontem, fui ao cinema.” (adjunto curto deslocado — vírgula facultativa)
“No ano passado, viajei muito.” (adjunto de pequena extensão deslocado — vírgula facultativa)
Por outro lado, a vírgula é proibida quando o adjunto adverbial está em posição final e é longo, pois separaria o verbo de seu complemento ou criaria uma pausa desnecessária que prejudica a fluidez e a coerência. No trecho em questão, o adjunto “para a promoção do bem‑estar do empregado e da produtividade da empresa” é longo (contém dois complementos coordenados) e está no final da oração — isolá‑lo com vírgulas quebraria a estrutura sintática natural.
No texto original, o trecho aparece como complemento de finalidade, ligado diretamente ao verbo ou ao nome anterior. Se você inserir vírgulas, a frase ficaria assim:
“... , para a promoção do bem‑estar do empregado e da produtividade da empresa,”
Essa pausa dupla não é justificada pela norma culta, pois o adjunto não está deslocado — está na ordem direta (verbo + adjunto). A vírgula criaria uma intercalação artificial, comprometendo a coerência (a relação de finalidade ficaria menos clara) e a correção gramatical (uso indevido da vírgula).
A afirmação está errada. O trecho é, de fato, um adjunto adverbial de finalidade, mas a vírgula não é facultativa nesse caso, pois o adjunto é longo e está em posição final. A regra que permite a vírgula facultativa aplica‑se a adjuntos deslocados ou de pequena extensão, o que não ocorre aqui. Portanto, isolar o trecho por vírgulas alteraria a correção gramatical e prejudicaria a coerência do texto.
A banca explora a confusão entre a regra geral (adjunto adverbial pode ser isolado) e a exceção (adjunto longo em posição final não admite vírgula). O candidato que só lembra da regra geral marca “Certo”, mas a norma exige analisar a extensão e a posição.
Ao julgar itens sobre vírgula em adjuntos adverbiais, pergunte: (1) o adjunto está deslocado? (2) é curto? Se a resposta for “não” para ambas, a vírgula é proibida.
Conclusão: a reescrita com vírgulas não manteria a correção e a coerência, pois o adjunto adverbial é longo e está em posição final. Gabarito: letra E (Errado).
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