Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2024
- Código
- qg352554
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP-PR
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
- Cargo
- Pessoa Auxiliar Administrativo/Financeiro


- CCerto
- EErrado


GabaritoC — Certo
Gabarito: C (Certo). O item está correto porque a substituição de “absenteísmo” por “absentismo” é plenamente válida — trata-se de variantes gráficas da mesma palavra, ambas dicionarizadas no português — e a definição apresentada (“prática habitual de abandonar o cumprimento de deveres e funções de determinado posto ou cargo”) corresponde exatamente ao sentido do termo no contexto. A banca não pede inferência nem extrapolação: pede compreensão lexical — reconhecer que duas formas são sinônimas e que o significado atribuído é o que o texto emprega.
O comando é de julgamento (Certo/Errado) sobre uma asserção de sinonímia e de sentido. Para resolvê-lo, o candidato precisa de dois conhecimentos: (1) que “absenteísmo” e “absentismo” são variantes ortográficas — ambas corretas, com o mesmo radical e o mesmo sufixo, diferindo apenas na vogal de ligação (a forma “absenteísmo” é a mais comum no Brasil; “absentismo” é a variante preferida em Portugal, mas ambas são aceitas); (2) que o sentido de “absenteísmo” no texto é o de faltas habituais ao trabalho, ou seja, o não comparecimento reiterado do empregado às suas funções.
A definição dada no item — “prática habitual de abandonar o cumprimento de deveres e funções de determinado posto ou cargo” — é uma paráfrase fiel do conceito de absenteísmo: não é “abandono definitivo do cargo” (isso seria “abandono de emprego”, que é outra coisa), mas a repetição de ausências, o que a palavra “habitual” captura com precisão. O texto, ao usar o termo na linha 39, refere-se exatamente a esse fenômeno de faltas recorrentes, e não a qualquer outro sentido.
A armadilha central desta questão é sutil: o candidato pode achar que “absentismo” é um erro de grafia (barbarismo) e, por isso, marcar “Errado”. Mas não é: o dicionário registra ambas as formas como sinônimas. Outra armadilha seria confundir “absenteísmo” com “abandono de emprego” — mas o item fala em “prática habitual”, o que afasta essa leitura. A banca testa, portanto, o conhecimento lexical e a capacidade de reconhecer paráfrase.
Em questões de sinonímia, desconfie de “erro de grafia” como pegadinha: muitas palavras têm dupla grafia aceita (ex.: “absorvente/absorvente”, “cota/quotização”, “xampu/shampoo”). Confirme sempre no dicionário antes de marcar.
A afirmação é verdadeira por três razões independentes, cada uma suficiente:
Sinonímia: “absenteísmo” e “absentismo” são variantes gráficas da mesma palavra. O prefixo “absent-” (do latim absentia, “ausência”) é o mesmo; a diferença está apenas na vogal temática (“e” vs. “i”), o que não altera o significado. Ambas as formas estão dicionarizadas e são intercambiáveis sem prejuízo dos sentidos do texto.
Sentido: a definição apresentada — “prática habitual de abandonar o cumprimento de deveres e funções de determinado posto ou cargo” — é uma paráfrase precisa do conceito de absenteísmo. O termo designa exatamente a reiteração de faltas ao trabalho, e a palavra “habitual” é a chave: não se trata de ausência pontual, mas de um padrão de comportamento.
Contexto: no texto, o termo é usado na linha 39 para se referir a esse fenômeno de ausências recorrentes. A substituição por “absentismo” preservaria integralmente o sentido, pois é a mesma palavra com outra grafia.
Não há nenhum fragmento do texto que contradiga a afirmação. Pelo contrário: o uso do termo no contexto confirma o sentido atribuído.
Conclusão: o item está Certo. A questão ensina uma lição valiosa: em provas de língua portuguesa, variantes gráficas são sinônimas e a paráfrase é a ferramenta de verificação — se a definição dada reproduz o sentido do texto sem acrescentar nem suprimir nada, a assertiva é verdadeira.
Gabarito: C (Certo).
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