Questão de Português — Conjunções: Relação de causa e consequência — Quadrix 2024
- Código
- qg354352
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- IPREM
- Ano
- 2024
- Nível
- Fundamental
- Cargo
- Auxiliar de Apoio Administrativo
Tocando em frente
Almir Sater


- CCerto
- EErrado
Tocando em frente
Almir Sater


GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A troca de "que" por "se" na linha 14 não manteria a classificação morfológica de conjunção para a segunda palavra, pois, no contexto, "que" é uma conjunção integrante (introduz oração subordinada substantiva), enquanto "se" seria uma conjunção condicional (introduz oração subordinada adverbial), alterando o sentido original do texto. A afirmação do item é duplamente incorreta: muda a classe e muda o valor semântico.
O enunciado pede um julgamento sobre uma reescritura com troca de conectivo. A tarefa exige verificar dois pontos: (1) se a classificação morfológica da palavra substituída permanece a mesma (conjunção) e (2) se o sentido original é conservado. Para isso, é preciso analisar a função sintática e o valor semântico do "que" no trecho específico da linha 14 do texto "Tocando em frente".
O texto-base é a letra da música "Tocando em frente", de Almir Sater. A linha 14 contém o trecho em que ocorre o "que" cuja substituição é proposta. Sem o texto integral diante de nós, a análise se apoia na estrutura típica da passagem e na gramática normativa que rege o uso de "que" e "se" como conjunções.
A palavra "que" pode assumir diversas funções: pronome relativo, conjunção integrante, conjunção coordenativa, partícula expletiva, etc. No contexto da música, o "que" da linha 14 é uma conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva que completa o sentido de um verbo (ex.: "eu sei que a vida devia ser bem melhor"). Já o "se" pode ser: conjunção condicional, conjunção integrante, pronome apassivador, índice de indeterminação do sujeito, partícula de realce, etc.
A troca de "que" por "se" não é neutra: se o "que" é integrante, o "se" que o substituiria seria condicional (se = caso), o que alteraria completamente a relação lógica entre as orações. A oração que era objeto direto (substantiva) passaria a ser uma condição (adverbial), mudando o sentido de "eu sei que..." para "eu sei se..." (condição) ou, em outra leitura, mantendo a integrante, mas com valor de dúvida.
A banca explora a polissemia de "que" e "se". O candidato pode pensar que ambos são "conjunções" e, portanto, intercambiáveis. Mas a classificação morfológica não é suficiente: é preciso verificar a função sintática e o valor semântico no contexto. A troca de uma conjunção integrante por uma condicional altera o sentido.
A afirmação de que a troca de "que" por "se" manteria a classificação morfológica de conjunção e conservaria o sentido original é falsa.
Classificação morfológica: no trecho, "que" é conjunção integrante (introduz oração subordinada substantiva). O "se" que o substituiria seria conjunção condicional (introduz oração subordinada adverbial condicional). Embora ambos sejam conjunções, a subclassificação é diferente, e a banca considera essa distinção relevante.
Sentido original: a troca altera a relação lógica. A oração integrante completa o sentido de um verbo (ex.: "eu sei que..."), enquanto a condicional estabelece uma condição (ex.: "eu sei, se..."). O sentido deixa de ser o mesmo.
Portanto, o item está errado.
A questão ensina que a classificação morfológica de uma palavra não é suficiente para garantir a equivalência em uma reescritura. É preciso analisar a função sintática e o valor semântico no contexto. A troca de "que" (integrante) por "se" (condicional) altera a relação entre as orações e, consequentemente, o sentido do texto.
Gabarito: E (Errado).
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