Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2024
- Código
- qg354358
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- IPREM
- Ano
- 2024
- Nível
- Fundamental
- Cargo
- Auxiliar de Apoio Administrativo
Tocando em frente
Almir Sater


- CCerto
- EErrado
Tocando em frente
Almir Sater


GabaritoC — Certo
Gabarito: C (Certo). A letra de Almir Sater constrói uma metáfora central que compara a vida a uma boiada que o eu lírico, como um boiadeiro, conduz. Essa comparação está explícita em versos como "Eu vou tocando os dias / Pela longa estrada eu vou" e "Todo mundo ama um dia / Todo mundo chora / Um dia a gente chega / No outro vai embora", em que a imagem de "tocar" a boiada (conduzir o gado) é transposta para a condução da própria vida. A assertiva está correta porque capta exatamente essa figura de linguagem que estrutura o sentido global do texto.
O enunciado pede que se julgue uma afirmação sobre os "aspectos gerais do texto". Isso é uma questão de compreensão (e não de inferência): a resposta deve estar ancorada no que o texto diz, não em deduções subjetivas. A banca quer saber se o candidato percebeu a metáfora que organiza a letra: a vida como uma jornada em que o eu lírico é o condutor, o "boiadeiro" de sua própria existência.
A letra de Almir Sater é uma reflexão sobre a vida, a passagem do tempo e a atitude de seguir em frente. O eu lírico se coloca como alguém que "toca" a vida, como quem toca uma boiada: conduz, guia, segue adiante. Os versos "Eu vou tocando os dias / Pela longa estrada eu vou" são a chave: "tocando" remete ao ato de conduzir o gado, e "estrada" remete à jornada da vida. A metáfora é reforçada por versos como "Ando devagar porque já tive pressa / E levo esse sorriso porque já chorei demais", que mostram a experiência acumulada de quem já percorreu muito caminho.
A questão exige que o candidato reconheça a metáfora como recurso expressivo predominante. Metáfora é a comparação implícita entre dois termos, sem conectivo comparativo. Aqui, a vida é comparada a uma boiada, e o eu lírico, ao boiadeiro que a conduz. A palavra "tocando" é o elo: no contexto da música, "tocar" a boiada significa conduzi-la, e "tocar os dias" significa viver, seguir em frente. A assertiva está correta porque essa é a leitura mais direta e fiel do texto.
A afirmativa está correta porque o texto, de fato, propõe essa comparação. O verso "Eu vou tocando os dias" é a prova textual: "tocando" é o verbo usado para conduzir a boiada, e "os dias" é a vida. O eu lírico é o sujeito que "toca", ou seja, o boiadeiro. A metáfora é coerente com o restante da letra, que fala de estrada, de seguir em frente, de levar um sorriso e de ter pressa e devagar. A assertiva não acrescenta nada que o texto não diga; ela apenas parafraseia a imagem central.
A afirmativa está incorreta porque contradiz o texto. O texto não nega a metáfora do boiadeiro; pelo contrário, ele a constrói. A letra é repleta de imagens de condução e jornada: "Eu vou tocando os dias / Pela longa estrada eu vou". Dizer que a letra não propõe essa comparação é ignorar a evidência textual. A alternativa E é uma contradição com o que está escrito, e por isso é a errada.
A banca não arma uma pegadinha complexa; ela apenas testa se o candidato percebe a metáfora central. O erro seria marcar E por achar que a comparação é exagerada ou que o texto fala apenas de boiadeiro literal. Mas o texto é claramente figurado.
Em questões de compreensão, grife as palavras-chave que indicam a figura de linguagem. Aqui, "tocando" e "estrada" são as pistas da metáfora. Se a assertiva parafraseia o texto sem acrescentar nada, ela está correta.
Conclusão: a assertiva está correta porque a letra de Almir Sater constrói a metáfora do boiadeiro que guia sua boiada, como se lê em "Eu vou tocando os dias / Pela longa estrada eu vou". A alternativa E está errada por contradizer o texto. Gabarito: letra C.
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