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Questão de Noções de Informática — Segurança da Informação — Quadrix 2024

Noções de InformáticaSegurança da Informação
Código
qg354519
Banca
Quadrix
Órgão
NOVACAP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista de Sistemas - Manutenção/Sustentação
A respeito das estratégias de backup e recuperação, da implementação e do gerenciamento de backups e dos testes de restauração e recuperação de dados, julgue o item subsequente.Realizar backups apenas uma vez por mês para minimizar o impacto no desempenho dos sistemas é uma excelente estratégia de backup.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estratégias de backup: frequência e impacto no desempenho

Gabarito: ERRADO. Realizar backups apenas uma vez por mês para minimizar o impacto no desempenho dos sistemas não é uma excelente estratégia de backup, pois a frequência deve ser definida com base na criticidade dos dados e no RPO (Recovery Point Objective) — a perda máxima de dados tolerável —, e não apenas no desempenho. A afirmação confunde a preocupação legítima com o impacto no desempenho com a necessidade de proteger os dados de forma adequada.

O backup, ou cópia de segurança, é o processo de copiar dados de um dispositivo para outro, com o objetivo de restaurá-los em caso de perda, dano ou corrupção. O principal pilar da Segurança da Informação que o backup garante é a Disponibilidade. Para definir a frequência ideal dos backups, dois conceitos são essenciais: o RPO (Recovery Point Objective), que define a perda de dados máxima tolerável (por exemplo, um RPO de 1 hora significa que a empresa aceita perder, no máximo, 1 hora de dados), e o RTO (Recovery Time Objective), que define o tempo máximo que um sistema pode ficar inoperante após uma falha. A frequência dos backups deve ser ajustada com base na criticidade dos dados originais: as frequências mais comuns são mensal, semanal e diária, mas em bancos de dados é comum que sejam em intervalos de horas ou até mesmo minutos.

A afirmação do enunciado apresenta dois problemas graves. Primeiro, ao priorizar apenas o desempenho, ela ignora a criticidade dos dados: se um sistema crítico falhar, a empresa pode perder até um mês inteiro de dados, o que pode ser inaceitável para o negócio. Segundo, a frequência de backup não é uma decisão isolada — ela deve ser definida em uma política de backup, que considera o RPO, o RTO, o espaço de armazenamento disponível, o tempo de execução e a janela de backup (período em que o backup pode ser executado sem prejudicar as operações). Reduzir a frequência para "minimizar o impacto no desempenho" é uma solução míope, pois o impacto no desempenho pode ser mitigado com outras estratégias, como realizar backups incrementais (que copiam apenas os dados alterados desde o último backup) ou agendar os backups para horários de menor movimento.

A banca explora aqui a generalização indevida: a afirmação usa a palavra "excelente" para qualificar uma prática que, na verdade, é inadequada na maioria dos cenários. O candidato pode ser tentado a concordar pensando que "menos backups = menos impacto no desempenho", mas a segurança da informação exige equilíbrio entre desempenho e proteção de dados. A frequência ideal é aquela que atende ao RPO definido pela organização, não aquela que simplesmente minimiza o impacto no desempenho. Portanto, a assertiva está errada.

1Critério correto
Criticidade dos dados
RPO (perda máxima tolerável)
RTO (tempo de recuperação)
2Critério errado (enunciado)
Minimizar impacto no desempenho
3Mitigação do impacto
Backup incremental
Janela de backup (horário de baixa atividade)
Frequência de backup
LEVELsoulevel.com.br
Frequência de backup: Critério correto (Criticidade dos dados, RPO (perda máxima tolerável), RTO (tempo de recuperação)); Critério errado (enunciado) (Minimizar impacto no desempenho); Mitigação do impacto (Backup incremental, Janela de backup (horário de baixa atividade))

Item — ❌ ERRADO

A afirmação está incorreta porque trata a redução da frequência de backup como uma "excelente estratégia", quando na verdade ela compromete a disponibilidade e a recuperação de dados. A frequência de backup deve ser definida com base na criticidade dos dados e no RPO, não apenas no desempenho. Realizar backups mensais pode ser aceitável para dados de baixa criticidade, mas é totalmente inadequado para sistemas críticos, onde a perda de um dia (ou até de uma hora) de dados pode ser catastrófica. Além disso, o impacto no desempenho pode ser minimizado com técnicas como backups incrementais ou agendamento em horários de baixa atividade, sem sacrificar a proteção dos dados. A banca troca o critério correto (criticidade/RPO) pelo critério errado (desempenho), caracterizando uma generalização indevida.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter o critério de decisão: aqui, ela apresenta o desempenho como o fator determinante para a frequência do backup, quando o correto é a criticidade dos dados e o RPO. O candidato que pensa "menos backup = menos impacto" cai na armadilha, esquecendo que a finalidade do backup é proteger os dados, não apenas evitar sobrecarga no sistema. Lembre-se: a frequência é definida pela necessidade de recuperação, não pela conveniência operacional.

Gabarito: ERRADO

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