Residente Médico - Especialidade: Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular
O sinal da cimitarra pode ser encontrado nas arteriografias dos pacientes com diagnóstico de
Aaprisionamento de artéria poplítea.
Bpersistência da artéria isquiática.
Cdoença cística da artéria poplítea.
Dtromboangeíte obliterante.
Eaneurisma de poplítea trombosado.
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GabaritoC — doença cística da artéria poplítea.
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Sinal da Cimitarra na Arteriografia
Gabarito: letra C. O sinal da cimitarra é um achado clássico da doença cística da artéria poplítea, caracterizado por uma compressão extrínseca e lisa da artéria, que na arteriografia assume a forma de uma lâmina curva, semelhante a uma cimitarra. Essa doença é uma causa rara de claudicação intermitente em pacientes jovens, sem fatores de risco cardiovascular, e o diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como a arteriografia, que evidencia a deformidade típica.
A doença cística da artéria poplítea é uma condição rara, em que cistos mucinosos se formam na parede arterial, geralmente na adventícia, causando estenose ou oclusão do vaso. Acomete predominantemente homens jovens, entre 20 e 50 anos, e se manifesta com claudicação intermitente de membro inferior, que pode piorar com a flexão do joelho. A arteriografia é um dos métodos diagnósticos, e o sinal da cimitarra é a descrição clássica do estreitamento arterial causado pela compressão extrínseca do cisto.
A importância de reconhecer esse sinal está na diferenciação com outras causas de obstrução arterial periférica, como aterosclerose, tromboangeíte obliterante e aneurismas. Enquanto a doença cística acomete pacientes jovens e sem fatores de risco, a aterosclerose é mais comum em idosos com dislipidemia, diabetes e tabagismo. A tromboangeíte obliterante, por sua vez, está fortemente associada ao tabagismo e acomete vasos de pequeno e médio calibre, com padrão segmentar e distal.
O tratamento da doença cística da artéria poplítea é cirúrgico, com ressecção do cisto e reconstrução arterial, ou por aspiração percutânea do conteúdo cístico. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações como trombose e oclusão arterial, que podem levar à isquemia crítica e até à amputação. A arteriografia, embora invasiva, é um método preciso para demonstrar a morfologia da lesão e orientar a abordagem terapêutica.
A banca explora a associação entre um sinal radiológico específico e uma doença vascular rara. O candidato deve conhecer os principais achados de imagem das doenças arteriais periféricas para responder corretamente. A doença cística da artéria poplítea é uma das poucas condições em que a arteriografia mostra uma deformidade tão característica, e o sinal da cimitarra é o nome dado a essa apresentação.
Sinal da cimitarra (arteriografia)
1Doença cística da artéria poplítea
Cistos mucinosos na parede arterial
Compressão extrínseca e lisa
Estenose em forma de lâmina curva
Homens jovens (20–50 anos)
Claudicação intermitente
Tratamento cirúrgico
2Diagnósticos diferenciais
Aprisionamento da poplítea (desvio medial)
Persistência da artéria isquiática (trajeto do ciático)
Tromboangeíte obliterante (oclusões segmentares)
Aneurisma trombosado (dilatação com trombo)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O aprisionamento da artéria poplítea é uma síndrome em que o músculo gastrocnêmio comprime a artéria, geralmente em pacientes jovens e atletas. Na arteriografia, o achado típico é um desvio medial da artéria poplítea, e não o sinal da cimitarra. A compressão é extrínseca, mas a morfologia é diferente, com um trajeto anômalo do vaso.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A persistência da artéria isquiática é uma anomalia congênita rara, em que a artéria isquiática embrionária permanece como principal suprimento sanguíneo do membro inferior. Na arteriografia, observa-se um vaso de grande calibre que segue pelo trajeto do nervo ciático, e não há a deformidade em cimitarra.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A doença cística da artéria poplítea é a condição em que o sinal da cimitarra é encontrado na arteriografia. A compressão extrínseca e lisa do cisto sobre a artéria gera uma imagem de estenose em forma de lâmina curva, que lembra uma cimitarra. Esse é o achado clássico e patognomônico da doença.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A tromboangeíte obliterante, também conhecida como doença de Buerger, é uma vasculite que acomete vasos de pequeno e médio calibre, associada ao tabagismo. Na arteriografia, os achados são de oclusões segmentares e colaterais em saca-rolhas, mas não há o sinal da cimitarra.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O aneurisma de poplítea trombosado pode causar obstrução arterial, mas na arteriografia o achado é de uma dilatação aneurismática com trombo, e não uma estenose em forma de cimitarra. A morfologia da lesão é completamente diferente.