Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — Quadrix 2024
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
qg355224
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Cirurgia da Mão
Catterall descreveu e definiu os conceitos de “cabeça em risco” na doença de Perthes, sendo que o sinal de Gage corresponde à
Aconvexidade na borda superolateral do colo femoral, também chamada de “V” radiotransparente no lado lateral da epífise, que corresponde a um pequeno segmento osteoporótico.
Breação metafisária difusa.
Ccalcificação lateral da epífise.
Dsubluxação da cabeça femoral com aumento do espaço articular inferomedial.
Ehorizontalização da placa epifisária.
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GabaritoA — convexidade na borda superolateral do colo femoral, também chamada de “V” radiotransparente no lado lateral da epífise, que corresponde a um pequeno segmento osteoporótico.
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Sinal de Gage na Doença de Perthes
Gabarito: letra A. O sinal de Gage, descrito por Catterall como um dos sinais de "cabeça em risco" na doença de Perthes, corresponde à convexidade na borda superolateral do colo femoral, também chamada de "V" radiotransparente no lado lateral da epífise, que representa um pequeno segmento osteoporótico. Essa é a definição clássica do sinal, que indica um pior prognóstico e maior risco de deformidade residual.
A doença de Perthes é uma osteonecrose avascular da epífise femoral proximal em crianças, de causa ainda não totalmente esclarecida, que leva à necrose, reabsorção e posterior remodelação do núcleo de ossificação da cabeça femoral. Catterall, em seus estudos, identificou fatores prognósticos que indicam quais pacientes teriam pior evolução, denominando-os de "cabeça em risco". Esses sinais são: o sinal de Gage, a reação metafisária, a calcificação lateral da epífise, a subluxação lateral da cabeça femoral e a horizontalização da placa epifisária. A presença de um ou mais desses sinais indica um risco aumentado de deformidade da cabeça femoral e, consequentemente, de osteoartrite precoce.
O sinal de Gage, especificamente, é descrito como uma convexidade na borda superolateral do colo femoral, que se apresenta como um "V" radiotransparente na radiografia, correspondendo a uma área de osteoporose ou reabsorção óssea. Esse sinal reflete a fragilidade da região lateral da epífise, que está sob maior estresse mecânico, e é um indicador de que a cabeça femoral está em risco de colapso e deformidade. A identificação precoce desses sinais é crucial para o planejamento do tratamento, que pode variar desde a observação até intervenções cirúrgicas para conter a cabeça femoral no acetábulo.
A banca explora a necessidade de conhecimento específico sobre os sinais radiográficos da doença de Perthes, um tema clássico em ortopedia pediátrica. É fundamental que o candidato conheça não apenas o nome dos sinais, mas também suas descrições radiográficas, pois a questão cobra exatamente a definição do sinal de Gage. As demais alternativas apresentam outros sinais de "cabeça em risco" ou achados que não correspondem a esse sinal específico, exigindo do candidato a capacidade de diferenciar cada um deles.
Sinal de Gage (Perthes)
1Definição
Convexidade na borda superolateral do colo femoral
"V" radiotransparente lateral da epífise
Pequeno segmento osteoporótico
2Significado
Mau prognóstico
Risco de deformidade residual
3Contexto: sinais de "cabeça em risco"
Sinal de Gage
Reação metafisária
Calcificação lateral da epífise
Subluxação lateral da cabeça femoral
Horizontalização da placa epifisária
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão o sinal de Gage: "convexidade na borda superolateral do colo femoral, também chamada de 'V' radiotransparente no lado lateral da epífise, que corresponde a um pequeno segmento osteoporótico". Essa é a definição clássica encontrada na literatura ortopédica, sendo o sinal um dos principais indicadores de mau prognóstico na doença de Perthes.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A reação metafisária difusa é outro sinal de "cabeça em risco" descrito por Catterall, mas não corresponde ao sinal de Gage. A reação metafisária se refere a alterações na metáfise femoral proximal, como cistos ou radiolucências, que também indicam pior prognóstico, porém são achados distintos do sinal de Gage.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A calcificação lateral da epífise é um sinal de "cabeça em risco" que indica a presença de osso neoformado lateralmente à epífise, mas não é o sinal de Gage. Esse achado sugere uma tentativa de reparação óssea, mas também está associado a um pior prognóstico.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A subluxação da cabeça femoral com aumento do espaço articular inferomedial é outro sinal de "cabeça em risco", indicando que a cabeça femoral está se deslocando lateralmente, mas não é o sinal de Gage. Esse sinal reflete a instabilidade da articulação e é um importante fator prognóstico.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A horizontalização da placa epifisária é mais um sinal de "cabeça em risco", que indica uma alteração na orientação da placa de crescimento, mas não é o sinal de Gage. Esse achado também está associado a um pior prognóstico na doença de Perthes.