Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — Quadrix 2024
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
qg355225
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Cirurgia da Mão
Para o tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril, a osteotomia de Salter utiliza, como fulcro da correção, a
Asínfise púbica, e permite correção do índice acetabular em aproximadamente 15 graus.
Bsínfise púbica, e permite correção do índice acetabular em, aproximadamente, 30 graus.
Ccartilagem trirradiada, e permite correção do índice acetabular em, aproximadamente, 15 graus.
Dcartilagem trirradiada, e permite correção do índice acetabular em, aproximadamente, 30 graus.
Ecartilagem trirradiada, e permite correção do índice acetabular em, aproximadamente, 45 graus.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — sínfise púbica, e permite correção do índice acetabular em aproximadamente 15 graus.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Osteotomia de Salter na displasia do desenvolvimento do quadril
Gabarito: letra A. A osteotomia de Salter utiliza a sínfise púbica como fulcro (ponto de apoio) da correção, permitindo a rotação do acetábulo para melhorar a cobertura da cabeça femoral, com correção do índice acetabular em aproximadamente 15 graus. As alternativas que mencionam a cartilagem trirradiada como fulcro estão incorretas, pois essa estrutura é o ponto de articulação entre os três ossos do quadril (ílio, ísquio e púbis) e não serve como fulcro nessa técnica.
A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) é uma condição em que o acetábulo é raso e inclinado, não cobrindo adequadamente a cabeça do fêmur. Isso pode levar à luxação ou subluxação do quadril. O tratamento varia conforme a idade do paciente: em recém-nascidos, utiliza-se o suspensório de Pavlik; em crianças maiores, podem ser necessárias osteotomias para reposicionar o acetábulo.
A osteotomia de Salter, descrita por Robert Salter em 1961, é uma osteotomia do osso inominado (ilíaco) que visa redirecionar o acetábulo como um todo. O procedimento consiste em cortar o osso ilíaco acima do acetábulo e, em seguida, rotacionar o segmento distal (que contém o acetábulo) para frente e para baixo, usando a sínfise púbica como ponto de apoio (fulcro). Essa rotação melhora a cobertura anterior e lateral da cabeça femoral, corrigindo o índice acetabular.
O índice acetabular é o ângulo formado entre a linha que une as cartilagens trirradiadas (ou a linha de Y) e a linha que une a borda lateral do acetábulo à cartilagem trirradiada. Em condições normais, esse índice é menor que 30 graus ao nascimento e diminui com a idade. Na DDQ, o índice acetabular está aumentado, indicando um acetábulo mais inclinado. A osteotomia de Salter permite uma correção de aproximadamente 15 graus no índice acetabular, o que é suficiente para melhorar a cobertura da cabeça femoral na maioria dos casos.
A cartilagem trirradiada, por sua vez, é uma estrutura cartilaginosa em forma de Y que separa os três ossos do quadril (ílio, ísquio e púbis) durante o crescimento. Ela é responsável pelo crescimento do acetábulo e não é utilizada como fulcro na osteotomia de Salter. A confusão entre sínfise púbica e cartilagem trirradiada é uma pegadinha comum, pois ambas são estruturas anatômicas da pelve, mas com funções distintas.
É importante destacar que a osteotomia de Salter é indicada para crianças entre 18 meses e 6 anos de idade, com displasia acetabular sem luxação alta. Em casos de luxação alta, outras técnicas, como a osteotomia de Pemberton ou a osteotomia de Dega, podem ser mais adequadas. A osteotomia de Pemberton, por exemplo, utiliza a cartilagem trirradiada como fulcro, o que pode gerar confusão com a técnica de Salter.
A correção de 15 graus é um valor característico da osteotomia de Salter, enquanto outras osteotomias podem ter correções diferentes. Por exemplo, a osteotomia de Pemberton pode corrigir cerca de 20 a 30 graus, e a osteotomia de Dega pode corrigir cerca de 30 graus. Portanto, a alternativa que associa a sínfise púbica com a correção de 15 graus é a correta.
Guarde a distinção entre as osteotomias: Salter usa a sínfise púbica como fulcro e corrige cerca de 15 graus; Pemberton usa a cartilagem trirradiada como fulcro e corrige cerca de 20-30 graus. Essa é a chave para resolver questões sobre esse tema.
A osteotomia de Salter utiliza a sínfise púbica como fulcro da correção. O procedimento consiste em uma osteotomia do osso ilíaco, e o segmento distal (contendo o acetábulo) é rotacionado anterior e inferiormente, usando a sínfise púbica como ponto de apoio. Essa rotação permite uma correção do índice acetabular em aproximadamente 15 graus, melhorando a cobertura da cabeça femoral. A alternativa está correta ao associar o fulcro correto (sínfise púbica) com a magnitude de correção correta (15 graus).
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B erra ao afirmar que a correção do índice acetabular é de aproximadamente 30 graus. A osteotomia de Salter permite uma correção de cerca de 15 graus, não 30. O valor de 30 graus é mais associado a outras osteotomias, como a de Pemberton ou Dega, que utilizam a cartilagem trirradiada como fulcro. Portanto, embora o fulcro (sínfise púbica) esteja correto, a magnitude da correção está errada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C erra ao afirmar que o fulcro da osteotomia de Salter é a cartilagem trirradiada. Na técnica de Salter, o fulcro é a sínfise púbica. A cartilagem trirradiada é utilizada como fulcro em outras osteotomias, como a de Pemberton. Embora a correção de 15 graus esteja correta, o fulcro está errado, tornando a alternativa incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D erra em dois aspectos: o fulcro (cartilagem trirradiada) e a magnitude da correção (30 graus). Na osteotomia de Salter, o fulcro é a sínfise púbica e a correção é de aproximadamente 15 graus. A combinação de cartilagem trirradiada com 30 graus é mais característica de outras osteotomias, como a de Pemberton ou Dega.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E erra ao afirmar que o fulcro é a cartilagem trirradiada e que a correção é de aproximadamente 45 graus. A osteotomia de Salter utiliza a sínfise púbica como fulcro e corrige cerca de 15 graus. O valor de 45 graus não é característico de nenhuma osteotomia pélvica comum, sendo um distrator numérico sem correspondência clínica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o fulcro da osteotomia de Salter (sínfise púbica) pela cartilagem trirradiada, que é o fulcro da osteotomia de Pemberton. Além disso, os valores de correção (15, 30, 45 graus) são usados para confundir. Lembre-se: Salter = sínfise púbica + 15 graus; Pemberton = cartilagem trirradiada + 20-30 graus. Com treino, você identifica essas trocas rapidamente.