Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — Quadrix 2024
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
qg355238
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Cirurgia da Mão
A epicondilite lateral é mais comum em
Anão atletas, principalmente na segunda e na terceira décadas de vida.
Batletas, principalmente na segunda e na terceira décadas de vida.
Cnão atletas, principalmente na quarta e na quinta décadas de vida.
Datletas, principalmente na quarta e na quinta décadas de vida.
Enão atletas, principalmente na sexta e na sétima décadas de vida.
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GabaritoC — não atletas, principalmente na quarta e na quinta décadas de vida.
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Epicondilite Lateral (Cotovelo de Tenista)
Gabarito: letra C. A epicondilite lateral é uma tendinopatia degenerativa do tendão extensor comum do cotovelo, classicamente descrita como mais comum em não atletas, especialmente na quarta e quinta décadas de vida (40–50 anos), associada a atividades ocupacionais repetitivas. A alternativa C espelha exatamente esse perfil epidemiológico clássico.
A epicondilite lateral, popularmente conhecida como "cotovelo de tenista", é uma das causas mais frequentes de dor no cotovelo na prática ortopédica. Apesar do nome popular, a condição é muito mais prevalente em pessoas que não praticam esportes, mas que realizam movimentos repetitivos de extensão do punho e supinação do antebraço em suas atividades laborais ou domésticas. O mecanismo fisiopatológico envolve microtraumas repetitivos na origem do tendão extensor radial curto do carpo (ECRB), levando a um processo degenerativo denominado tendinose, com degeneração angiofibroblástica, e não um processo inflamatório agudo clássico.
O pico de incidência ocorre entre 40 e 50 anos, ou seja, na quarta e quinta décadas de vida. Isso se explica pelo acúmulo de exposição a fatores de risco ocupacionais ao longo dos anos, associado à diminuição da capacidade regenerativa dos tendões com o envelhecimento. Em atletas, a epicondilite lateral pode ocorrer, mas é menos comum e geralmente associada a esportes de raquete, como o tênis, daí o nome popular. No entanto, mesmo entre atletas, a prevalência é menor do que na população geral não atleta.
A distinção fundamental que a questão explora é entre o perfil epidemiológico da epicondilite lateral (não atletas, 4ª–5ª décadas) e outras condições que podem confundir o candidato. Por exemplo, a epicondilite medial ("cotovelo de golfista") também é mais comum em não atletas, mas o perfil etário é semelhante. Já outras lesões esportivas, como as lesões do manguito rotador, podem ter perfis diferentes. A banca testa exatamente o conhecimento do perfil clássico descrito nos livros-texto de ortopedia.
Na prática clínica, o diagnóstico é essencialmente clínico, com dor à palpação do epicôndilo lateral e reprodução da dor com a extensão resistida do punho (teste de Cozen) ou com a supinação resistida do antebraço. O tratamento inicial é conservador, com fisioterapia, órteses e analgesia. A cirurgia é reservada para casos refratários após 6–12 meses de tratamento conservador adequado.
Guarde o perfil epidemiológico clássico: não atleta + 4ª–5ª décadas. É exatamente esse binômio que separa a alternativa correta das demais, que trocam o status atlético ou a faixa etária.
Afirma que a epicondilite lateral é mais comum em não atletas na segunda e terceira décadas de vida. O erro está na faixa etária: a segunda e terceira décadas (20–30 anos) não correspondem ao pico de incidência, que ocorre na quarta e quinta décadas. Nessa faixa etária mais jovem, as lesões esportivas agudas e outras tendinopatias são mais frequentes, mas não a epicondilite lateral degenerativa clássica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que é mais comum em atletas na segunda e terceira décadas. Há dois erros: primeiro, o perfil atlético não é o mais comum — a condição predomina em não atletas; segundo, a faixa etária está incorreta. Embora atletas jovens de esportes de raquete possam desenvolver a condição, ela não é a mais comum nesse grupo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta ao afirmar que a epicondilite lateral é mais comum em não atletas, principalmente na quarta e quinta décadas de vida. Esse é o perfil epidemiológico clássico descrito na literatura ortopédica: predomínio em indivíduos de 40–50 anos, não atletas, com atividades ocupacionais repetitivas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que é mais comum em atletas na quarta e quinta décadas. O erro está no status atlético: embora a faixa etária esteja correta, a condição predomina em não atletas. Atletas podem desenvolver a condição, mas não são o grupo mais acometido.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que é mais comum em não atletas na sexta e sétima décadas. O erro está na faixa etária: a sexta e sétima décadas (60–70 anos) estão além do pico de incidência. Embora possa ocorrer em idosos, o pico clássico é na quarta e quinta décadas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o nome popular "cotovelo de tenista" e o perfil epidemiológico real. O candidato pode ser induzido a marcar "atletas" por associar a doença ao tênis, mas a condição é mais comum em não atletas com atividades ocupacionais repetitivas. Além disso, a faixa etária é um distrator clássico: a banca desloca o pico de incidência para décadas incorretas (2ª–3ª ou 6ª–7ª). Memorize o binômio: não atleta + 4ª–5ª décadas.