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Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — Quadrix 2024

MedicinaOtorrinolaringologia
Código
qg355248
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Assinale a alternativa que apresenta um achado típico do colesteatoma em tomografia computadorizada (TC) do ouvido.
  1. Amastoidite com presença de ar no espaço mastoideo
  2. Bperda da definição do espaço do ouvido médio e erosão dos ossículos
  3. Cespessamento da membrana timpânica sem alteração do osso temporal
  4. Dimagem de massa esférica homogênea no ouvido externo
  5. Ealterações no complexo de canais semicirculares
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GabaritoB — perda da definição do espaço do ouvido médio e erosão dos ossículos

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Colesteatoma na tomografia computadorizada do ouvido

Gabarito: letra B. O colesteatoma é uma lesão expansiva e erosiva do osso temporal, e o achado tomográfico típico é a perda da definição do espaço do ouvido médio com erosão dos ossículos — exatamente o que descreve a alternativa B. As demais alternativas descrevem achados de outras condições (mastoidite, espessamento timpânico, massa no ouvido externo, alterações labirínticas) que não são a marca do colesteatoma.

O colesteatoma é uma lesão pseudotumoral composta por epitélio escamoso queratinizado que se acumula no ouvido médio e na mastoide. Ele não é um tumor verdadeiro, mas se comporta como tal por seu caráter expansivo e destrutivo. Na tomografia computadorizada (TC), o colesteatoma aparece como uma massa de partes moles que preenche o ouvido médio, o antro e as células mastoideas, e o sinal mais característico é a erosão óssea — particularmente dos ossículos (martelo, bigorna e estribo), do teto do ouvido médio (tegmen timpani), do canal semicircular lateral e do canal do nervo facial. A perda da definição do espaço do ouvido médio ocorre porque a lesão preenche e destrói as estruturas, apagando os contornos anatômicos normais.

A TC é o exame de imagem de escolha para avaliar a extensão do colesteatoma e suas complicações, pois permite visualizar a erosão óssea com alta resolução. A ressonância magnética (RM) é complementar, especialmente com sequências de difusão, para diferenciar colesteatoma de tecido de granulação e para avaliar extensão intracraniana. Na prática, o otorrinolaringologista solicita a TC quando há suspeita de colesteatoma, otorreia crônica, ou complicações como paralisia facial, vertigem ou meningite.

A distinção fundamental que separa as alternativas é: o colesteatoma é uma doença erosiva e destrutiva, enquanto as outras condições citadas (mastoidite, espessamento timpânico, massa no ouvido externo, alterações labirínticas) não apresentam erosão óssea como achado central. A mastoidite, por exemplo, é uma infecção das células mastoideas que pode mostrar opacificação e, em casos avançados, erosão, mas a presença de ar no espaço mastoideo é um achado de normalidade ou de processo não destrutivo. O espessamento da membrana timpânica é um achado de otite média crônica simples, sem erosão óssea. Uma massa esférica homogênea no ouvido externo não é colesteatoma — pode ser cerume impactado, corpo estranho ou tumor de conduto. Alterações no complexo de canais semicirculares podem ocorrer em fístula labiríntica secundária a colesteatoma, mas não são o achado típico isolado.

A pegadinha da banca está em oferecer alternativas que descrevem outras doenças otológicas comuns, para que o candidato que não domina a semiologia por imagem do colesteatoma se perca. O candidato que sabe que o colesteatoma é uma lesão erosiva identifica imediatamente a alternativa B como a correta, pois ela menciona os dois elementos-chave: perda da definição do espaço do ouvido médio e erosão dos ossículos.

Colesteatoma na TC
  • 1Lesão pseudotumoral
    • Epitélio escamoso queratinizado
    • Expansiva e destrutiva
  • 2Achado típico
    • Massa de partes moles
    • Erosão óssea
      • Ossículos
      • Tegmen timpani
      • Canal semicircular lateral
      • Canal do nervo facial
  • 3Diagnóstico
    • TC: exame de escolha
    • RM: complementar (difusão)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A mastoidite com presença de ar no espaço mastoideo não é um achado típico de colesteatoma. A mastoidite é uma infecção das células mastoideas, que na TC mostra opacificação das células (preenchimento por secreção), e a presença de ar indica que o processo não é totalmente obliterante — o que não é a marca do colesteatoma. O colesteatoma, por sua vez, é uma massa de partes moles que preenche e destrói, não uma condição com ar no espaço mastoideo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A perda da definição do espaço do ouvido médio e a erosão dos ossículos são os achados tomográficos clássicos do colesteatoma. A lesão preenche o ouvido médio, apagando os contornos anatômicos, e destrói os ossículos por erosão óssea. É exatamente essa combinação de massa de partes moles + erosão óssea que caracteriza o colesteatoma na TC.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O espessamento da membrana timpânica sem alteração do osso temporal é um achado de otite média crônica simples ou de otite média com efusão, não de colesteatoma. O colesteatoma, por definição, causa erosão óssea — se não há alteração do osso temporal, não é colesteatoma.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Uma imagem de massa esférica homogênea no ouvido externo não é colesteatoma. O colesteatoma se localiza no ouvido médio e na mastoide, não no ouvido externo. Massas no ouvido externo podem ser cerume impactado, corpo estranho, pólipo ou tumor de conduto — condições distintas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alterações no complexo de canais semicirculares podem ocorrer como complicação do colesteatoma (fístula labiríntica), mas não são o achado típico isolado. O achado central do colesteatoma é a erosão dos ossículos e a perda da definição do ouvido médio; as alterações labirínticas são secundárias e menos específicas.

Gabarito: letra B — a perda da definição do espaço do ouvido médio com erosão dos ossículos é o achado tomográfico típico do colesteatoma.

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