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Questão de Medicina — Neurologia — Quadrix 2024

MedicinaNeurologia
Código
qg355289
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Dor
A punção lombar para coleta do líquido cefalorraquidiano (líquor) é um procedimento realizado com diferentes finalidades diagnósticas e terapêuticas. Esse procedimento é bastante utilizado na prática clínica, principalmente em casos com suspeita de meningite. A respeito desse procedimento, assinale a alternativa correta.
  1. AA agulha utilizada para punção lombar, em adultos, deve ser de calibre fino, 25 G (Gauche) ou menor, a fim de se evitar a saída excessiva de líquor e a cefaleia pós‑punção.
  2. BDevem‑se administrar antibióticos profiláticos antes da punção lombar para se evitar infecções secundárias.
  3. CO espaço subaracnóideo que contém o líquor termina inferiormente no adulto entre a segunda e a terceira vértebras sacrais.
  4. DA agulha geralmente é inserida entre as lâminas da quarta e da quinta vértebras lombares. O ponto anatômico do processo espinhoso da quarta vértebra, no adulto, se situa no nível da cicatriz umbilical.
  5. EA punção é feita na região lombar por ser a região da coluna vertebral onde o canal é mais amplo.
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GabaritoC — O espaço subaracnóideo que contém o líquor termina inferiormente no adulto entre a segunda e a terceira vértebras sacrais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Punção lombar: anatomia e técnica

Gabarito: letra C. O espaço subaracnóideo, que contém o líquido cefalorraquidiano (líquor), termina inferiormente no adulto entre a segunda e a terceira vértebras sacrais (S2–S3). Esse é o fundamento anatômico que permite realizar a punção lombar com segurança abaixo do nível da medula espinhal, que termina em L1–L2 no adulto. As demais alternativas contêm erros técnicos ou anatômicos.

A punção lombar é um procedimento essencial para o diagnóstico de meningites e outras doenças do sistema nervoso central. O líquor é produzido nos plexos coroides e circula pelo espaço subaracnóideo, que envolve o encéfalo e a medula espinhal. No adulto, a medula espinhal termina no cone medular, geralmente ao nível de L1–L2, enquanto o saco dural (que contém o líquor) se estende até S2–S3. Essa diferença de níveis é o que torna seguro puncionar o espaço subaracnóideo na região lombar baixa (L3–L4 ou L4–L5), pois nesse ponto não há mais tecido nervoso medular, apenas as raízes da cauda equina, que são móveis e se afastam da agulha.

A escolha da agulha é um ponto crítico. Em adultos, recomenda-se agulha de calibre fino, geralmente 20 a 22 G, com bisel paralelo às fibras longitudinais da dura-máter, para reduzir o risco de cefaleia pós-punção. Agulhas de calibre 25 G ou menores são mais utilizadas em crianças ou em situações específicas, mas em adultos podem dificultar a coleta e aumentar o risco de falha técnica. A cefaleia pós-punção está relacionada ao vazamento de líquor pelo orifício da dura-máter, e o uso de agulhas de menor calibre (como 25 G) reduz esse risco, mas não é a prática padrão em adultos.

A profilaxia antibiótica antes da punção lombar não é indicada. A punção é um procedimento estéril, e o risco de infecção secundária é baixo quando a técnica asséptica é seguida. O uso de antibióticos profiláticos não é recomendado e pode até mascarar o resultado da cultura do líquor, prejudicando o diagnóstico etiológico da meningite. Em casos de suspeita de meningite bacteriana, o tratamento antibiótico empírico deve ser iniciado imediatamente, mas isso é tratamento, não profilaxia, e não deve ser adiado pela punção.

O ponto de inserção da agulha é determinado por marcos anatômicos. A linha que une as cristas ilíacas (linha de Tuffier) cruza a coluna vertebral ao nível do processo espinhoso de L4 ou do espaço L4–L5. A punção é geralmente realizada no espaço L3–L4 ou L4–L5, abaixo do cone medular. A alternativa D afirma que o processo espinhoso de L4 se situa no nível da cicatriz umbilical, o que é incorreto: a cicatriz umbilical está aproximadamente no nível de L3–L4, mas a referência clássica para a punção é a linha de Tuffier, que cruza L4–L5. A alternativa E afirma que a punção é feita na região lombar por ser a região onde o canal é mais amplo, o que não é o motivo principal: a região lombar é escolhida porque a medula termina em L1–L2, e o saco dural se estende até S2–S3, permitindo acesso ao líquor sem risco de lesão medular.

A alternativa C é a correta porque descreve com precisão o limite inferior do espaço subaracnóideo no adulto. Esse conhecimento é fundamental para a segurança do procedimento, pois puncionar acima de L2 poderia lesar a medula espinhal, enquanto puncionar abaixo de S3 não encontraria líquor. A banca explora a confusão entre o nível de término da medula (L1–L2) e o nível de término do saco dural (S2–S3), que são estruturas diferentes.

1Anatomia
Medula termina em L1–L2
Saco dural termina em S2–S3
Punção segura em L3–L4 ou L4–L5
2Agulha (adulto)
Calibre 20–22 G
Bisel paralelo às fibras da dura
3Marcos anatômicos
Linha de Tuffier (cristas ilíacas)
Cruza L4–L5
4Profilaxia antibiótica
Não indicada
Pode mascarar cultura
Punção lombar
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Punção lombar: Anatomia (Medula termina em L1–L2, Saco dural termina em S2–S3, Punção segura em L3–L4 ou L4–L5); Agulha (adulto) (Calibre 20–22 G, Bisel paralelo às fibras da dura); Marcos anatômicos (Linha de Tuffier (cristas ilíacas), Cruza L4–L5); Profilaxia antibiótica (Não indicada, Pode mascarar cultura)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está no calibre da agulha. Em adultos, a agulha recomendada é de calibre 20 a 22 G, não 25 G ou menor. Agulhas muito finas (25 G ou menores) são usadas em crianças ou em situações específicas, mas em adultos podem dificultar a coleta e aumentar o risco de falha. A cefaleia pós-punção é reduzida com agulhas de menor calibre, mas a prática padrão em adultos é usar 20–22 G.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Não há indicação de antibióticos profiláticos antes da punção lombar. O procedimento é estéril, e o risco de infecção secundária é baixo. O uso de antibióticos profiláticos não é recomendado e pode mascarar o resultado da cultura do líquor. Em suspeita de meningite bacteriana, o tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente, mas isso é tratamento, não profilaxia.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O espaço subaracnóideo, que contém o líquor, termina inferiormente no adulto entre a segunda e a terceira vértebras sacrais (S2–S3). Esse é o limite inferior do saco dural, que envolve o líquor e as raízes da cauda equina. A medula espinhal termina em L1–L2, mas o saco dural se estende até S2–S3, permitindo a punção lombar segura abaixo de L2.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A agulha é inserida entre as lâminas de L4–L5 ou L3–L4, mas o ponto anatômico do processo espinhoso de L4 não se situa no nível da cicatriz umbilical. A referência clássica é a linha de Tuffier, que une as cristas ilíacas e cruza o processo espinhoso de L4 ou o espaço L4–L5. A cicatriz umbilical está aproximadamente no nível de L3–L4, mas não é o marco utilizado para a punção.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A punção é feita na região lombar porque a medula espinhal termina em L1–L2, e o saco dural se estende até S2–S3, permitindo acesso ao líquor sem risco de lesão medular. O canal vertebral lombar não é necessariamente mais amplo que em outras regiões; o motivo principal é a segurança anatômica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o nível de término da medula espinhal (L1–L2) e o nível de término do saco dural (S2–S3). O candidato que memoriza apenas que a medula termina em L1–L2 pode marcar a alternativa E, pensando que a punção é feita onde o canal é mais amplo, mas o correto é que o saco dural se estende até S2–S3, permitindo a punção segura abaixo de L2. Fique atento a essa distinção anatômica.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar os níveis, lembre-se: medula termina em L1–L2 (cone medular), saco dural termina em S2–S3. A punção lombar é feita em L3–L4 ou L4–L5, abaixo do cone medular. A linha de Tuffier (cristas ilíacas) cruza L4–L5, sendo o marco anatômico mais utilizado.

Gabarito: letra C

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