O linfoma gástrico classificado como linfoma do tecido linfoide associado à mucos (MALT) é uma neoplasia por proliferação de linfócitos
AT monoclonais.
BB monoclonais.
CB ou T monoclonais.
DT policlonais.
EB policlonais.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — B monoclonais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Linfoma MALT gástrico: proliferação de linfócitos B monoclonais
Gabarito: letra B. O linfoma do tecido linfoide associado à mucosa (MALT) é uma neoplasia de linfócitos B monoclonais — ou seja, uma proliferação clonal de células B maduras, conforme a classificação da OMS de neoplasias linfoides. A alternativa correta é a B, pois o linfoma MALT é sempre de origem B, e a monoclonalidade é a marca da malignidade (diferente da policlonalidade, que indica processo reativo).
O linfoma MALT é um subtipo de linfoma não Hodgkin de células B maduras, que se origina do tecido linfoide associado à mucosa (MALT, do inglês mucosa-associated lymphoid tissue). Esse tecido está presente em diversas superfícies epiteliais, como o trato gastrointestinal, e é composto por linfócitos B e T, além de células acessórias. No estômago, o linfoma MALT está fortemente associado à infecção crônica por Helicobacter pylori, que estimula a proliferação de linfócitos B na mucosa gástrica. Com o tempo, essa proliferação pode se tornar monoclonal — ou seja, todas as células tumorais derivam de um único clone de linfócito B — caracterizando a neoplasia maligna.
A monoclonalidade é um conceito central para entender a questão. Em processos reativos (inflamatórios ou infecciosos), a proliferação linfocitária é policlonal: há expansão de múltiplos clones de linfócitos, cada um com rearranjos genéticos distintos. Já nas neoplasias, a proliferação é monoclonal: todas as células descendem de um único clone, que carrega o mesmo rearranjo de genes de imunoglobulina (para linfócitos B) ou de receptor de células T (para linfócitos T). Essa distinção é usada na prática diagnóstica, por exemplo, em estudos de clonalidade por PCR ou por imunohistoquímica (restrição de cadeia leve kappa/lambda).
A classificação da OMS de neoplasias linfoides (atualizada em 2016 e revisada posteriormente) agrupa o linfoma MALT dentro das neoplasias de células B maduras, mais especificamente como "linfoma de zona marginal extralinfonodal de tecido linfático associado à mucosa (linfoma MALT)". Isso confirma que a linhagem celular é B, e não T. Embora existam linfomas de células T que podem acometer o trato gastrointestinal (como o linfoma de células T associado a enteropatia), o linfoma MALT gástrico é exclusivamente de células B.
A pegadinha da questão está em confundir a linhagem celular (B vs. T) e a clonalidade (monoclonal vs. policlonal). O candidato pode lembrar que o MALT contém linfócitos T e B, mas a neoplasia que surge é de células B. Além disso, a palavra "policlonal" pode parecer atraente porque o linfoma MALT é inicialmente uma resposta imune à H. pylori, mas a transformação maligna implica monoclonalidade. Portanto, a alternativa correta é a que combina B com monoclonais.
Linfoma MALT gástrico: Linhagem celular (B (maduras), T (não existe variante)); Clonalidade (Monoclonal (neoplasia), Policlonal (processo reativo)); Associação (Infecção por H. pylori)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o linfoma MALT é uma proliferação de linfócitos T monoclonais. O erro está na linhagem celular: o linfoma MALT é de células B, não T. Embora existam linfomas T gástricos (raros), o MALT é definido como neoplasia de células B maduras. A monoclonalidade está correta, mas a linhagem está trocada.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O linfoma MALT é uma neoplasia de linfócitos B monoclonais. A classificação da OMS o inclui entre as neoplasias de células B maduras, e a monoclonalidade é a característica da malignidade. A proliferação clonal de células B na mucosa gástrica, frequentemente associada à infecção por H. pylori, define o linfoma MALT.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que pode ser de linfócitos B ou T monoclonais. O linfoma MALT é exclusivamente de células B; não há variante de células T. A alternativa tenta generalizar, mas a linhagem é fixa: B.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que é de linfócitos T policlonais. Dois erros: a linhagem (T em vez de B) e a clonalidade (policlonal em vez de monoclonal). Proliferação policlonal é característica de processo reativo, não de neoplasia maligna.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que é de linfócitos B policlonais. A linhagem está correta (B), mas a clonalidade está errada: neoplasia maligna é monoclonal, não policlonal. A policlonalidade indicaria hiperplasia reativa, não linfoma.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre linhagem celular e clonalidade. O candidato pode lembrar que o MALT contém linfócitos T e B, mas a neoplasia é de células B. Além disso, a palavra "policlonal" pode parecer plausível porque o linfoma MALT surge de uma resposta imune à H. pylori, mas a transformação maligna implica monoclonalidade. Fique atento: MALT = B monoclonal.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de linfoma, decore a linhagem celular dos principais subtipos: MALT (B), folicular (B), Burkitt (B), linfoblástico (T ou B), micose fungoide (T). E lembre: neoplasia = monoclonal; reação = policlonal.