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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Quadrix 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg355354
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
Em relação às condições de urgência hipertensiva, emergência hipertensiva e pseudocrise hipertensiva, assinale a alternativa correta.
  1. AA urgência hipertensiva é caracterizada pela presença de lesões em órgãos‑alvo, sendo necessário o controle imediato da pressão arterial (PA) com o uso de medicamentos intravenosos, com redução gradual da PA em até 24 a 48 horas.
  2. BA emergência hipertensiva é caracterizada pela presença de lesões em órgãos‑alvo, sendo necessário o controle imediato da PA, com o uso de medicamentos orais e a redução da PA em até 6 horas, sem risco de agravamento.
  3. CA pseudocrise hipertensiva é uma condição na qual o paciente apresenta valores elevados de PA, mas sem sinais de lesão de órgãos‑alvo, podendo ser tratada de forma ambulatorial com anti‑hipertensivos orais.
  4. DA urgência hipertensiva é caracterizada por níveis extremamente elevados de pressão arterial, sem evidência de lesão de órgãos‑alvo, e o controle da PA pode ser feito com anti‑hipertensivos orais em ambiente ambulatorial.
  5. EA emergência hipertensiva é uma condição de risco de vida, em que a pressão arterial deve ser reduzida rapidamente com medicamentos intravenosos, e o controle deverá ser feito de forma gradual ao longo de 48 horas.
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GabaritoC — A pseudocrise hipertensiva é uma condição na qual o paciente apresenta valores elevados de PA, mas sem sinais de lesão de órgãos‑alvo, podendo ser tratada de forma ambulatorial com anti‑hipertensivos orais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crise hipertensiva: urgência, emergência e pseudocrise

Gabarito: letra C. A pseudocrise hipertensiva é caracterizada por elevação da PA sem lesão de órgão-alvo (LOA), frequentemente associada a dor, estresse psicológico agudo ou síndrome do pânico, e o tratamento é feito com repouso, analgésicos ou tranquilizantes — não com anti-hipertensivos. A alternativa C é a única que descreve corretamente essa condição, embora mencione tratamento ambulatorial com anti-hipertensivos orais, o que é um erro sutil, mas a essência da definição está correta. As demais alternativas confundem os conceitos de urgência e emergência hipertensiva, principalmente quanto à presença de LOA e à via de administração dos medicamentos.

As crises hipertensivas são classificadas em três categorias principais: urgência hipertensiva (UH), emergência hipertensiva (EH) e pseudocrise hipertensiva. A distinção fundamental entre UH e EH é a presença de lesão aguda e progressiva de órgão-alvo (LOA). Na UH, há elevação acentuada da PA (PAD ≥ 120 mmHg) sem LOA aguda; na EH, há LOA aguda e progressiva, com risco iminente de morte. A pseudocrise, por sua vez, é uma elevação da PA associada a sintomas inespecíficos (dor, ansiedade, pânico), sem LOA, e não deve ser tratada com anti-hipertensivos.

O tratamento difere conforme a classificação. Na UH, a maioria dos pacientes não necessita de intervenção medicamentosa no pronto-socorro; recomenda-se reorientação, retomada da medicação ambulatorial e acompanhamento precoce (1 a 7 dias). Na EH, o paciente deve ser internado em UTI, receber anti-hipertensivos intravenosos e ter a PA monitorada continuamente, com redução gradual (até 25% na 1ª hora, 160/100 mmHg em 2-6 horas e níveis normais em 24-48 horas). Na pseudocrise, o tratamento é sintomático: repouso, analgésicos ou tranquilizantes.

A banca explora a confusão clássica entre UH e EH, especialmente quanto à presença de LOA e à via de administração dos medicamentos. É fundamental memorizar o quadro comparativo:

Critério

Urgência Hipertensiva

Emergência Hipertensiva

Pseudocrise

Lesão de órgão-alvo

Ausente

Presente (aguda e progressiva)

Ausente

Risco de morte

Não iminente

Iminente

Não

Via de administração

Oral (na maioria)

Intravenosa

Não usa anti-hipertensivo

Local de tratamento

Ambulatorial (na maioria)

UTI

Ambulatorial

Exemplo de conduta

Retomar medicação oral, reavaliar em 1-7 dias

Nitroprussiato IV, monitorização contínua

Repouso, analgésicos, tranquilizantes

Guarde essa tabela: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A pegadinha central é inverter a presença de LOA entre UH e EH, e trocar a via de administração (oral vs. intravenosa).

1Urgência hipertensiva
Sem lesão de órgão-alvo
Sem risco iminente
Tratamento oral/ambulatorial
2Emergência hipertensiva
Com lesão de órgão-alvo
Risco iminente de morte
Tratamento IV em UTI
3Pseudocrise
Sem lesão de órgão-alvo
Causa: dor, ansiedade, pânico
Tratamento sintomático
Crise hipertensiva
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Crise hipertensiva: Urgência hipertensiva (Sem lesão de órgão-alvo, Sem risco iminente, Tratamento oral/ambulatorial); Emergência hipertensiva (Com lesão de órgão-alvo, Risco iminente de morte, Tratamento IV em UTI); Pseudocrise (Sem lesão de órgão-alvo, Causa: dor, ansiedade, pânico, Tratamento sintomático)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a urgência hipertensiva é caracterizada pela presença de lesões em órgãos-alvo, o que é o oposto da definição correta. A UH é definida pela ausência de LOA aguda. Além disso, o controle imediato com medicamentos intravenosos é próprio da emergência hipertensiva, não da urgência. A redução gradual da PA em 24-48 horas é uma meta da EH, não da UH.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Inverte os conceitos: a emergência hipertensiva é que apresenta LOA, mas o controle imediato deve ser feito com medicamentos intravenosos, não orais. A redução da PA em até 6 horas é uma meta da EH, mas o uso de medicamentos orais é incorreto para essa condição, que exige internação em UTI e terapia parenteral.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A pseudocrise hipertensiva é caracterizada por valores elevados de PA sem sinais de LOA, frequentemente associada a dor, estresse psicológico agudo ou síndrome do pânico. O tratamento é feito com repouso, analgésicos ou tranquilizantes, e não com anti-hipertensivos. A alternativa menciona "tratada de forma ambulatorial com anti-hipertensivos orais", o que é um erro sutil, mas a definição central está correta: é uma condição sem LOA, tratada ambulatorialmente. A banca considerou a alternativa correta por descrever adequadamente a pseudocrise, apesar do detalhe sobre anti-hipertensivos orais.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Descreve a urgência hipertensiva com "níveis extremamente elevados de pressão arterial, sem evidência de lesão de órgãos-alvo", o que está correto, mas afirma que o controle pode ser feito com anti-hipertensivos orais em ambiente ambulatorial. Na maioria dos casos de UH, não é necessário controle da PA no pronto-socorro; recomenda-se reorientação e acompanhamento ambulatorial precoce, mas não necessariamente com anti-hipertensivos orais imediatos. A alternativa é parcialmente correta, mas o erro está em afirmar que o controle é feito com anti-hipertensivos orais, quando na maioria dos pacientes não é necessária intervenção medicamentosa no DE.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A emergência hipertensiva é uma condição de risco de vida, com LOA aguda e progressiva, e a PA deve ser reduzida rapidamente com medicamentos intravenosos. No entanto, o controle deve ser gradual, com redução de até 25% na 1ª hora, 160/100 mmHg em 2-6 horas e níveis normais em 24-48 horas. A alternativa afirma que o controle deverá ser feito de forma gradual ao longo de 48 horas, o que é uma simplificação incorreta: a redução inicial deve ser mais rápida (na 1ª hora), e o alvo final em 24-48 horas. Além disso, a EH exige internação em UTI, o que não é mencionado.

Gabarito: letra C

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