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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Quadrix 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg355369
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
Um paciente de 60 anos de idade, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica (HAS) há cinco anos, apresentou pressão arterial de 160/100 mmHg durante sua consulta de rotina. Ele tinha histórico de diabetes mellitus tipo 2 e dislipidemia, ambos controlados.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta terapêutica adequada para o caso desse paciente.
  1. Ainiciar tratamento com um bloqueador dos canais de cálcio
  2. Biniciar tratamento com um diurético tiazídico
  3. Ciniciar tratamento com um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) associado a um diurético
  4. Diniciar tratamento com um beta‑bloqueador
  5. Eotimizar medidas não farmacológicas e reavaliar a pressão arterial na próxima consulta
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GabaritoC — iniciar tratamento com um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) associado a um diurético

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hipertensão arterial sistêmica: conduta terapêutica inicial

Gabarito: letra C. Para um paciente com HAS grau 2 (PA 160/100 mmHg) e diabetes mellitus, a conduta adequada é iniciar tratamento medicamentoso imediato com a combinação de dois anti-hipertensivos de classes diferentes, sendo um deles preferencialmente um bloqueador do sistema renina-angiotensina (IECA ou BRA) — exatamente o que a alternativa C propõe (IECA associado a diurético). Essa recomendação está alinhada às diretrizes brasileiras de hipertensão arterial, que indicam início imediato do tratamento com dois medicamentos nesse cenário.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica definida pela elevação persistente da pressão arterial (PA), sendo um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares, como infarto, acidente vascular cerebral e doença renal crônica. O diagnóstico é estabelecido quando a PA de consultório é ≥ 140/90 mmHg, e a classificação em graus orienta a conduta. No caso apresentado, a PA de 160/100 mmHg enquadra o paciente como HAS grau 2 (PAS entre 160 e 179 mmHg e/ou PAD entre 100 e 109 mmHg).

A decisão terapêutica na HAS considera dois pilares: o grau da hipertensão e o risco cardiovascular global do paciente. O paciente em questão tem 60 anos, HAS há cinco anos, diabetes mellitus tipo 2 e dislipidemia — condições que o colocam em uma categoria de alto risco cardiovascular. Para esses pacientes, as diretrizes recomendam meta de PA mais rigorosa (< 130/80 mmHg) e início imediato do tratamento medicamentoso, frequentemente com combinação de dois fármacos, para alcançar o controle mais rapidamente e reduzir eventos cardiovasculares.

A escolha das classes de anti-hipertensivos deve ser individualizada. No paciente diabético, há preferência pelo uso de bloqueadores do sistema renina-angiotensina (IECA ou BRA), especialmente quando há lesão de órgão-alvo, como albuminúria ou doença renal crônica. O IECA (inibidor da enzima conversora de angiotensina) tem efeito nefroprotetor e cardioprotetor, sendo a primeira escolha nesse contexto. A associação com um diurético tiazídico ou um bloqueador de canal de cálcio é recomendada como terapia combinada inicial, potencializando o efeito anti-hipertensivo e melhorando a adesão.

A alternativa E, que propõe apenas otimizar medidas não farmacológicas e reavaliar, seria adequada para HAS grau 1 de baixo risco, mas não para este paciente com PA ≥ 160/100 mmHg e diabetes, que exige intervenção medicamentosa imediata. As demais alternativas (A, B e D) propõem monoterapia, que não é a conduta ideal para HAS grau 2 com comorbidades, pois o controle pressórico mais rápido e eficaz é alcançado com a combinação de fármacos.

Guarde o critério decisivo: paciente com HAS grau 2 (PA ≥ 160/100 mmHg) e diabetes → início imediato de terapia combinada com IECA (ou BRA) + diurético tiazídico (ou BCC). É exatamente essa combinação que a alternativa C apresenta, e é nela que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Iniciar apenas com um bloqueador dos canais de cálcio (BCC) em monoterapia não é a conduta ideal para HAS grau 2 com diabetes. Embora o BCC seja uma classe válida e possa ser usado em combinação, a monoterapia não proporciona o controle pressórico rápido e eficaz necessário nesse cenário de alto risco. A diretriz recomenda iniciar com dois medicamentos, sendo um deles preferencialmente um IECA ou BRA.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Iniciar apenas com um diurético tiazídico em monoterapia também não é adequado. O diurético tiazídico é uma classe eficaz e pode ser usado, mas a monoterapia não é a conduta de primeira linha para HAS grau 2 com diabetes. A recomendação é iniciar com combinação de dois fármacos, e o diurético tiazídico é uma das opções para associar ao IECA ou BRA, não para usar isoladamente.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a conduta correta. Para HAS grau 2 (PA 160/100 mmHg) em paciente diabético, a diretriz brasileira recomenda início imediato do tratamento com dois medicamentos: um IECA (ou BRA, se houver intolerância) associado a um diurético tiazídico (ou BCC). O IECA tem efeito nefroprotetor e cardioprotetor, sendo preferencial no diabético, e a associação com diurético potencializa o efeito anti-hipertensivo, aumentando a chance de atingir a meta de PA < 130/80 mmHg.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Iniciar com um beta-bloqueador em monoterapia não é a conduta de primeira linha para HAS sem indicação específica (como doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca). O beta-bloqueador não é a classe preferencial inicial no paciente diabético hipertenso, e a monoterapia não é adequada para HAS grau 2. Além disso, o beta-bloqueador pode mascarar sintomas de hipoglicemia no diabético, o que requer cautela.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Otimizar medidas não farmacológicas e reavaliar na próxima consulta seria adequado apenas para HAS grau 1 de baixo risco, sem comorbidades. Este paciente tem HAS grau 2 (PA ≥ 160/100 mmHg) e diabetes, o que exige início imediato do tratamento medicamentoso. Adiar a farmacoterapia nesse cenário aumenta o risco de eventos cardiovasculares e lesão de órgão-alvo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta induzir o candidato a escolher a alternativa E, que parece razoável ("otimizar medidas não farmacológicas"), mas ignora que o paciente tem HAS grau 2 e diabetes — condições que exigem tratamento medicamentoso imediato, não apenas mudança de estilo de vida. Outra armadilha é oferecer monoterapias (A, B, D) como se fossem suficientes, quando a diretriz recomenda combinação de dois fármacos para esse perfil de paciente. Fique atento: PA ≥ 160/100 mmHg + diabetes = início imediato de terapia combinada.

Gabarito: letra C

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