Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Quadrix 2024
Medicina›Cardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg355377
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
Considerando o contexto de uma ressuscitação cardiopulmonar (RCP) em um paciente com parada cardiorrespiratória, assinale a alternativa correta, acerca das compressões torácicas.
AAs compressões devem ser feitas em uma frequência de 80‑100 compressões por minuto.
BO padrão de compressão deve incluir uma profundidade de, pelo menos, 5 cm em adultos.
CAs compressões devem ser interrompidas a cada 2 minutos para verificar o ritmo cardíaco.
DAs compressões torácicas devem ser realizadas com o paciente em posição supina sobre uma superfície mole.
EO ventilador deve ser utilizado para garantir que as compressões sejam feitas adequadamente.
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GabaritoB — O padrão de compressão deve incluir uma profundidade de, pelo menos, 5 cm em adultos.
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Compressões Torácicas na RCP: Frequência, Profundidade e Qualidade
Gabarito: letra B. A alternativa correta é a que afirma que as compressões torácicas em adultos devem ter profundidade de, pelo menos, 5 cm. As diretrizes de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) recomendam que as compressões sejam realizadas com profundidade de 5 a 6 cm em adultos, permitindo o retorno completo do tórax após cada compressão. Essa recomendação é baseada nas diretrizes da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que estabelecem os padrões para uma RCP de alta qualidade.
A RCP de alta qualidade é o conjunto de manobras que maximiza o fluxo sanguíneo durante a parada cardiorrespiratória (PCR). Para isso, as compressões torácicas devem ser realizadas com a frequência e a profundidade adequadas, permitindo o retorno completo do tórax e minimizando as interrupções. A frequência recomendada é de 100 a 120 compressões por minuto, e a profundidade deve ser de 5 a 6 cm em adultos. Esses parâmetros são essenciais para gerar pressão de perfusão coronariana suficiente para manter a viabilidade dos órgãos vitais.
A profundidade de 5 a 6 cm é um dos pilares da RCP de qualidade. Estudos mostram que compressões mais superficiais não geram fluxo sanguíneo adequado, enquanto compressões mais profundas que 6 cm podem causar lesões intratorácicas. Por isso, a recomendação é clara: deprimir o tórax entre 5 e 6 cm, permitindo a reexpansão completa após cada compressão. Essa profundidade é suficiente para comprimir o coração entre o esterno e a coluna vertebral, gerando o débito cardíaco necessário para perfundir o cérebro e o coração.
A frequência de 100 a 120 compressões por minuto também é crucial. Frequências mais baixas não geram fluxo sanguíneo suficiente, enquanto frequências mais altas podem comprometer a profundidade das compressões, reduzindo sua eficácia. O ritmo de 100 a 120 por minuto é o equilíbrio ideal entre velocidade e profundidade, garantindo que cada compressão seja eficaz. Para auxiliar na manutenção desse ritmo, podem ser utilizados metrônomos ou dispositivos de feedback audiovisual.
A posição do paciente e a superfície onde ele se encontra também influenciam a qualidade das compressões. O paciente deve estar em posição supina sobre uma superfície rígida, como o chão ou uma prancha rígida. Superfícies moles, como colchões, absorvem parte da força das compressões, reduzindo sua eficácia. Em situações em que não é possível colocar o paciente em posição supina, a RCP pode ser realizada em posição prona, com compressões entre T7-T10, conforme considerações da AHA.
As interrupções nas compressões devem ser minimizadas ao máximo. Cada interrupção reduz o fluxo sanguíneo e a perfusão orgânica, e leva cerca de 1 minuto de RCP de alta qualidade para restabelecer a pressão de perfusão coronariana prévia. Por isso, as checagens de pulso, ritmo e a desfibrilação devem ser realizadas o mais brevemente possível, idealmente em menos de 10 segundos. A rotação do socorrista que realiza as compressões deve ocorrer a cada 2 minutos, para evitar a fadiga e manter a qualidade das compressões.
A relação compressão-ventilação também é um aspecto importante. Na ausência de via aérea avançada, a relação é de 30 compressões para 2 ventilações, com um ou dois socorristas. Após o estabelecimento de uma via aérea avançada, as compressões devem ser contínuas, com 1 ventilação a cada 6 segundos. Essas recomendações visam otimizar a oxigenação e a perfusão durante a RCP.
A pegadinha desta questão está na frequência das compressões. A alternativa A afirma que a frequência é de 80-100 compressões por minuto, mas o correto é 100-120 por minuto. Essa é uma troca clássica de valores, que pode confundir o candidato que não domina os parâmetros exatos da RCP. A alternativa B, por sua vez, acerta ao afirmar a profundidade mínima de 5 cm, que é um dos pilares da RCP de qualidade.
Guarde os parâmetros essenciais da RCP de alta qualidade: frequência de 100-120 compressões por minuto, profundidade de 5-6 cm em adultos, retorno completo do tórax, minimização das interrupções e rotação do socorrista a cada 2 minutos. Esses são os critérios que separam as alternativas corretas das incorretas nesta questão.
1Frequência 100-120/min
2Profundidade 5-6 cm
3Retorno completo do tórax
4Minimizar interrupções
5Rodízio a cada 2 min
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A frequência correta das compressões torácicas é de 100 a 120 compressões por minuto, e não 80-100. A alternativa apresenta um valor abaixo do recomendado, o que comprometeria a eficácia da RCP. Frequências mais baixas não geram fluxo sanguíneo suficiente para manter a perfusão dos órgãos vitais.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A profundidade mínima das compressões torácicas em adultos é de 5 cm, com o limite superior de 6 cm. Essa é a recomendação das diretrizes de RCP, que visam garantir a eficácia das compressões sem causar lesões. A alternativa está correta ao afirmar a profundidade de, pelo menos, 5 cm.
Alternativa C — ❌ Incorreta
As compressões não devem ser interrompidas a cada 2 minutos para verificar o ritmo cardíaco. Na verdade, a cada 2 minutos ocorre a rotação do socorrista que realiza as compressões, para evitar fadiga. A verificação do ritmo cardíaco deve ser feita o mais brevemente possível, idealmente em menos de 10 segundos, e não a cada 2 minutos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
As compressões torácicas devem ser realizadas com o paciente em posição supina sobre uma superfície rígida, e não mole. Superfícies moles absorvem parte da força das compressões, reduzindo sua eficácia. A superfície rígida garante que a força seja transmitida adequadamente ao tórax.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O ventilador não é utilizado para garantir que as compressões sejam feitas adequadamente. O ventilador é um dispositivo para suporte ventilatório, não para compressões torácicas. A qualidade das compressões é avaliada por parâmetros como frequência, profundidade e retorno do tórax, e pode ser auxiliada por dispositivos de feedback audiovisual.