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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Quadrix 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg355378
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
Um paciente de 64 anos de idade chegou ao pronto‑socorro com parada cardiorrespiratória há três minutos. Após a verificação da ausência de pulso e a confirmação da falta de respiração, iniciou‑se a ressuscitação cardiopulmonar.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada, de acordo com as diretrizes atuais em relação ao manejo da ressuscitação cardiopulmonar (RCP).
  1. Arealizar a desfibrilação imediatamente, sem iniciar a RCP
  2. Badministrar epinefrina a cada 3‑5 minutos após o início da RCP
  3. Crealizar RCP por dez minutos antes de chamar a equipe de emergência
  4. Diniciar a ventilação artificial com oxigênio a 100% antes da RCP
  5. Edescontinuar a RCP após cinco ciclos, caso o ritmo não seja identificado
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GabaritoB — administrar epinefrina a cada 3‑5 minutos após o início da RCP

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ressuscitação cardiopulmonar: manejo inicial e uso de epinefrina

Gabarito: letra B. Nas diretrizes atuais de RCP, a epinefrina (adrenalina) deve ser administrada na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos durante a ressuscitação, independentemente do ritmo de parada — é a primeira droga a ser utilizada em qualquer ritmo de PCR. As demais alternativas contrariam a sequência recomendada: a desfibrilação não precede a RCP, a ventilação não antecede as compressões, a RCP não é adiada para chamar a equipe e não se descontinua a RCP por falta de identificação do ritmo.

A parada cardiorrespiratória (PCR) é a cessação da atividade mecânica cardíaca, confirmada pela ausência de pulso e de respiração. O manejo segue uma sequência lógica que prioriza a perfusão cerebral e coronariana: iniciar compressões torácicas de alta qualidade imediatamente, ventilar conforme o treinamento do socorrista, usar o desfibrilador assim que disponível para ritmos chocáveis e administrar drogas vasopressoras. A epinefrina é a medicação central porque, por suas propriedades alfa-adrenérgicas, aumenta a pressão diastólica aórtica e, consequentemente, o fluxo sanguíneo coronariano e cerebral durante as compressões — o que melhora a chance de retorno à circulação espontânea.

Na prática, o algoritmo de suporte avançado de vida em adulto prevê: após o primeiro choque (se o ritmo for chocável), retomar a RCP por 2 minutos, checar o ritmo e, se persistir FV/TV sem pulso, aplicar novo choque. A epinefrina é administrada após o estabelecimento do acesso vascular, na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos, em todos os ritmos de PCR. A vasopressina não é mais indicada como vasopressor na PCR. A amiodarona ou lidocaína são reservadas para FV/TVSP refratárias, após RCP, desfibrilação e vasopressor.

A banca explora aqui a confusão entre a ordem das intervenções e o momento exato de cada uma. O candidato que decora apenas "desfibrilar precocemente" pode marcar a alternativa A, esquecendo que a RCP deve ser iniciada imediatamente e mantida enquanto o desfibrilador é preparado. Da mesma forma, a alternativa D inverte a prioridade: a ventilação com oxigênio a 100% não precede as compressões — a ênfase está na qualidade das compressões, e a ventilação, quando realizada, segue a proporção de 30:2 (ou 10 ventilações/min com via aérea avançada).

O ponto decisivo que separa as alternativas é a cronologia correta do atendimento: (1) reconhecer a PCR e acionar o serviço de emergência; (2) iniciar RCP de alta qualidade imediatamente; (3) usar o DEA assim que disponível; (4) administrar epinefrina a cada 3–5 minutos; (5) considerar via aérea avançada e causas reversíveis. A alternativa B é a única que descreve uma conduta correta e específica das diretrizes atuais.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Realizar a desfibrilação imediatamente, sem iniciar a RCP, contraria a recomendação de que a RCP deve ser iniciada assim que a PCR é confirmada e mantida enquanto o desfibrilador é preparado. A desfibrilação é indicada apenas para ritmos chocáveis (FV/TVSP) e não deve atrasar as compressões. A diretriz orienta "realizar RCP enquanto se prepara a desfibrilação" — ou seja, a RCP nunca é omitida em favor do choque.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A epinefrina é a primeira droga a ser utilizada em qualquer ritmo de PCR, na dose de 1 mg a cada 3 a 5 minutos, por via intravenosa ou intraóssea. Essa recomendação vale tanto para ritmos chocáveis quanto para não chocáveis (assistolia e AESP). O intervalo de 3 a 5 minutos é o padrão das diretrizes atuais, e a alternativa o descreve corretamente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Realizar RCP por dez minutos antes de chamar a equipe de emergência é um erro grave. O acionamento do serviço de emergência deve ser imediato, assim que a PCR é reconhecida — idealmente, enquanto outro socorrista inicia a RCP. A demora de dez minutos para acionar ajuda atrasa o suporte avançado e a desfibrilação, reduzindo drasticamente a chance de sobrevida.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Iniciar a ventilação artificial com oxigênio a 100% antes da RCP inverte a prioridade do atendimento. As compressões torácicas são a intervenção mais importante na PCR e devem ser iniciadas imediatamente. A ventilação, quando realizada, segue a proporção de 30 compressões para 2 ventilações (ou 10 ventilações/min com via aérea avançada), mas nunca antecede o início das compressões.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Descontinuar a RCP após cinco ciclos, caso o ritmo não seja identificado, não é uma conduta prevista nas diretrizes. A RCP deve ser mantida continuamente até o retorno da circulação espontânea, a chegada de suporte avançado ou a decisão médica de cessar os esforços. A não identificação do ritmo não é critério para interromper a ressuscitação — pelo contrário, a RCP deve prosseguir enquanto o monitor é conectado e o ritmo é analisado.

Gabarito: letra B

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