Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Quadrix 2024
Medicina›Cardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg355390
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
A avaliação cardiovascular perioperatória faz parte do planejamento cirúrgico. Em casos de cirurgias eletivas, o primeiro passo é a verificação das condições clínicas do paciente. O risco intrínseco da cirurgia é determinado pelo tipo e por sua duração. Considerando essas informações, é correto afirmar que são consideradas cirurgias de risco intermediário
Aesofagectomia e transplante pulmonar.
Bcirurgia de correção de catarata e cirurgia de tireoide.
Ccirurgia de correção de aneurisma de aorta endovascular e angioplastia arterial periférica.
Dcolecistectomia e procedimentos dentários.
Eendarterectomia carótida sintomática e pneumectomia aberta.
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GabaritoC — cirurgia de correção de aneurisma de aorta endovascular e angioplastia arterial periférica.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gabarito: letra C. A cirurgia de correção de aneurisma de aorta endovascular e a angioplastia arterial periférica são classificadas como procedimentos de risco intermediário na avaliação cardiovascular perioperatória, conforme as diretrizes de estratificação de risco cirúrgico (ACC/AHA). O risco é determinado pelo tipo de cirurgia, sendo que procedimentos vasculares, como os citados, enquadram-se nessa categoria.
A avaliação cardiovascular perioperatória é um processo sistemático que visa estimar o risco de eventos cardíacos adversos (infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, arritmias e morte) durante e após procedimentos cirúrgicos não cardíacos. O primeiro passo é a avaliação clínica do paciente, incluindo anamnese, exame físico e eletrocardiograma, para identificar condições cardíacas ativas, como doença arterial coronariana instável, insuficiência cardíaca descompensada, arritmias graves e valvopatias significativas. Em seguida, o risco é estratificado com base em dois pilares: o risco clínico do paciente (avaliado por índices como o RCRI) e o risco intrínseco do procedimento cirúrgico.
O risco intrínseco da cirurgia é classificado em baixo, intermediário e alto, dependendo do tipo de procedimento e da sua duração. Cirurgias de baixo risco são aquelas com baixa probabilidade de eventos cardíacos, como procedimentos oftalmológicos (catarata), dentários, dermatológicos e endoscópicos. Cirurgias de risco intermediário incluem procedimentos vasculares (como correção de aneurisma de aorta endovascular e angioplastia arterial periférica), cirurgias intraperitoneais e intratorácicas, e cirurgias ortopédicas maiores. Cirurgias de alto risco são aquelas com maior probabilidade de eventos cardíacos, como cirurgias vasculares suprainguinais, esofagectomia, pneumectomia e transplante de órgãos.
A classificação do risco cirúrgico é fundamental para decidir a necessidade de exames complementares e o manejo perioperatório. Por exemplo, um paciente com baixa capacidade funcional submetido a uma cirurgia de alto risco pode se beneficiar de testes não invasivos adicionais, enquanto um paciente com boa capacidade funcional submetido a uma cirurgia de baixo risco pode não precisar de nenhum teste. A diretriz do ACC/AHA fornece um algoritmo para essa decisão, que considera a urgência da cirurgia, o risco clínico do paciente e o risco do procedimento.
A pegadinha desta questão está em confundir o risco do procedimento com o risco clínico do paciente. A banca oferece alternativas que misturam cirurgias de diferentes categorias de risco, e o candidato deve identificar corretamente quais procedimentos são considerados de risco intermediário. É importante memorizar os exemplos de cada categoria, pois eles são frequentemente cobrados em provas de residência e concursos.
Guarde a classificação do risco cirúrgico em três categorias: baixo, intermediário e alto. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Esofagectomia e transplante pulmonar são procedimentos de alto risco, não intermediário. A esofagectomia é uma cirurgia torácica de grande porte, e o transplante pulmonar é um procedimento de alta complexidade, ambos associados a alta probabilidade de eventos cardíacos perioperatórios.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Cirurgia de correção de catarata e cirurgia de tireoide são procedimentos de baixo risco. A cirurgia de catarata é um procedimento oftalmológico minimamente invasivo, e a cirurgia de tireoide é um procedimento de pequeno porte, ambos com baixa probabilidade de eventos cardíacos.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A cirurgia de correção de aneurisma de aorta endovascular (EVAR) e a angioplastia arterial periférica são procedimentos vasculares classificados como de risco intermediário. Esses procedimentos envolvem manipulação vascular e podem causar estresse hemodinâmico, mas não apresentam o risco tão elevado quanto cirurgias vasculares abertas de grande porte.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Colecistectomia e procedimentos dentários são procedimentos de baixo risco. A colecistectomia laparoscópica é um procedimento minimamente invasivo, e os procedimentos dentários são de pequeno porte, ambos com baixa probabilidade de eventos cardíacos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Endarterectomia carótida sintomática e pneumectomia aberta são procedimentos de alto risco. A endarterectomia carótida é uma cirurgia vascular de grande porte, e a pneumectomia é uma cirurgia torácica extensa, ambos associados a alta probabilidade de eventos cardíacos perioperatórios.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura procedimentos de diferentes categorias de risco para confundir o candidato. A pegadinha está em associar cirurgias vasculares (como EVAR e angioplastia) ao risco intermediário, enquanto cirurgias torácicas e vasculares abertas (como esofagectomia e endarterectomia) são de alto risco. Memorize os exemplos de cada categoria para não cair nessa armadilha.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar a classificação, lembre-se: baixo risco = procedimentos ambulatoriais (catarata, dentários, dermatológicos); risco intermediário = procedimentos vasculares e intraperitoneais (EVAR, angioplastia, colecistectomia aberta); alto risco = cirurgias torácicas e vasculares abertas (esofagectomia, pneumectomia, endarterectomia).