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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Quadrix 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg355392
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
O uso do escore de cálcio coronário, atualmente, é considerado um método importante na avaliação dos pacientes. De acordo com o emprego do escore de cálcio coronariano, conforme diferentes cenários clínicos, assinale a alternativa adequada em relação à utilização do escore de cálcio na prática clínica.
  1. Areestratificação de risco em pacientes assintomáticos com escore de risco clínico intermediário
  2. Breestratificação de risco em pacientes sintomáticos com diabetes mellitus ou síndrome metabólica e com escore de risco clínico alto
  3. Cuso em pacientes com DAC obstrutiva conhecida
  4. Dafastamento de estenose coronária significativa em pacientes sintomáticos com suspeita de angina estável
  5. Ereestratificação de risco em pacientes sintomáticos acometidos por hipercolesterolemia familiar heterozigótica
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GabaritoA — reestratificação de risco em pacientes assintomáticos com escore de risco clínico intermediário

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Escore de Cálcio Coronariano: Indicações na Prática Clínica

Gabarito: letra A. O escore de cálcio coronariano (CAC) é indicado para reestratificação de risco em pacientes assintomáticos com risco intermediário pelos escores clínicos tradicionais, como o de Framingham. Essa é a indicação clássica e mais bem estabelecida do método, conforme as diretrizes de prevenção cardiovascular e o material de apoio (que menciona o benefício da quantificação do CAC em indivíduos com risco calculado intermediário). As demais alternativas descrevem cenários em que o CAC não é recomendado ou é contraindicado.

O escore de cálcio coronariano é um exame de imagem que quantifica a calcificação das artérias coronárias por tomografia computadorizada, expressa em unidades de Agatston (UA). A presença de cálcio coronariano é patognomônica de aterosclerose, e a extensão do cálcio é um poderoso marcador de eventos cardiovasculares futuros. O CAC adiciona melhora substancial e independente na previsão de risco em relação aos escores clínicos tradicionais, especialmente no refinamento das previsões de risco em pacientes assintomáticos com risco intermediário de doença cardiovascular aterosclerótica.

A principal utilidade do escore de cálcio é a reclassificação de risco: ele pode reclassificar pacientes de risco intermediário para baixo ou alto risco, orientando decisões terapêuticas, como o uso de estatinas. Por exemplo, um paciente com risco intermediário (5-20% em 10 anos) e escore de cálcio zero é considerado de risco muito baixo, podendo-se evitar ou adiar a terapia com estatina; já um paciente com escore > 100 UA é considerado de alto risco, justificando tratamento mais agressivo.

É importante destacar que o CAC não é indicado para pacientes sintomáticos, para aqueles com doença arterial coronariana (DAC) obstrutiva conhecida, nem para afastar estenose coronariana significativa. Nesses cenários, outros métodos diagnósticos são preferíveis, como a angiotomografia de coronárias com contraste, o teste ergométrico ou a cintilografia de perfusão miocárdica. A calcificação coronariana extensa, inclusive, pode limitar a interpretação da angiotomografia, pois dificulta a avaliação do lúmen.

A banca explora a confusão entre os cenários de uso do CAC: o candidato pode ser tentado a escolher uma alternativa que menciona pacientes sintomáticos ou com DAC conhecida, mas a indicação correta é restrita a pacientes assintomáticos com risco intermediário. Guarde essa fronteira: assintomático + risco intermediário = CAC indicado; sintomático ou DAC conhecida = CAC não indicado.

Cenário Clínico

Indicação do Escore de Cálcio?

Justificativa

Assintomático + risco intermediário

✅ Indicado

Reclassifica risco e orienta terapia (ex.: estatinas)

Sintomático (diabetes/síndrome metabólica) + risco alto

❌ Não indicado

Investigação diagnóstica de DAC obstrutiva é prioritária

DAC obstrutiva conhecida

❌ Não indicado

Avaliar gravidade/revascularização com outros métodos

Sintomático com suspeita de angina estável

❌ Não indicado

Não afasta estenose; usar angiotomografia com contraste

Sintomático + hipercolesterolemia familiar

❌ Não indicado

Uso restrito a assintomáticos selecionados

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A reestratificação de risco em pacientes assintomáticos com escore de risco clínico intermediário é a indicação clássica do escore de cálcio coronariano. O material de apoio afirma que "as indicações para o escore de cálcio coronariano continuam a crescer, especialmente no refinamento das previsões de risco em pacientes assintomáticos com risco intermediário de DCV aterosclerótica". Além disso, a tabela de estratificação de risco cardiovascular indica o benefício da quantificação do CAC em "indivíduos com risco calculado intermediário, idade > 40 anos e LDL-c entre 70-159 mg/dL". O CAC permite reclassificar esses pacientes, refinando a decisão terapêutica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa menciona pacientes sintomáticos com diabetes mellitus ou síndrome metabólica e escore de risco clínico alto. O escore de cálcio não é indicado para reestratificação de risco em pacientes sintomáticos; nesses casos, a investigação deve ser direcionada para diagnóstico de DAC obstrutiva, com métodos como teste de estresse ou angiotomografia com contraste. Além disso, em pacientes com risco clínico alto, o CAC raramente altera a conduta, pois o risco já é elevado e a terapia agressiva está indicada independentemente do resultado. O CAC pode ser útil em diabéticos assintomáticos selecionados, mas não em sintomáticos com risco alto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O escore de cálcio não é indicado em pacientes com DAC obstrutiva conhecida. Nesses pacientes, o objetivo é avaliar a gravidade da obstrução e a necessidade de revascularização, o que é feito com métodos funcionais (cintilografia, ecocardiograma de estresse) ou anatômicos (angiotomografia com contraste, cineangiocoronariografia). O CAC apenas quantifica a calcificação, que não se correlaciona diretamente com o grau de estenose, e a presença de calcificação extensa pode até atrapalhar a avaliação do lúmen em exames como a angiotomografia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O escore de cálcio não serve para afastar estenose coronariana significativa em pacientes sintomáticos com suspeita de angina estável. A ausência de cálcio (escore zero) tem alto valor preditivo negativo para doença obstrutiva, mas não é suficiente para excluir estenose, especialmente em pacientes jovens ou com placas não calcificadas. Para afastar estenose significativa, o exame de escolha é a angiotomografia de coronárias com contraste, que avalia diretamente o lúmen, ou testes funcionais de isquemia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa menciona pacientes sintomáticos com hipercolesterolemia familiar heterozigótica. O escore de cálcio pode ser útil em pacientes com hipercolesterolemia familiar assintomáticos para refinar a estratificação de risco, mas não em pacientes sintomáticos. Além disso, a alternativa não especifica o risco clínico, e a indicação do CAC é mais bem estabelecida em risco intermediário. Em pacientes sintomáticos, a investigação deve ser diagnóstica, não de reestratificação de risco.

Gabarito: letra A

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