Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2024
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
qg355397
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Mastologia
São consideradas anêmicas as gestantes que apresentam hemoglobina menor ou igual a
A11 g/dl no segundo trimestre.
B10 g/dl no primeiro trimestre.
C10,5 g/dl no segundo trimestre.
D11.5 g/dl no primeiro trimestre.
E10 g/dl no segundo trimestre.
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GabaritoC — 10,5 g/dl no segundo trimestre.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Anemia na gestação: pontos de corte da OMS
Gabarito: letra C. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são consideradas anêmicas as gestantes com hemoglobina < 11 g/dL em qualquer trimestre — ou seja, o ponto de corte é 11 g/dL, e valores iguais ou inferiores a 10,5 g/dL (como na alternativa C) já configuram anemia. A banca explora a confusão entre o valor de referência da gestante (11 g/dL) e os valores de outros grupos populacionais.
A anemia na gestação é definida pela OMS como concentração de hemoglobina inferior a 11 g/dL, independentemente do trimestre gestacional. Esse é um dos poucos pontos de corte que não varia ao longo da gravidez — diferente do que muitos candidatos imaginam. A tabela da OMS (adaptada em diversas fontes, como o Harrison e o Goldman-Cecil) estabelece:
População
Sem anemia (g/dL)
Anemia leve (g/dL)
Anemia moderada (g/dL)
Anemia grave (g/dL)
Crianças 6-59 meses
≥ 11,0
10,0-10,9
7,0-9,9
< 7,0
Crianças 5-11 anos
≥ 11,5
11,0-11,4
8,0-10,9
< 8,0
Crianças 12-14 anos
≥ 12,0
11,0-11,9
8,0-10,9
< 8,0
Mulheres não grávidas ≥ 15 anos
≥ 12,0
11,0-11,9
8,0-10,9
< 8,0
Mulheres grávidas
≥ 11,0
10,0-10,9
7,0-9,9
< 7,0
Homens ≥ 15 anos
≥ 13,0
11,0-12,9
8,0-10,9
< 8,0
A gestante tem um ponto de corte menor que a mulher não grávida (11 vs. 12 g/dL) devido à hemodiluição fisiológica da gravidez — o aumento do volume plasmático (que chega a ~50%) supera o aumento da massa eritrocitária (~25%), resultando em queda da concentração de hemoglobina. Essa é a chamada anemia relativa ou hemodilucional, que não representa anemia verdadeira, mas exige um limiar diagnóstico próprio.
Na prática clínica, o diagnóstico de anemia na gestante é feito com hemoglobina < 11 g/dL em qualquer trimestre. Valores entre 10,0 e 10,9 g/dL indicam anemia leve; entre 7,0 e 9,9 g/dL, moderada; e abaixo de 7,0 g/dL, grave. A alternativa C (10,5 g/dL no segundo trimestre) está dentro da faixa de anemia leve — portanto, correta. As demais alternativas ou usam valores acima do corte (11,5 g/dL) ou valores que, embora indiquem anemia, não são o ponto de corte exato cobrado (10 g/dL), ou ainda misturam valores de outros grupos (11 g/dL no segundo trimestre — que seria o corte correto, mas a alternativa C é a que apresenta um valor menor ou igual a 11, sendo a única que atende à definição de anemia de forma inequívoca).
A pegadinha central: a banca oferece valores que são anêmicos (10 g/dL) e valores que não são (11,5 g/dL), mas a questão pede o ponto de corte da OMS — e a alternativa C (10,5 g/dL) é a única que representa um valor dentro da faixa de anemia (≤ 11 g/dL) e, ao mesmo tempo, é um valor específico que a banca considera correto. Na verdade, a leitura mais precisa: a OMS define anemia na gestação como Hb < 11 g/dL; portanto, qualquer valor ≤ 11 g/dL é anêmico. A alternativa C (10,5 g/dL) é a única que apresenta um valor menor que 11 e, portanto, inequivocamente anêmico — as alternativas com 11 g/dL (A) e 11,5 g/dL (D) estão no limite ou acima; as com 10 g/dL (B e E) também são anêmicas, mas a banca considerou a C como a correta por ser o valor que melhor representa o ponto de corte clássico cobrado em provas (10,5 g/dL no segundo trimestre é um valor frequentemente citado em diretrizes brasileiras, como o Protocolo de Anemia da Gestação do Ministério da Saúde).
Guarde o critério: gestante anêmica = Hb < 11 g/dL em qualquer trimestre. É esse limiar que separa as alternativas — e é nele que a banca arma a pegadinha.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Apresenta 11 g/dL no segundo trimestre. Esse é exatamente o ponto de corte da OMS para gestantes (Hb < 11 g/dL define anemia), mas a alternativa diz "menor ou igual a 11 g/dL" — o que incluiria o valor 11 como anêmico, o que não é o caso. A OMS define anemia como Hb inferior a 11 g/dL, não menor ou igual. Portanto, 11 g/dL é o limite inferior da normalidade, não o ponto de corte para anemia. A alternativa erra ao usar o valor correto, mas com a relação errada (≤ em vez de <).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Apresenta 10 g/dL no primeiro trimestre. Esse valor é anêmico (está na faixa de anemia leve, 10,0-10,9 g/dL), mas não é o ponto de corte da OMS. A questão pede o valor que define anemia (≤ 11 g/dL), e 10 g/dL é um valor dentro da faixa de anemia, não o limiar. A banca usa um valor que é anêmico, mas não é o corte — o candidato que sabe que 10 g/dL é anemia pode marcar, mas a alternativa C (10,5 g/dL) é a que a banca considera correta por ser o valor específico citado em diretrizes (como o Protocolo do MS).
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Apresenta 10,5 g/dL no segundo trimestre. Esse valor está dentro da faixa de anemia leve da OMS para gestantes (10,0-10,9 g/dL) e é menor que 11 g/dL, portanto, inequivocamente anêmico. A alternativa C é a única que apresenta um valor que satisfaz a definição de anemia (Hb < 11 g/dL) e, ao mesmo tempo, é um valor específico que a banca considera correto — 10,5 g/dL é um valor frequentemente citado em provas como ponto de corte para anemia na gestação (embora a OMS use 11 g/dL como limiar, valores ≤ 10,5 g/dL são classicamente considerados anêmicos em diretrizes brasileiras).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Apresenta 11,5 g/dL no primeiro trimestre. Esse valor está acima do ponto de corte da OMS para gestantes (11 g/dL) e, portanto, não indica anemia. A banca usa um valor que seria normal para a gestante (≥ 11 g/dL), mas que é anêmico para outros grupos (como mulheres não grávidas, cujo corte é 12 g/dL). O candidato que confunde os pontos de corte pode marcar, mas 11,5 g/dL é um valor normal para a gestante.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Apresenta 10 g/dL no segundo trimestre. Assim como a alternativa B, esse valor é anêmico (faixa de anemia leve), mas não é o ponto de corte. A banca repete o mesmo distrator da B, trocando apenas o trimestre. O valor 10 g/dL é anêmico, mas a alternativa C (10,5 g/dL) é a que a banca considera correta por ser o valor específico citado em diretrizes.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o ponto de corte da OMS (Hb < 11 g/dL) e valores que são anêmicos, mas não são o limiar. O candidato que sabe que 10 g/dL é anemia pode marcar a B ou a E, mas a questão pede o valor que define anemia — e a alternativa C (10,5 g/dL) é a única que apresenta um valor menor que 11 e, ao mesmo tempo, é um valor específico citado em diretrizes brasileiras. Fique atento: a OMS usa < 11 g/dL, mas provas frequentemente cobram 10,5 g/dL como ponto de corte prático.
NÃO CAIA NESSA!
Memorize os pontos de corte da OMS para anemia por grupo populacional — gestante (< 11 g/dL), mulher não grávida (< 12 g/dL), homem (< 13 g/dL), criança 6-59 meses (< 11 g/dL). Em provas de ginecologia, o valor da gestante é o mais cobrado, e a banca adora trocar por 10 g/dL ou 11,5 g/dL. Grave: gestante = 11 g/dL (ou 10,5 g/dL em algumas diretrizes).