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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2024

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg355404
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Mastologia
A Organização Mundial de Saúde estabeleceu normas para o uso dos diversos métodos de anticoncepção, principalmente para o uso em mulheres com comorbidades. Esses métodos foram divididos em quatro grupos. O grupo dois afirma que o determinado tipo de anticoncepção
  1. Apode ser usado sem restrições.
  2. Bpode ser utilizado, pois as vantagens superam os riscos, porém com acompanhamento médico frequente.
  3. Cnão devem ser utilizados, pois os riscos superam os benefícios. São de última escolha e implicam acompanhamento médico rigoroso.
  4. Dsão contraindicados de maneira absoluta por existir um risco inaceitável para a saúde.
  5. Esó podem ser utilizados com consentimento informado e, em caso de menores de idade, com autorização dos pais.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — pode ser utilizado, pois as vantagens superam os riscos, porém com acompanhamento médico frequente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Critérios de Elegibilidade da OMS para Anticoncepção

Gabarito: letra B. A questão cobra a classificação da OMS (Organização Mundial de Saúde) dos métodos anticoncepcionais em quatro categorias de elegibilidade. A Categoria 2 é definida como aquela em que o método "pode ser utilizado, pois as vantagens superam os riscos, porém com acompanhamento médico frequente", exatamente o que afirma a alternativa B. Essa classificação é um pilar da anticoncepção baseada em evidências e é amplamente adotada por diretrizes nacionais e internacionais, como as do Ministério da Saúde e da FEBRASGO.

Os Critérios de Elegibilidade da OMS (Medical Eligibility Criteria for Contraceptive Use) são um conjunto de diretrizes baseadas em evidências que orientam a prescrição de métodos anticoncepcionais, especialmente em mulheres com comorbidades. O objetivo é maximizar os benefícios e minimizar os riscos, garantindo que a escolha do método seja segura e adequada ao perfil clínico de cada usuária. A classificação divide as condições clínicas em quatro categorias, que vão desde o uso sem restrições até a contraindicação absoluta.

A Categoria 1 indica que o método pode ser usado sem qualquer restrição. A Categoria 2 indica que o método pode ser usado, pois os benefícios geralmente superam os riscos, mas com acompanhamento clínico mais rigoroso. A Categoria 3 indica que o uso do método geralmente não é recomendado, pois os riscos superam os benefícios, mas pode ser considerado se não houver alternativa e com vigilância médica rigorosa. A Categoria 4 indica que o método é contraindicado, pois o risco à saúde é inaceitável.

Na prática, essa classificação é essencial para o médico avaliar, por exemplo, uma mulher com hipertensão arterial não controlada que deseja usar contraceptivo hormonal combinado. Nesse caso, o método se enquadraria na Categoria 3 ou 4, dependendo da gravidade, e o médico deveria orientar sobre métodos alternativos, como o DIU de cobre ou métodos de barreira. A distinção entre as categorias 2 e 3 é particularmente sutil e frequentemente explorada em provas: a categoria 2 permite o uso com acompanhamento, enquanto a categoria 3 só o permite em situações excepcionais, com alerta à paciente e vigilância rigorosa.

A pegadinha da banca está em confundir as definições das categorias 2 e 3, ou em atribuir à categoria 2 características de outras categorias, como a contraindicação absoluta (categoria 4) ou o uso sem restrições (categoria 1). É fundamental memorizar a essência de cada categoria e associá-la ao nível de risco e à necessidade de acompanhamento.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre as categorias 2 e 3. A categoria 2 permite o uso com acompanhamento, pois os benefícios superam os riscos; a categoria 3 só permite o uso em último caso, pois os riscos superam os benefícios. Não confunda: na categoria 2, o método é permitido; na 3, é de última escolha.

Categoria OMS

Definição

Uso

Categoria 1

Uso sem restrições

Permitido

Categoria 2

Vantagens superam riscos, com acompanhamento médico frequente

Permitido

Categoria 3

Riscos superam benefícios; última escolha, com vigilância rigorosa

Restrito

Categoria 4

Contraindicação absoluta; risco inaceitável

Proibido

1Categoria 1
Uso sem restrições
2Categoria 2
Vantagens superam riscos
Uso com acompanhamento frequente
3Categoria 3
Riscos superam benefícios
Última escolha, vigilância rigorosa
4Categoria 4
Contraindicação absoluta
Risco inaceitável à saúde
Critérios de elegibilidade da OMS
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Critérios de elegibilidade da OMS: Categoria 1 (Uso sem restrições); Categoria 2 (Vantagens superam riscos, Uso com acompanhamento frequente); Categoria 3 (Riscos superam benefícios, Última escolha, vigilância rigorosa); Categoria 4 (Contraindicação absoluta, Risco inaceitável à saúde)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa A descreve a Categoria 1, não a Categoria 2. A Categoria 1 é que permite o uso do método "sem qualquer restrição". A Categoria 2, embora permita o uso, exige acompanhamento médico frequente, o que não se enquadra em "sem restrições".

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B descreve com precisão a Categoria 2 da OMS: o método pode ser utilizado, pois as vantagens superam os riscos, porém com acompanhamento médico frequente. Essa é a definição clássica da categoria 2, que indica que o método é aceitável, mas requer monitoramento clínico mais rigoroso.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C descreve a Categoria 3, não a Categoria 2. Na Categoria 3, o uso do método "não é o mais apropriado", pois os riscos superam os benefícios, e só pode ser considerado se não houver outra opção, com vigilância médica rigorosa. A Categoria 2, ao contrário, permite o uso com acompanhamento, pois os benefícios superam os riscos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D descreve a Categoria 4, que é a contraindicação absoluta, com risco inaceitável à saúde. A Categoria 2 não contraindica o método; apenas exige acompanhamento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E não corresponde a nenhuma categoria da OMS. A exigência de consentimento informado e autorização dos pais para menores de idade é uma questão ética e legal geral, não um critério específico da Categoria 2. A OMS não classifica métodos com base nesse critério.

Gabarito: letra B

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