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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2024

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg355405
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Mastologia
A incontinência urinária feminina é muito prevalente e ocorre principalmente na pós‑menopausa. Pode‑se classificá‑la e o tipo de tratamento varia de acordo com a modalidade. Em relação a essa afecção, é correto afirmar que
  1. Ao teste urodinâmico avalia o tipo de incontinência de esforço. Quando é normal, trata‑se de urgência miccional.
  2. Ba fase do estudo urodinâmico denominada cistometria avalia a pressão vesical em relação ao enchimento da bexiga, ao resíduo pós‑miccional, à capacidade vesical e à presença de contrações do detrusor.
  3. Cos anticolinérgicos estão indicados na incontinência urinária de esforço do tipo noturna.
  4. Dos antidepressivos tricíclicos têm efeito anticolinérgico e bloqueiam os receptores beta‑adrenérgicos e constituem boa terapêutica na incontinência urinária de esforço.
  5. Eo tratamento da lesão esfincteriana tem resultado ruim com a cirurgia e deve‑se propor a terapia com toxina botulínica.
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GabaritoB — a fase do estudo urodinâmico denominada cistometria avalia a pressão vesical em relação ao enchimento da bexiga, ao resíduo pós‑miccional, à capacidade vesical e à presença de contrações do detrusor.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Incontinência Urinária Feminina: Classificação, Urodinâmica e Tratamento

Gabarito: letra B. A cistometria é a fase do estudo urodinâmico que avalia a pressão vesical durante o enchimento da bexiga, o resíduo pós-miccional, a capacidade vesical e a presença de contrações do detrusor. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre a avaliação e o tratamento dos diferentes tipos de incontinência urinária.

A incontinência urinária (IU) é a perda involuntária de urina, condição de alta prevalência em mulheres, especialmente após a menopausa. Sua classificação é fundamental para a escolha terapêutica, pois cada tipo tem fisiopatologia e tratamento distintos. Os principais tipos são: incontinência de esforço (IUE), caracterizada por perda urinária aos esforços (tosse, espirro, exercício), decorrente de hiper mobilidade do colo vesical ou deficiência esfincteriana; incontinência de urgência (IUU), associada à hiperatividade do detrusor, com perda precedida por desejo miccional imperioso; e a incontinência mista (IUM), que combina ambos os mecanismos.

O estudo urodinâmico (EUD) é o exame que avalia funcionalmente o trato urinário inferior. Ele é composto por várias fases: a fluxometria (mede o fluxo urinário livre), a cistometria (avalia o enchimento vesical), o estudo pressão-fluxo (avalia a micção) e o perfil de pressão uretral. A cistometria, especificamente, mede as pressões intravesical, abdominal e do detrusor durante o enchimento, permitindo avaliar a capacidade vesical, a complacência, a sensibilidade e a presença de contrações não inibidas do detrusor. É um exame invasivo, indicado em casos de falha do tratamento inicial, antes de procedimentos cirúrgicos ou quando a história clínica é confusa.

O tratamento varia conforme o tipo de IU. Para a IUE, as opções incluem tratamento conservador (fisioterapia do assoalho pélvico, mudanças de hábitos), cirurgia (sling, Burch) e, em casos selecionados, o uso de antidepressivos tricíclicos (como a imipramina), que têm efeito anticolinérgico e bloqueiam a recaptação de noradrenalina e serotonina, aumentando a resistência uretral. Para a IUU, o tratamento de primeira linha são os anticolinérgicos (ou antimuscarínicos), que reduzem as contrações do detrusor, além de terapias comportamentais e, em casos refratários, toxina botulínica intravesical. A lesão esfincteriana (deficiência esfincteriana intrínseca) tem boa resposta ao tratamento cirúrgico, como o sling suburetral.

A banca explora a confusão entre os tipos de incontinência e seus respectivos tratamentos, além de inverter as funções das fases do estudo urodinâmico. O candidato deve dominar a fisiopatologia de cada tipo e as indicações terapêuticas para não cair nas armadilhas. A alternativa correta é a que descreve com precisão a função da cistometria, um conceito central da avaliação urodinâmica.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O teste urodinâmico não avalia apenas a incontinência de esforço; ele avalia a função do trato urinário inferior como um todo. Além disso, um exame urodinâmico normal não indica urgência miccional. A urgência miccional é um sintoma clínico, e a urodinâmica pode ser normal em casos de urgência sensorial, mas não é o que define o diagnóstico. O erro está em afirmar que um exame normal equivale a urgência miccional, o que é um raciocínio invertido.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A cistometria é a fase do estudo urodinâmico que mede a pressão vesical durante o enchimento da bexiga. Ela avalia a capacidade vesical, a complacência, a sensibilidade, o resíduo pós-miccional e a presença de contrações do detrusor (hiperatividade detrusora). Essa é a definição precisa da cistometria, conforme a literatura médica e as diretrizes de uroginecologia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Os anticolinérgicos (antimuscarínicos) são indicados para a incontinência de urgência, não para a incontinência de esforço. A incontinência de esforço é causada por deficiência do mecanismo esfincteriano, e os anticolinérgicos não atuam nesse mecanismo. A alternativa inverte a indicação terapêutica, um erro clássico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Os antidepressivos tricíclicos (como a imipramina) têm efeito anticolinérgico e bloqueiam a recaptação de noradrenalina e serotonina, mas não bloqueiam receptores beta-adrenérgicos. Eles são usados na incontinência de esforço por aumentarem a resistência uretral, mas o mecanismo descrito está errado. A alternativa apresenta um mecanismo de ação incorreto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A lesão esfincteriana (deficiência esfincteriana intrínseca) tem boa resposta ao tratamento cirúrgico, como o sling suburetral. A toxina botulínica é indicada para a hiperatividade do detrusor (incontinência de urgência refratária), não para a lesão esfincteriana. A alternativa inverte as indicações terapêuticas.

Gabarito: letra B

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