Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2024
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
qg355406
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Mastologia
O diagnóstico clínico da doença inflamatória pélvica (DIP) nem sempre é fácil. Para objetivar o diagnóstico, foram criados os critérios diagnósticos que podem ser mínimos, adicionais e definitivos. São considerados critérios adicionais a
Aevidência histológica de endometrite; a presença de hipertermia e calafrios; e a comprovação laboratorial de infecção cervical por gonococo ou clamídia.
Bdor no abdômen inferior; a dor à palpação dos anexos; e a dor à mobilização do colo uterino.
Cpresença à ultrassonografia de abcesso tubo‑ovariano; o conteúdo vaginal purulento; e a temperatura acima de 38,5 graus centígrados.
Dpresença de hipertermia e calafrios; o conteúdo vaginal purulento; e a dor subcostal direita sugestiva de peri hepatite.
Evideolaparoscopia com evidência de DIP; a evidência histopatológica de endometrite; e a presença de abscesso tubo ovariano à ultrassonografia.
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GabaritoD — presença de hipertermia e calafrios; o conteúdo vaginal purulento; e a dor subcostal direita sugestiva de peri hepatite.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gabarito: letra D. A questão cobra os critérios adicionais da DIP, e a alternativa D os apresenta corretamente: hipertermia e calafrios, conteúdo vaginal purulento e dor subcostal direita sugestiva de peri-hepatite. Os critérios adicionais são aqueles que, somados aos mínimos, aumentam a especificidade do diagnóstico, mas não o confirmam isoladamente — a confirmação exige os critérios definitivos (histológico, laparoscópico ou abscesso tubo-ovariano).
A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção ascendente do trato genital feminino, envolvendo endométrio, trompas, ovários e estruturas adjacentes. O diagnóstico clínico é desafiador porque os sintomas são inespecíficos e variam de quadros assintomáticos a graves. Para padronizar a abordagem, os critérios diagnósticos foram organizados em três níveis: mínimos, adicionais e definitivos. Os critérios mínimos são aqueles que, na ausência de outra causa identificável, já justificam o início do tratamento empírico — são eles: dor no abdome inferior, dor à palpação dos anexos e dor à mobilização do colo uterino. A presença de três critérios maiores (mínimos) mais um critério menor (adicional), ou de um critério elaborado (definitivo), confirma o diagnóstico.
Os critérios adicionais (ou menores) são achados que reforçam a suspeita clínica, mas não são patognomônicos. Incluem: temperatura axilar elevada (>38,3 °C), secreção vaginal ou cervical purulenta, massa pélvica, proteína C-reativa ou VHS elevadas, leucocitose em sangue periférico, >5 leucócitos por campo de imersão em material de endocérvice e comprovação laboratorial de infecção cervical por gonococo ou clamídia. Já os critérios definitivos (ou elaborados) são aqueles que, por si só, confirmam o diagnóstico: evidência histológica de endometrite, presença de abscesso tubo-ovariano e laparoscopia com evidência de DIP.
A pegadinha da banca está em misturar elementos dos três grupos. A alternativa D é a única que traz exclusivamente critérios adicionais: hipertermia e calafrios (manifestação sistêmica), conteúdo vaginal purulento (secreção anormal) e dor subcostal direita sugestiva de peri-hepatite (síndrome de Fitz-Hugh-Curtis, que é uma complicação da DIP e um sinal adicional). As demais alternativas incluem critérios mínimos ou definitivos, o que as torna incorretas para a pergunta feita.
Para a prova, o ponto-chave é a distinção entre os três níveis: mínimos (sinais clínicos ao exame físico), adicionais (achados laboratoriais, de imagem ou sintomas sistêmicos que aumentam a especificidade) e definitivos (confirmação por histologia, laparoscopia ou abscesso). Guarde essa hierarquia — é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Critério
Mínimos
Adicionais
Definitivos
Exemplos
Dor no abdome inferior; dor à palpação dos anexos; dor à mobilização do colo uterino
Evidência histológica de endometrite; abscesso tubo-ovariano; laparoscopia com evidência de DIP
Função
Base da suspeita clínica; indicam início do tratamento empírico
Aumentam a especificidade, mas não confirmam isoladamente
Confirmam o diagnóstico por si só
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa mistura critérios de grupos diferentes: evidência histológica de endometrite é critério definitivo, não adicional. A comprovação laboratorial de infecção cervical por gonococo ou clamídia é, de fato, um critério adicional, mas a presença de hipertermia e calafrios, embora seja um sintoma adicional, não torna a alternativa correta porque o primeiro elemento já a invalida — a questão pede exclusivamente critérios adicionais.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Esta alternativa descreve os critérios mínimos: dor no abdome inferior, dor à palpação dos anexos e dor à mobilização do colo uterino. São os sinais clássicos do exame físico que, na ausência de outra causa, indicam o início do tratamento empírico. Não são adicionais, pois não aumentam a especificidade diagnóstica — são a base da suspeita clínica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa contém um critério definitivo (abscesso tubo-ovariano à ultrassonografia) e dois adicionais (conteúdo vaginal purulento e temperatura acima de 38,5 °C). Como a questão pede apenas critérios adicionais, a presença do abscesso tubo-ovariano — que confirma o diagnóstico — torna a alternativa incorreta.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Todos os elementos são critérios adicionais: hipertermia e calafrios (manifestação sistêmica), conteúdo vaginal purulento (secreção anormal) e dor subcostal direita sugestiva de peri-hepatite (síndrome de Fitz-Hugh-Curtis, complicação da DIP). Nenhum deles é mínimo ou definitivo, o que a torna a única alternativa correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Esta alternativa lista apenas critérios definitivos: videolaparoscopia com evidência de DIP, evidência histopatológica de endometrite e abscesso tubo-ovariano à ultrassonografia. São os critérios que confirmam o diagnóstico, não os adicionais.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura critérios dos três grupos para confundir. O candidato que não domina a classificação pode aceitar uma alternativa que contenha um critério definitivo, como abscesso tubo-ovariano ou endometrite, achando que são adicionais. A chave é lembrar: mínimos = exame físico; adicionais = sintomas sistêmicos, laboratório e imagem não definitiva; definitivos = histologia, laparoscopia e abscesso.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte uma tabela mental: mínimos (3 dores), adicionais (febre, secreção, massa, PCR/VHS, leucocitose, gonococo/clamídia) e definitivos (endometrite, abscesso, laparoscopia). Na prova, leia cada alternativa e classifique cada elemento — se houver um único definitivo, a alternativa já está errada para a pergunta sobre adicionais.