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Questão de Medicina — Gastroenterologia — Quadrix 2024

MedicinaGastroenterologia
Código
qg355413
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Mastologia
Nas úlceras duodenais da parede posterior sangrantes, a artéria geralmente acometida e a sua respectiva origem são a artéria
  1. Agastroduodenal, que é ramo da artéria gástrica direita.
  2. Bgastroduodenal, que é ramo da artéria hepática comum.
  3. Chepática comum, que é ramo do tronco celíaco.
  4. Dpancreatoduodenal superior, que é ramo da artéria gastroduodenal após sua bifurcação.
  5. Epancreatoduodenal superior, que é ramo da artéria hepática comum.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — gastroduodenal, que é ramo da artéria hepática comum.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Anatomia Vascular do Duodeno: Úlcera Posterior e a Artéria Gastroduodenal

Gabarito: letra B. Nas úlceras duodenais da parede posterior, a artéria mais frequentemente acometida é a gastroduodenal, que é ramo direto da artéria hepática comum — esta, por sua vez, origina-se do tronco celíaco. A alternativa B espelha exatamente essa relação anatômica, enquanto as demais trocam a origem ou o vaso acometido.

A úlcera péptica duodenal é a causa mais comum de hemorragia digestiva alta (HDA), e o sangramento ocorre quando a lesão ulcerosa corrói a parede de um vaso subjacente. No duodeno, a parede posterior é a região de maior risco porque ali transita a artéria gastroduodenal, um vaso de calibre considerável que passa logo atrás do bulbo duodenal. Quando a úlcera penetra essa parede, a erosão arterial pode levar a sangramento maciço, de difícil controle endoscópico e com alta taxa de recidiva — daí a importância de conhecer a anatomia exata para o tratamento cirúrgico ou a embolização.

Para entender a origem da artéria gastroduodenal, é preciso revisar a anatomia do tronco celíaco. O tronco celíaco é o primeiro ramo visceral da aorta abdominal e se divide em três artérias principais: hepática comum, esplênica e gástrica esquerda. A artéria hepática comum, após um curto trajeto, emite a artéria gastroduodenal (que desce posteriormente ao duodeno) e continua como artéria hepática própria, que se dirige ao fígado. A gastroduodenal, por sua vez, bifurca-se nas artérias pancreatoduodenal superior anterior e pancreatoduodenal superior posterior, que irrigam a cabeça do pâncreas e o duodeno.

A pegadinha clássica desta questão é confundir a origem da artéria gastroduodenal com a de seus ramos ou com a do tronco celíaco. O candidato que memoriza apenas que "a artéria do duodeno é a gastroduodenal" pode marcar a alternativa que a coloca como ramo da gástrica direita (errada) ou que troca o vaso pela pancreatoduodenal superior (que é ramo da gastroduodenal, não da hepática comum). A chave é decorar a sequência hierárquica: tronco celíaco → hepática comum → gastroduodenal → pancreatoduodenais superiores.

Na prática clínica, essa anatomia é decisiva: na hemorragia por úlcera posterior, a endoscopia pode falhar no controle, e a angiografia com embolização ou a cirurgia com ligadura da artéria gastroduodenal são opções. Saber que o vaso é ramo da hepática comum orienta o acesso vascular e a escolha do procedimento. Além disso, a artéria gastroduodenal é um marco anatômico importante em cirurgias de pâncreas e duodeno, como a duodenopancreatectomia.

Guarde a cadeia vascular completa — é exatamente nela que as alternativas se dividem: quem erra a origem ou o vaso cai nas distratoras.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a artéria gastroduodenal é ramo da artéria gástrica direita. Isso está errado: a gástrica direita é um ramo da artéria hepática própria (ou, às vezes, da hepática comum) e irriga a pequena curvatura do estômago — não dá origem à gastroduodenal. A banca troca a origem correta (hepática comum) por um vaso vizinho, mas de território diferente.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A artéria gastroduodenal é, de fato, ramo da artéria hepática comum, que se origina do tronco celíaco. Essa é a relação anatômica clássica: o tronco celíaco emite a hepática comum, e esta, antes de se tornar hepática própria, dá origem à gastroduodenal, que desce atrás do duodeno — exatamente onde a úlcera posterior a lesiona.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a artéria acometida é a hepática comum, ramo do tronco celíaco. Embora a hepática comum seja realmente ramo do tronco celíaco, ela não é o vaso diretamente acometido na úlcera duodenal posterior — o vaso é a gastroduodenal, que é ramo da hepática comum. A alternativa mistura o vaso com sua origem, criando uma relação incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a artéria acometida é a pancreatoduodenal superior, ramo da gastroduodenal após sua bifurcação. A pancreatoduodenal superior é, de fato, ramo da gastroduodenal, mas não é o vaso principal acometido na úlcera duodenal posterior — o sangramento clássico é da própria gastroduodenal, que tem calibre maior e está mais exposta. A alternativa troca o vaso principal por um de seus ramos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a artéria acometida é a pancreatoduodenal superior, ramo da hepática comum. Há dois erros: primeiro, o vaso acometido é a gastroduodenal, não a pancreatoduodenal superior; segundo, a pancreatoduodenal superior é ramo da gastroduodenal, não da hepática comum. A alternativa erra tanto o vaso quanto a origem.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a artéria gastroduodenal e seus ramos (pancreatoduodenais superiores) e entre a origem (hepática comum) e o vaso de origem (tronco celíaco). O candidato que decora apenas "gastroduodenal" sem a cadeia completa cai nas alternativas C, D ou E. Memorize a sequência: tronco celíaco → hepática comum → gastroduodenal → pancreatoduodenais superiores.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de anatomia vascular, monte a árvore hierárquica do vaso na prova: comece do tronco celíaco e vá descendo até o vaso-alvo. Isso evita trocar origem por ramo. Aqui, a cadeia é: tronco celíaco → hepática comum → gastroduodenal → pancreatoduodenais superiores.

Gabarito: letra B

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