A respeito da profilaxia pré‑exposição (PrEP) à infecção pelo HIV para adolescentes, é correto afirmar que
Aé recomendada para os adolescentes acima de 15 anos de idade.
Bé necessária a presença ou a autorização de pais ou responsáveis para a prescrição da profilaxia.
Cos jovens não são considerados uma das populações prioritárias para a prevenção do HIV.
Do início de PrEP deve ocorrer após seis meses de uso irregular de preservativos.
Ea profilaxia é realizada com tenofovir desoproxila e entricitabina, uma vez por semana.
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GabaritoA — é recomendada para os adolescentes acima de 15 anos de idade.
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Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV em Adolescentes
Gabarito: letra A. A PrEP é recomendada para adolescentes a partir de 15 anos de idade, com peso igual ou superior a 35 kg, sexualmente ativos e com risco aumentado de exposição ao HIV, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde. As demais alternativas distorcem critérios de indicação, autonomia do adolescente, populações prioritárias e esquema posológico.
A PrEP (profilaxia pré-exposição) é uma estratégia de prevenção combinada ao HIV que consiste no uso contínuo de antirretrovirais por pessoas não infectadas, mas com risco aumentado de adquirir o vírus. No Brasil, o SUS oferta a PrEP oral diária, que é a combinação de tenofovir (300 mg) e entricitabina (200 mg), um comprimido por dia. Essa modalidade é indicada para pessoas a partir de 15 anos, com peso ≥ 35 kg, sexualmente ativas e com risco aumentado de exposição ao HIV em relação à população geral. O risco aumentado é avaliado por critérios como práticas sexuais sem preservativo, parcerias eventuais, histórico de IST, busca repetida por PEP, entre outros.
Um ponto central é a autonomia do adolescente: o acesso à PrEP não exige presença ou autorização de pais ou responsáveis. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante ao adolescente o direito à privacidade e ao sigilo nos serviços de saúde, salvo em situações de internação ou risco de vida. Essa diretriz é reforçada nos protocolos do Ministério da Saúde, que determinam que qualquer exigência que afaste o adolescente do exercício pleno de seu direito à saúde constitui lesão ao direito maior de uma vida saudável.
Os adolescentes e jovens acima de 15 anos são considerados população prioritária para a prevenção do HIV, pois apresentam aumento significativo da incidência da infecção, percepção baixa de risco e uso irregular de preservativos. Por isso, a PrEP é uma ferramenta essencial nesse grupo, e a abordagem deve ser feita conforme a maturidade e compreensão de cada adolescente.
A pegadinha da questão está em inverter critérios e prazos: a banca troca a idade mínima, exige autorização dos responsáveis, nega a prioridade dos jovens, inventa um prazo de seis meses de uso irregular de preservativos e altera o esquema posológico para "uma vez por semana". O candidato que não domina o protocolo pode cair em qualquer uma dessas armadilhas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter os critérios da PrEP em adolescentes. Aqui, ela troca a idade mínima (15 anos), exige autorização dos pais (não é necessária), nega a prioridade dos jovens (são prioritários), inventa um prazo de seis meses de uso irregular de preservativos (não existe) e altera o esquema para "uma vez por semana" (é diário). Fique atento: a PrEP é diária, a partir de 15 anos, sem necessidade de autorização, e os jovens são prioridade. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.
PrEP ao HIV em adolescentes: Indicação (A partir de 15 anos, Peso ≥ 35 kg, Sexualmente ativos, Risco aumentado de exposição); Autonomia (Sem autorização dos responsáveis, Sigilo garantido (ECA)); População prioritária (Jovens acima de 15 anos, Aumento da incidência, Baixa percepção de risco); Esquema (Tenofovir + entricitabina, Uso diário)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta porque o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde estabelece que a PrEP deve ser considerada para pessoas a partir de 15 anos, com peso igual ou superior a 35 kg, sexualmente ativas e com risco aumentado de exposição ao HIV. Essa é a recomendação oficial do SUS para adolescentes.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta porque a presença ou autorização de pais ou responsáveis não é necessária para a prescrição da PrEP a adolescentes. O ECA e os protocolos do Ministério da Saúde garantem ao adolescente o direito à privacidade e ao sigilo nos serviços de saúde, sem exigência de acompanhamento dos responsáveis, salvo em situações de internação ou risco de vida.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta porque os jovens são considerados uma das populações prioritárias para a prevenção do HIV. O aumento da incidência de HIV em adolescentes e jovens acima de 15 anos, aliado à baixa percepção de risco e ao uso irregular de preservativos, torna esse grupo prioritário para estratégias como a PrEP.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta porque não existe o critério de "seis meses de uso irregular de preservativos" para o início da PrEP. A indicação é baseada em risco aumentado de exposição ao HIV, avaliado por critérios como práticas sexuais sem preservativo, parcerias eventuais, histórico de IST, busca repetida por PEP, entre outros. O prazo de seis meses é um distrator sem fundamento técnico.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta porque o esquema da PrEP oral é diário, não semanal. A dose é um comprimido por dia da associação de tenofovir (300 mg) e entricitabina (200 mg). A frequência semanal não corresponde a nenhuma recomendação oficial para PrEP oral no Brasil.