Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Geriatria — Quadrix 2024

MedicinaGeriatria
Código
qg355464
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Medicina Paliativa
Uma paciente de 73 anos de idade chegou ao pronto‑socorro com quadro de abdome agudo obstrutivo baixo. Ela foi submetida à laparotomia exploradora com achado de volumosa massa tumoral no retossigmoide, associada à grande distensão abdominal com implantes peritoneais e a nódulo hepático palpável em lobo direito. A equipe decidiu por ressecção da massa tumoral e colostomia terminal.Com base nessa situação hipotética e considerando o ponto de vista oncológico, esse procedimento deve ser considerado como
  1. Acirurgia paliativa de descompressão.
  2. Bcirurgia paliativa de desvio.
  3. Ccirurgia paliativa de extirpação.
  4. Dcirurgia parcialmente curativa.
  5. Ecirurgia curativa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — cirurgia paliativa de extirpação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cirurgia paliativa: classificação oncológica

Gabarito: letra C. O procedimento descrito — ressecção da massa tumoral no retossigmoide com colostomia terminal, em paciente com implantes peritoneais e metástase hepática — é uma cirurgia paliativa de extirpação, pois remove o tumor primário (extirpação) sem intenção curativa, já que há doença metastática disseminada. A classificação oncológica das cirurgias paliativas divide-se em três tipos: descompressão, desvio e extirpação, e é exatamente essa distinção que a questão cobra.

A cirurgia paliativa é indicada quando a cura não é possível, mas o procedimento pode aliviar sintomas, prevenir complicações ou melhorar a sobrevida. No caso, a paciente apresenta abdome agudo obstrutivo baixo por tumor de retossigmoide, com implantes peritoneais (carcinomatose) e nódulo hepático — ou seja, doença metastática à distância, o que torna a cirurgia não curativa. A equipe optou por ressecar a massa tumoral (retossigmoide) e realizar colostomia terminal. A ressecção do tumor primário, mesmo na presença de metástases, é uma forma de extirpação paliativa: retira-se o tumor para aliviar a obstrução e prevenir complicações como perfuração ou sangramento, mas sem a intenção de erradicar toda a doença.

A distinção entre os tipos de cirurgia paliativa é fundamental:

  • Descompressão: alivia a obstrução sem remover o tumor, como uma colostomia de alça ou uma derivação interna (ex.: anastomose de bypass).

  • Desvio: cria uma via alternativa para o trânsito intestinal, desviando o conteúdo fecal do tumor, sem ressecá-lo (ex.: colostomia proximal ao tumor).

  • Extirpação: remove o tumor (ressecção), mesmo que não curativa, com objetivo paliativo.

No caso, houve ressecção da massa tumoral (extirpação) e colostomia terminal (desvio do trânsito fecal). A presença da colostomia não muda a classificação principal: o ato cirúrgico central foi a retirada do tumor, o que caracteriza a extirpação. A colostomia terminal, nesse contexto, é uma consequência da ressecção (quando não há possibilidade de anastomose), não um procedimento isolado de desvio.

A banca explora a confusão entre os termos: muitos candidatos associam "paliativa" apenas a "desvio" ou "descompressão", esquecendo que a extirpação também pode ser paliativa. A presença de metástases (implantes peritoneais e nódulo hepático) afasta qualquer intenção curativa, mas a ressecção do tumor primário é uma conduta paliativa válida e frequente, especialmente em obstrução intestinal.

Guarde o critério: o que define o tipo de cirurgia paliativa é o ato cirúrgico realizado — se houve ressecção do tumor (extirpação), se houve apenas derivação do trânsito (desvio) ou se houve alívio da obstrução sem ressecar (descompressão). É nesse critério que as alternativas se dividem.

Tipo de Cirurgia Paliativa

Ato Cirúrgico Realizado

Exemplo

Descompressão

Alivia a obstrução sem ressecar o tumor

Colostomia de alça, derivação interna

Desvio

Cria via alternativa para o trânsito, sem ressecar o tumor

Colostomia proximal ao tumor

Extirpação

Remove o tumor (ressecção), mesmo sem intenção curativa

Ressecção do retossigmoide + colostomia terminal

1Descompressão
Alivia obstrução
Sem ressecar o tumor
2Desvio
Cria via alternativa
Sem ressecar o tumor
3Extirpação
Remove o tumor
Sem intenção curativa
Cirurgia paliativa oncológica
LEVELsoulevel.com.br
Cirurgia paliativa oncológica: Descompressão (Alivia obstrução, Sem ressecar o tumor); Desvio (Cria via alternativa, Sem ressecar o tumor); Extirpação (Remove o tumor, Sem intenção curativa)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A cirurgia paliativa de descompressão é aquela que alivia a obstrução sem ressecar o tumor, como uma colostomia de alça ou uma derivação interna. No caso, houve ressecção da massa tumoral, o que caracteriza extirpação, não descompressão. A descompressão seria indicada se o tumor não fosse ressecável e o objetivo fosse apenas aliviar a distensão abdominal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A cirurgia paliativa de desvio é aquela que desvia o trânsito intestinal, criando uma via alternativa (ex.: colostomia proximal ao tumor), sem ressecar o tumor. No caso, a colostomia terminal foi realizada após a ressecção do tumor, como parte do procedimento de extirpação, não como um desvio isolado. A alternativa confunde o ato acessório (colostomia) com o ato principal (ressecção).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A cirurgia paliativa de extirpação é aquela em que se remove o tumor (ressecção) com objetivo paliativo, sem intenção curativa. No caso, a equipe ressecou a massa tumoral do retossigmoide, mesmo na presença de metástases (implantes peritoneais e nódulo hepático), o que configura extirpação paliativa. A colostomia terminal é uma consequência da ressecção, não um procedimento isolado de desvio.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Não existe a categoria "cirurgia parcialmente curativa" na classificação oncológica. A cirurgia é classificada como curativa (quando há intenção de erradicar toda a doença) ou paliativa (quando não há essa intenção). A presença de metástases à distância torna a cirurgia paliativa, não "parcialmente curativa". A alternativa inventa uma categoria inexistente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A cirurgia curativa é aquela realizada com intenção de erradicar toda a doença, o que não é possível no caso, pois há implantes peritoneais e nódulo hepático (metástases à distância). A presença de doença metastática disseminada contraindica a intenção curativa, tornando o procedimento paliativo. A alternativa ignora os achados de disseminação.

Gabarito: letra C — cirurgia paliativa de extirpação, pois houve ressecção do tumor primário em contexto de doença metastática, sem intenção curativa.

Link permanente: /questoes/qg355464