Um paciente foi diagnosticado com câncer de laringe e está em estágio T3 N0 M0, com a lesão localizada na região supraglótica.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a proposta de tratamento inicial adequada para esse paciente.
Alaringectomia total
Bradioterapia exclusiva
Cquimioterapia adjuvante após laringectomia parcial
Dlaringectomia parcial com radioterapia adjuvante
Eobservação com monitoramento
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GabaritoD — laringectomia parcial com radioterapia adjuvante
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Câncer de laringe supraglótica T3N0M0: tratamento inicial
Gabarito: letra D. Para um carcinoma espinocelular de laringe supraglótica em estágio T3N0M0, a proposta de tratamento inicial adequada é a laringectomia parcial com radioterapia adjuvante. A cirurgia é o tratamento curativo de escolha para tumores localmente avançados ressecáveis, e a radioterapia adjuvante é indicada para reduzir o risco de recorrência local, especialmente em tumores T3, conforme os princípios de tratamento do câncer de cabeça e pescoço.
O câncer de laringe é uma neoplasia maligna que se origina na mucosa da laringe, sendo o carcinoma espinocelular o tipo histológico mais comum. A laringe é dividida em três regiões anatômicas: supraglote, glote e subglote. O estadiamento TNM (Tumor, Node, Metastasis) é fundamental para determinar o prognóstico e guiar a escolha terapêutica. No caso apresentado, o tumor é T3 (invasão local avançada, mas sem fixação da laringe ou extensão além dela), N0 (sem metástases linfonodais clinicamente detectáveis) e M0 (sem metástases à distância).
A cirurgia e a radioterapia são modalidades potencialmente curativas para o câncer de cabeça e pescoço. A escolha entre elas depende da localização do tumor, da extensão da doença e da possibilidade de preservação funcional. Para tumores supraglóticos T3, a laringectomia parcial (como a supraglótica ou a supracricóide) pode ser uma opção, desde que haja margens adequadas e o paciente seja candidato a uma cirurgia conservadora. A radioterapia adjuvante é frequentemente adicionada após a cirurgia para tumores com características de alto risco, como estágio T3, para melhorar o controle local.
A quimioterapia isolada não é curativa para o câncer de cabeça e pescoço. A quimiorradioterapia (combinação de quimioterapia e radioterapia) é uma alternativa para preservação de órgão, especialmente em tumores de laringe, mas no caso de um tumor T3N0M0 supraglótico, a cirurgia inicial com radioterapia adjuvante é uma abordagem padrão, especialmente se a preservação da laringe não for o objetivo principal ou se o paciente não for candidato a quimiorradioterapia. A observação com monitoramento não é adequada para um tumor localmente avançado, pois há risco de progressão e perda da chance de cura.
A pegadinha desta questão está em confundir as opções de tratamento para tumores de laringe em diferentes estágios. Para tumores iniciais (T1-T2), a radioterapia exclusiva ou a cirurgia conservadora podem ser opções. Para tumores localmente avançados (T3-T4), a cirurgia radical (laringectomia total) ou a quimiorradioterapia são as opções principais. No entanto, para um T3 supraglótico, a laringectomia parcial com radioterapia adjuvante é uma alternativa válida, especialmente se o tumor for ressecável com margens adequadas. A laringectomia total seria indicada para tumores mais extensos ou quando a preservação da laringe não é possível.
Guarde a distinção entre as modalidades de tratamento e suas indicações: a cirurgia é o tratamento curativo mais efetivo para tumores localizados, a radioterapia pode ser usada como alternativa para preservação de órgão, e a quimioterapia é adjuvante ou neoadjuvante, nunca curativa isoladamente. É essa lógica que separa as alternativas corretas das incorretas.
1Laringectomia parcial
2Radioterapia adjuvante
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A laringectomia total é uma cirurgia radical que remove toda a laringe, resultando em perda permanente da voz natural. Para um tumor T3N0M0 supraglótico, a laringectomia total pode ser uma opção, mas não é a proposta inicial adequada quando há possibilidade de cirurgia conservadora (laringectomia parcial) com radioterapia adjuvante. A laringectomia total é reservada para tumores mais avançados (T4) ou quando a preservação da laringe não é viável.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A radioterapia exclusiva é uma opção para tumores iniciais (T1-T2) ou para pacientes que não são candidatos à cirurgia. Para um tumor T3N0M0 supraglótico, a radioterapia isolada pode ser insuficiente para o controle local, e a combinação com cirurgia (laringectomia parcial) ou quimioterapia (quimiorradioterapia) é mais adequada. A radioterapia exclusiva não é a proposta inicial padrão para tumores T3 ressecáveis.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A quimioterapia adjuvante após laringectomia parcial não é a proposta inicial adequada para um tumor T3N0M0 supraglótico. A quimioterapia adjuvante é indicada em situações específicas, como quando há alto risco de recorrência sistêmica, mas não é o tratamento padrão para tumores de laringe localmente avançados. A radioterapia adjuvante é mais comumente utilizada após a cirurgia para reduzir o risco de recorrência local.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A laringectomia parcial com radioterapia adjuvante é a proposta de tratamento inicial adequada para um tumor T3N0M0 supraglótico. A cirurgia conservadora (laringectomia parcial) permite a ressecção do tumor com margens adequadas, preservando parte da laringe e suas funções. A radioterapia adjuvante é adicionada para tratar possíveis células tumorais remanescentes e reduzir o risco de recorrência local, especialmente em tumores T3.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A observação com monitoramento não é adequada para um tumor T3N0M0 supraglótico, pois se trata de uma doença localmente avançada com risco de progressão e metástases. A conduta expectante é reservada para lesões de baixo risco ou para pacientes com comorbidades graves que não podem tolerar o tratamento. Para um tumor T3, a observação levaria à perda da chance de cura.