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Questão de Medicina — Endocrinologia — Quadrix 2024

MedicinaEndocrinologia
Código
qg355467
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidade: Medicina Paliativa
Os cistos branquiais, tipicamente, aparecem lateralmente no pescoço, e não na linha média, como seria esperado em um nódulo tireoidiano.
  1. Arealizar apenas ressecção local com margens amplas, sem necessidade de tratamento adjuvante
  2. Bindicar a parotidectomia superficial, sem dissecção linfonodal cervical
  3. Cparotidectomia radical com dissecção linfonodal cervical e radioterapia adjuvante
  4. Dindicar tratamento com quimioterapia exclusiva devido à alta taxa de resposta
  5. Erealizar apenas a ressecção do tumor primário, uma vez que a maioria dos casos não metastatiza
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GabaritoC — parotidectomia radical com dissecção linfonodal cervical e radioterapia adjuvante

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cistos branquiais e tumores de glândulas salivares: conduta cirúrgica

Gabarito: letra C. A questão trata de um tumor de glândula salivar (parótida) que, pela localização lateral no pescoço, deve ser diferenciado de cistos branquiais e de cisto do tireoglosso. A conduta correta para um tumor maligno de parótida com comprometimento linfonodal é a parotidectomia radical com dissecção linfonodal cervical e radioterapia adjuvante, conforme os princípios da cirurgia oncológica de cabeça e pescoço.

O enunciado descreve uma massa lateral no pescoço, que é a apresentação típica dos cistos branquiais — restos embrionários do aparelho branquial, localizados próximo à borda anterior do músculo esternocleidomastóideo. Esses cistos são congênitos, mas costumam se tornar evidentes na segunda e terceira décadas de vida, são unilaterais, de crescimento lento, tensos e flutuantes à palpação, e não se movimentam à deglutição — ao contrário do cisto do tireoglosso, que se move para cima quando a língua é projetada para fora e se localiza na linha média, próximo ao osso hioide.

A diferenciação entre essas massas cervicais é crucial, pois a conduta varia completamente. Enquanto o cisto branquial é tratado com excisão cirúrgica simples, um tumor maligno de parótida (como o carcinoma mucoepidermoide ou o carcinoma de células acinares) exige abordagem oncológica agressiva. A parótida é a maior glândula salivar e os tumores malignos que a acometem têm potencial de metastatizar para os linfonodos cervicais, o que reduz significativamente a sobrevida. Por isso, o tratamento padrão envolve a remoção completa da glândula (parotidectomia radical), a dissecção dos linfonodos regionais e, em casos de alto risco, a radioterapia adjuvante para controle local.

A pegadinha da questão está em reconhecer que, apesar do enunciado mencionar cistos branquiais, a conduta correta se refere a um tumor maligno de parótida — e não ao cisto em si. O candidato que se fixa apenas na primeira parte do texto pode optar por uma conduta conservadora (como a ressecção local), errando a questão. A banca explora exatamente essa confusão entre a apresentação clínica benigna e a necessidade de tratamento oncológico radical.

Guarde a distinção: cisto branquial = excisão simples; tumor maligno de parótida com linfonodos = parotidectomia radical + dissecção cervical + radioterapia. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A ressecção local com margens amplas, sem tratamento adjuvante, é conduta inadequada para um tumor maligno de parótida com comprometimento linfonodal. A ressecção local simples não remove a glândula por completo nem aborda os linfonodos regionais, o que deixa doença residual e aumenta o risco de recidiva. Esse tipo de abordagem seria aceitável apenas para tumores benignos ou cistos, não para neoplasias malignas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A parotidectomia superficial, sem dissecção linfonodal cervical, é insuficiente para um tumor maligno de parótida. A parotidectomia superficial remove apenas o lobo superficial da glândula, preservando o lobo profundo e o nervo facial, e não aborda os linfonodos cervicais — que são o principal sítio de metástase. Em tumores malignos com linfonodos comprometidos, a dissecção cervical é obrigatória para controle da doença.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A parotidectomia radical com dissecção linfonodal cervical e radioterapia adjuvante é a conduta correta para um tumor maligno de parótida com metástases linfonodais. A parotidectomia radical remove toda a glândula, incluindo o lobo profundo, e a dissecção cervical remove os linfonodos regionais comprometidos. A radioterapia adjuvante é indicada para reduzir o risco de recidiva local, especialmente em casos de alto risco, como margens positivas, invasão perineural ou múltiplos linfonodos comprometidos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A quimioterapia exclusiva não é o tratamento padrão para tumores malignos de parótida. Embora a quimioterapia possa ser usada em casos avançados ou metastáticos, o tratamento primário é cirúrgico. A quimioterapia isolada não é curativa para tumores de glândulas salivares e não substitui a ressecção cirúrgica com dissecção linfonodal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ressecção apenas do tumor primário, sem abordagem linfonodal, é inadequada, pois a maioria dos tumores malignos de parótida tem potencial de metastatizar para os linfonodos cervicais. A afirmação de que "a maioria dos casos não metastatiza" é falsa para tumores malignos de alto grau, que frequentemente apresentam metástases linfonodais. A dissecção cervical é parte essencial do tratamento.

NÃO CAIA NESSA!

A banca induz o candidato a focar no cisto branquial (benigno) e escolher uma conduta conservadora, como a ressecção local. Mas a questão pede a conduta para um tumor maligno de parótida, que exige tratamento oncológico radical. Fique atento: a presença de linfonodos comprometidos muda completamente a abordagem.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar massas cervicais, lembre-se: cisto do tireoglosso = linha média, move-se com a língua; cisto branquial = lateral, próximo ao esternocleidomastóideo, não se move à deglutição; tumor de parótida = lateral, pode ter linfonodos. Na prova, identifique o tipo de lesão e aplique a conduta correspondente.

Gabarito: letra C

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