A síndrome de lise tumoral é uma emergência oncológica comum, durante diagnóstico e início de tratamento de doenças oncológicas, principalmente leucemias agudas. Entretanto, algumas medidas preventivas são importantes para evitar a instalação dessa condição, tais como
Aao diagnóstico de leucemia aguda, iniciar prontamente hiper‑hidratação 2 L/m² de soro, com sódio e potássio.
Bem paciente com hiperleucocitose e hiperuricemia, deve‑se considerar iniciar o uso de rasburicase.
Crealizar, na presença de hipocalcemia, correção de rapidamente, evitando precipitação de cristais de fosfato de cálcio.
Devitar hiper‑hidratação devido aumento de sobrecarga renal e possibilidade de diálise nesses pacientes.
Eo uso de alopurinol que pode ajudar a reduzir o excesso de ácido úrico em casos de hiperuricemia.
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GabaritoB — em paciente com hiperleucocitose e hiperuricemia, deve‑se considerar iniciar o uso de rasburicase.
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Síndrome de Lise Tumoral: Prevenção e Manejo
Gabarito: letra B. Em paciente com hiperleucocitose e hiperuricemia, deve-se considerar o uso de rasburicase, pois essa enzima promove a degradação rápida do ácido úrico, sendo indicada em situações de alto risco ou SLT estabelecida. As demais alternativas contêm erros conceituais ou de conduta que podem agravar o quadro.
A síndrome de lise tumoral (SLT) é uma emergência oncológica caracterizada pela destruição maciça de células malignas, liberando potássio, fosfato e ácidos nucleicos na circulação. A degradação dos ácidos nucleicos gera ácido úrico, que pode precipitar nos túbulos renais e causar lesão renal aguda. O fosfato elevado precipita com cálcio, formando cristais de fosfato de cálcio, que também lesam os rins e podem causar hipocalcemia sintomática. O potássio elevado pode levar a arritmias fatais. O reconhecimento precoce e a prevenção são fundamentais, especialmente em leucemias agudas e linfomas de alto grau.
A prevenção da SLT baseia-se em três pilares: hidratação vigorosa, controle da hiperuricemia e monitorização rigorosa dos eletrólitos. A hidratação com soro fisiológico (2 a 3 litros em 24 horas) aumenta o débito urinário e dilui os solutos, reduzindo a precipitação de cristais. Para a hiperuricemia, utiliza-se alopurinol (inibidor da xantina oxidase) como profilaxia em pacientes de risco, ou rasburicase (urato oxidase recombinante) em casos de hiperuricemia grave ou estabelecida, pois degrada o ácido úrico já formado. A correção de eletrólitos deve ser criteriosa: a hipocalcemia, por exemplo, só deve ser corrigida se sintomática, pois a correção rápida pode precipitar fosfato de cálcio.
A banca explora a confusão entre as medidas preventivas corretas e as condutas inadequadas. A alternativa B é a única que apresenta uma conduta correta e específica para um cenário de alto risco. As demais alternativas contêm erros que podem levar a complicações graves, como sobrecarga de volume, precipitação de cristais ou uso inadequado de medicamentos.
Guarde o critério decisivo: a prevenção da SLT envolve hidratação agressiva, uso de alopurinol ou rasburicase conforme o risco, e correção criteriosa de eletrólitos. É exatamente nesses pontos que as alternativas se dividem.
Síndrome de Lise Tumoral (SLT)
1Fisiopatologia
Destruição maciça de células malignas
Libera potássio, fosfato e ácidos nucleicos
Ácido úrico → precipita nos túbulos renais
Fosfato + cálcio → cristais de fosfato de cálcio
Potássio elevado → arritmias fatais
2Prevenção (3 pilares)
Hidratação vigorosa
SF 0,9% (2–3 L/24h)
Sem potássio na solução
Controle da hiperuricemia
Alopurinol (profilaxia)
Rasburicase (hiperuricemia grave/estabelecida)
Monitorização rigorosa de eletrólitos
Hipocalcemia: corrigir só se sintomática
Tratar hiperfosfatemia (quelantes)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa sugere iniciar hiper-hidratação com soro contendo sódio e potássio. O erro está na inclusão de potássio na solução de hidratação. Na SLT, há liberação maciça de potássio intracelular, levando a hiperpotassemia. A hidratação deve ser feita com soluções sem potássio (como soro fisiológico 0,9%) para evitar agravar a hiperpotassemia e o risco de arritmias. A conduta correta é hidratação com soro fisiológico, sem adição de potássio.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta. Em pacientes com hiperleucocitose (risco aumentado de SLT) e hiperuricemia, a rasburicase é indicada. A rasburicase é uma urato oxidase recombinante que converte o ácido úrico em alantoína, substância mais solúvel e facilmente excretada. É particularmente útil em casos de hiperuricemia grave ou estabelecida, onde o alopurinol (que apenas previne a formação de novo ácido úrico) seria insuficiente. A decisão de usar rasburicase deve considerar o risco de SLT e a gravidade da hiperuricemia.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que, na presença de hipocalcemia, deve-se corrigir rapidamente para evitar precipitação de cristais de fosfato de cálcio. O erro é duplo. Primeiro, a hipocalcemia na SLT é geralmente assintomática e a correção rápida pode precipitar fosfato de cálcio, agravando a lesão renal. A correção só é indicada se houver sintomas (como tetania ou arritmias). Segundo, a precipitação de cristais de fosfato de cálcio é causada pela hiperfosfatemia, não pela hipocalcemia. A conduta correta é tratar a hiperfosfatemia (com quelantes de fosfato, por exemplo) e corrigir a hipocalcemia apenas se sintomática.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa sugere evitar a hiper-hidratação devido ao risco de sobrecarga renal e necessidade de diálise. O erro é conceitual. A hiper-hidratação é uma das principais medidas preventivas da SLT, pois aumenta o débito urinário e dilui os solutos, reduzindo a precipitação de cristais nos túbulos renais. A sobrecarga de volume pode ser manejada com diuréticos de alça, se necessário, mas não é motivo para evitar a hidratação. A diálise é indicada em casos de insuficiência renal estabelecida ou hiperpotassemia refratária, não como consequência da hidratação adequada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o alopurinol pode ajudar a reduzir o excesso de ácido úrico em casos de hiperuricemia. Embora o alopurinol seja usado na prevenção da SLT, ele atua inibindo a xantina oxidase, prevenindo a formação de novo ácido úrico, mas não reduz o ácido úrico já existente. Em casos de hiperuricemia estabelecida, o alopurinol pode não ser suficiente, sendo necessária a rasburicase. A alternativa está incompleta e pode induzir ao erro, pois sugere que o alopurinol é a primeira escolha para reduzir o ácido úrico já elevado, o que não é correto.