Residente Médico - Especialidade: Transplante de Medula Óssea
Apresenta risco de prolongamento do intervalo QT o(a)
Ametotrexato.
Bifosfamida.
Cdasatinibe.
Dcarboplatina.
Epembrolizumabe.
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GabaritoC — dasatinibe.
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Prolongamento do intervalo QT: fármacos e risco de torsades de pointes
Gabarito: letra C. O dasatinibe, inibidor de tirosina quinase utilizado na leucemia mieloide crônica (LMC), está associado ao risco de prolongamento do intervalo QT no eletrocardiograma, podendo predispor a arritmias graves como a torsades de pointes. Essa é uma toxicidade cardíaca reconhecida da classe dos inibidores de tirosina quinase, e o dasatinibe é um dos representantes com esse potencial.
O intervalo QT representa a despolarização e repolarização ventricular no eletrocardiograma. Seu prolongamento é um fator de risco para arritmias ventriculares malignas, especialmente a torsades de pointes, que pode evoluir para fibrilação ventricular e morte súbita. Diversas classes de medicamentos podem prolongar o intervalo QT, incluindo antiarrítmicos (classe IA e III), antimicrobianos (macrolídeos, fluoroquinolonas), antipsicóticos, antidepressivos e alguns agentes antineoplásicos.
Entre os antineoplásicos, os inibidores de tirosina quinase (ITKs) usados no tratamento de leucemias e tumores estromais gastrointestinais merecem destaque. O imatinibe, o nilotinibe e o dasatinibe são exemplos dessa classe. O nilotinibe, em particular, tem um alerta explícito sobre a necessidade de evitar o uso concomitante com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT. O dasatinibe também apresenta esse risco, embora em menor grau que o nilotinibe. O imatinibe, por sua vez, tem menor potencial de prolongamento do QT.
A banca explora o conhecimento específico sobre os efeitos adversos cardíacos dos ITKs. O candidato que conhece os alertas de segurança desses medicamentos identifica o dasatinibe como a resposta correta. As demais alternativas — metotrexato, ifosfamida, carboplatina e pembrolizumabe — não são classicamente associadas ao prolongamento do intervalo QT como efeito adverso relevante.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o efeito adverso cardíaco entre os inibidores de tirosina quinase. O nilotinibe é o ITK mais conhecido por prolongar o QT, mas o dasatinibe também apresenta esse risco. O candidato que memoriza apenas o nilotinibe pode errar, pois a questão cobra o dasatinibe. Fique atento: todos os ITKs de segunda geração (dasatinibe, nilotinibe) têm potencial de prolongar o QT, embora em graus diferentes.
Antineoplásicos e risco de QT
1ITKs (risco de QT)
Dasatinibe
Nilotinibe
Imatinibe (menor risco)
2Sem associação clássica
Metotrexato
Ifosfamida
Carboplatina
Pembrolizumabe
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O metotrexato é um antimetabólito usado em oncologia, reumatologia e dermatologia. Seus principais efeitos adversos incluem mielossupressão, hepatotoxicidade, nefrotoxicidade e mucosite. Não é classicamente associado ao prolongamento do intervalo QT. O risco cardíaco do metotrexato é mais relacionado a eventos como derrame pericárdico ou aterosclerose acelerada em uso crônico, mas não ao prolongamento do QT.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A ifosfamida é um agente alquilante usado no tratamento de sarcomas, linfomas e tumores sólidos. Seus principais efeitos adversos incluem cistite hemorrágica (prevenida com mesna), nefrotoxicidade, neurotoxicidade (encefalopatia) e mielossupressão. Não há associação clássica com prolongamento do intervalo QT. A cardiotoxicidade da ifosfamida é rara e mais relacionada a arritmias em altas doses, mas não é um efeito adverso reconhecido de prolongamento do QT.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O dasatinibe é um inibidor de tirosina quinase de segunda geração, usado no tratamento da LMC e da leucemia linfoblástica aguda com cromossomo Philadelphia positivo. Entre seus efeitos adversos, destaca-se o prolongamento do intervalo QT, que pode predispor a torsades de pointes. A bula do medicamento traz essa advertência, e a monitorização eletrocardiográfica é recomendada em pacientes com fatores de risco. Essa é a alternativa correta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A carboplatina é um agente alquilante derivado da platina, usado em diversos tumores sólidos (pulmão, ovário, cabeça e pescoço). Seus principais efeitos adversos são mielossupressão (especialmente trombocitopenia), nefrotoxicidade, ototoxicidade e reações de hipersensibilidade. Não há associação clássica com prolongamento do intervalo QT. A cardiotoxicidade da carboplatina é rara e não inclui o prolongamento do QT como efeito relevante.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal anti-PD-1, usado em imunoterapia para diversos tumores (melanoma, pulmão, rim, entre outros). Seus efeitos adversos são principalmente relacionados à ativação imunológica, como pneumonite, hepatite, colite, endocrinopatias e miocardite. A miocardite é uma complicação rara, mas grave, da imunoterapia, porém não se manifesta como prolongamento do intervalo QT. O pembrolizumabe não é classicamente associado a esse efeito eletrocardiográfico.
Gabarito: letra C — o dasatinibe é o fármaco que apresenta risco de prolongamento do intervalo QT.