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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2024

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg355618
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidades com Acesso Direto
Uma paciente de 65 anos de idade, hipertensa em uso de enalapril 10 mg/dia (para hipertensão arterial), relatou sangramento genital durante três dias em pequena quantidade, sem cólicas. Ela negou qualquer outra sintomatologia. O exame ginecológico foi normal.Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que
  1. Aa causa mais provável do sangramento é atrofia endometrial.
  2. Ba causa mais provável é o uso do enalapril. Deve‑se suspender a medicação e manter a observação.
  3. Ca causa mais provável, nessa faixa etária, é o câncer do endométrio. Deve‑se investigar e fazer a ablação histeroscópica do endométrio.
  4. Ddeve‑se realizar a ultrassonografia transvaginal. Se a espessura endometrial estiver menor que 10 mm, é considerada normal.
  5. Ea histeroscopia ambulatorial será indicada, se a espessura endometrial à ultrassonografia for maior que 15 mm.
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GabaritoA — a causa mais provável do sangramento é atrofia endometrial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sangramento pós-menopausa: atrofia endometrial como causa mais provável

Gabarito: letra A. Em mulher pós-menopausa, a causa mais comum de sangramento genital é a atrofia endometrial e vulvovaginal, sendo o câncer de endométrio a principal preocupação a ser afastada, mas não a causa mais provável. A conduta inicial é investigar com ultrassonografia transvaginal e, se necessário, biópsia endometrial, conforme as diretrizes de ginecologia.

O sangramento pós-menopausa é definido como qualquer sangramento genital que ocorre após 12 meses de amenorreia em mulher sem uso de terapia hormonal. A atrofia endometrial é a causa mais frequente, responsável por cerca de 60-80% dos casos, devido à deficiência estrogênica que torna o endométrio fino e friável. O enalapril, um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA), não é causa de sangramento genital. O câncer de endométrio, embora seja a neoplasia ginecológica mais comum e deva ser sempre investigado, é responsável por apenas 5-10% dos casos de sangramento pós-menopausa.

A investigação do sangramento pós-menopausa segue um fluxo bem estabelecido. A ultrassonografia transvaginal é o primeiro exame de imagem, avaliando a espessura endometrial. Na pós-menopausa, o endométrio normal mede até 4 mm. Espessuras maiores que 4 mm indicam necessidade de avaliação histológica, geralmente por biópsia de endométrio ou histeroscopia. A histeroscopia é indicada quando há suspeita de lesão focal, como pólipos ou miomas submucosos, ou quando a biópsia cega não é diagnóstica. A ablação histeroscópica do endométrio é um tratamento para sangramento uterino anormal, não uma medida diagnóstica inicial, e não é indicada como primeira abordagem no sangramento pós-menopausa.

A distinção crucial é entre a causa mais provável (atrofia) e a causa mais temida (câncer). A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que sabe que o câncer deve ser afastado pode erroneamente escolher a alternativa que o aponta como causa mais provável. No entanto, a epidemiologia é clara: a atrofia é a causa mais comum, e o câncer é uma causa menos frequente, embora sempre deva ser investigado. O enalapril não tem relação com sangramento genital, e a conduta não é suspender a medicação, mas sim investigar a causa do sangramento.

A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem de primeira linha, e o ponto de corte para normalidade do endométrio na pós-menopausa é de até 4 mm, não 10 mm. A histeroscopia é indicada quando a espessura endometrial é maior que 4 mm ou quando há suspeita de lesão focal, não apenas quando é maior que 15 mm. Esses valores são frequentemente cobrados em provas e são fonte de pegadinhas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a causa mais provável (atrofia) pela causa mais temida (câncer), e também inverte os valores de espessura endometrial normal (4 mm) e os critérios de indicação de histeroscopia. O candidato que sabe que o câncer deve ser afastado pode cair na alternativa C, mas a epidemiologia aponta a atrofia como causa mais comum. Fique atento aos números: 4 mm é o corte para normalidade na pós-menopausa, e a histeroscopia é indicada quando há suspeita de lesão focal ou quando a biópsia não é diagnóstica, não apenas acima de 15 mm.

  1. 1Ultrassonografia transvaginal
  2. 2Endométrio ≤ 4 mm: normal
  3. 3Endométrio > 4 mm: biópsia/histeroscopia
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A atrofia endometrial é a causa mais provável de sangramento pós-menopausa, devido à deficiência estrogênica que torna o endométrio fino e friável. O exame ginecológico normal e a ausência de outros sintomas são compatíveis com essa hipótese. A conduta é investigar com ultrassonografia transvaginal e, se necessário, biópsia endometrial, mas a causa mais provável é a atrofia.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O enalapril, um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA), não é causa de sangramento genital. A conduta não é suspender a medicação, mas sim investigar a causa do sangramento. O sangramento pós-menopausa sempre deve ser investigado, independentemente do uso de medicações.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum e deve ser sempre investigado, mas não é a causa mais provável de sangramento pós-menopausa. A atrofia endometrial é a causa mais frequente. Além disso, a ablação histeroscópica do endométrio é um tratamento para sangramento uterino anormal, não uma medida diagnóstica inicial, e não é indicada como primeira abordagem no sangramento pós-menopausa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem de primeira linha, mas o ponto de corte para normalidade do endométrio na pós-menopausa é de até 4 mm, não 10 mm. Espessuras maiores que 4 mm indicam necessidade de avaliação histológica. O valor de 10 mm é frequentemente usado como ponto de corte em outras situações, mas não na pós-menopausa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A histeroscopia é indicada quando a espessura endometrial é maior que 4 mm ou quando há suspeita de lesão focal, como pólipos ou miomas submucosos, não apenas quando é maior que 15 mm. O valor de 15 mm não é um critério padrão para indicação de histeroscopia no sangramento pós-menopausa. A histeroscopia é um método diagnóstico e terapêutico, mas sua indicação segue critérios específicos, não um valor fixo de espessura endometrial.

Gabarito: letra A

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