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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — Quadrix 2024

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg355637
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidades com Acesso Direto
Uma menina de 3 anos de idade, previamente hígida, foi levada pelos pais ao pronto atendimento, pois apresentou quadro de febre baixa e exantema avermelhado maculopapular em região maxilar bilateral há 3 dias e, no dia da consulta, apresentava lesões que se disseminaram para tronco e membros, de aspecto rendilhado. Não havia alterações de mucosa.Com base nessa situação hipotética, a principal hipótese diagnóstica e o agente etiológico são, respectivamente,
  1. Aeritema infeccioso e parvovírus B19.
  2. Beritema infeccioso e herpes vírus 6.
  3. Cexantema súbito e herpes vírus 6.
  4. Dexantema súbito e parvovírus B19.
  5. Eescarlatina e estreptococo do grupo B.
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GabaritoA — eritema infeccioso e parvovírus B19.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Eritema infeccioso (quinta doença) e parvovírus B19

Gabarito: letra A. O quadro descrito — febre baixa, exantema maculopapular em região maxilar bilateral (aspecto de "face esbofeteada") que evolui para lesões rendilhadas em tronco e membros, em criança de 3 anos previamente hígida — é a apresentação clássica do eritema infeccioso, causado pelo parvovírus B19. As demais alternativas trocam o agente etiológico ou o diagnóstico, explorando a confusão entre as doenças exantemáticas da infância.

O eritema infeccioso, também conhecido como quinta doença, é uma infecção viral aguda e autolimitada, causada pelo parvovírus B19 (um vírus de DNA da família Parvoviridae). Acomete principalmente crianças em idade escolar e pré-escolar, sendo transmitido por gotículas respiratórias. A doença tem três fases clínicas bem características: (1) período prodrômico, com febre baixa e sintomas inespecíficos; (2) fase do exantema facial, que surge como um eritema intenso e bem delimitado nas bochechas, poupando a região perioral — o famoso sinal da "face esbofeteada"; e (3) fase do exantema rendilhado, em que as lesões se disseminam para tronco e membros, adquirindo um aspecto reticular ou rendilhado, que pode persistir por semanas e reaparecer com variações de temperatura. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e no exame físico, e o tratamento é de suporte, pois a doença é benigna e autolimitada.

A principal dificuldade da questão está em diferenciar o eritema infeccioso do exantema súbito (roséola infantil), outra doença exantemática comum na infância. O exantema súbito é causado pelo herpes-vírus humano tipo 6 (HHV-6) e tem um padrão clínico distinto: febre alta e súbita por 3 a 5 dias, seguida de queda da febre e aparecimento de exantema maculopapular róseo que começa no tronco e se dissemina para face e membros. A febre é o sintoma dominante, e o exantema surge justamente quando ela cede — o oposto do eritema infeccioso, em que a febre é baixa e o exantema facial é o marco inicial. A escarlatina, por sua vez, é causada pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A (não do grupo B, como afirma a alternativa E) e se caracteriza por exantema escarlatiniforme difuso, áspero, com sinal de Filatov (palidez perioral), língua em framboesa e faringite — quadro bem diferente do descrito.

A pegadinha da banca está em associar corretamente cada doença ao seu agente etiológico. O parvovírus B19 é o agente do eritema infeccioso, enquanto o herpes-vírus 6 é o agente do exantema súbito. As alternativas B, C e D fazem exatamente essa troca: B troca o agente do eritema infeccioso, C troca o diagnóstico (colocando exantema súbito com HHV-6, que seria correto para outra apresentação clínica), e D troca ambos. A alternativa E introduz a escarlatina com um agente errado (estreptococo do grupo B, quando o correto é o grupo A).

Guarde a fronteira entre as duas doenças exantemáticas mais confundidas: eritema infeccioso = febre baixa + face esbofeteada + exantema rendilhado + parvovírus B19; exantema súbito = febre alta + exantema após a defervescência + HHV-6. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa associa corretamente o diagnóstico de eritema infeccioso ao parvovírus B19. O quadro clínico descrito — febre baixa, exantema maculopapular em região maxilar bilateral (face esbofeteada) e posterior disseminação para tronco e membros com aspecto rendilhado — é patognomônico da quinta doença, causada pelo parvovírus B19. A ausência de alterações de mucosa e o curso autolimitado reforçam o diagnóstico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa acerta o diagnóstico (eritema infeccioso), mas erra o agente etiológico ao atribuí-lo ao herpes-vírus 6. O HHV-6 é o agente do exantema súbito (roséola), não do eritema infeccioso. O candidato que confunde os agentes virais das doenças exantemáticas cai nessa armadilha.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa erra o diagnóstico ao classificar o quadro como exantema súbito. Embora o herpes-vírus 6 seja o agente correto do exantema súbito, a apresentação clínica descrita — face esbofeteada e exantema rendilhado — é típica do eritema infeccioso, não da roséola. No exantema súbito, a febre é alta e o exantema surge após a queda da febre, começando no tronco.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa erra tanto o diagnóstico quanto o agente etiológico. O parvovírus B19 causa eritema infeccioso, não exantema súbito; e o exantema súbito é causado pelo HHV-6, não pelo parvovírus B19. A alternativa inverte completamente a associação entre as duas doenças e seus agentes.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa erra o diagnóstico (escarlatina) e o agente etiológico (estreptococo do grupo B). A escarlatina é causada pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A e se manifesta com exantema escarlatiniforme difuso, áspero, palidez perioral, língua em framboesa e faringite — quadro distinto do descrito no enunciado. O estreptococo do grupo B é causa de sepse neonatal e infecções em gestantes, não de escarlatina.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão clássica entre eritema infeccioso e exantema súbito, trocando os agentes etiológicos. O parvovírus B19 causa eritema infeccioso (face esbofeteada + exantema rendilhado); o HHV-6 causa exantema súbito (febre alta + exantema após defervescência). Memorize o par doença-agente e o padrão clínico de cada uma para não cair nessa troca.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar as doenças exantemáticas na prova, foque no padrão da febre e na evolução do exantema. No eritema infeccioso, a febre é baixa e o exantema facial (face esbofeteada) precede o rendilhado. No exantema súbito, a febre é alta e o exantema surge após a queda da febre. Na escarlatina, há faringite e exantema escarlatiniforme. Essa tríade resolve a maioria das questões.

Gabarito: letra A

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