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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — Quadrix 2024

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg355706
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residente Médico - Especialidades com Pré-Requisito em Área Cirúrgica Básica ou Cirurgia Geral
Em relação ao trauma cervical penetrante e suas respectivas zonas, é correto afirmar que a
  1. Azona 3, compreendida entre o ângulo da mandíbula até a base do crânio, apresenta maior probabilidade de lesão das artérias carótidas distais, das glândulas salivares e da faringite.
  2. Bzona 3, compreendida entre as clavículas e a cartilagem cricoide, apresenta maior probabilidade de lesão das artérias carótidas proximais, dos vasos subclávios, da traqueia, da laringe, do esôfago e do pulmão.
  3. Czona 1, compreendida entre o ângulo da mandíbula e o mastoide, apresenta maior probabilidade de lesão das artérias carótidas, do esôfago, da traqueia e da laringe.
  4. Dzona 1, compreendida entre as clavículas e a cartilagem cricoide, apresenta maior probabilidade de lesão das artérias carótidas distais, da veia jugular interna e da externa, da faringe, do esôfago e das glândulas salivares.
  5. Ezona 2, compreendida entre a cartilagem cricoide e o ângulo da mandíbula, apresenta maior probabilidade de lesão das artérias carótidas, das veias jugulares, da tireoide, do pulmão, do esôfago e da faringe.
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GabaritoA — zona 3, compreendida entre o ângulo da mandíbula até a base do crânio, apresenta maior probabilidade de lesão das artérias carótidas distais, das glândulas salivares e da faringite.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Trauma cervical penetrante: zonas anatômicas e estruturas acometidas

Gabarito: letra A. A zona 3 do pescoço compreende a região entre o ângulo da mandíbula e a base do crânio, sendo as estruturas mais provavelmente lesadas as artérias carótidas distais, as glândulas salivares e a faringe — exatamente o que a alternativa A descreve. As demais alternativas trocam os limites anatômicos das zonas ou as estruturas acometidas, configurando a pegadinha clássica da banca.

O trauma cervical penetrante é uma emergência cirúrgica de alta morbimortalidade, pois o pescoço concentra, em um espaço anatômico compacto, estruturas vasculares, aerodigestivas, neurológicas e ósseas. Para orientar a abordagem diagnóstica e terapêutica, o pescoço é dividido em três zonas, delimitadas por reparos anatômicos facilmente identificáveis: a zona 1 (da fúrcula esternal/clavículas até a cartilagem cricoide), a zona 2 (da cartilagem cricoide até o ângulo da mandíbula) e a zona 3 (do ângulo da mandíbula até a base do crânio). Essa divisão é fundamental porque cada zona apresenta um risco diferente de lesão de estruturas específicas e, consequentemente, uma estratégia cirúrgica distinta.

A zona 2 é a mais comumente lesada e a de mais fácil acesso cirúrgico, sendo explorada diretamente quando há indicação. Já as zonas 1 e 3 são de difícil acesso, o que frequentemente demanda abordagens endovasculares ou planejamento cirúrgico mais complexo. A zona 1 contém estruturas como os vasos subclávios, o tronco braquicefálico, a traqueia proximal, o esôfago cervical e o ápice pulmonar. A zona 3, por sua vez, abriga as porções distais das artérias carótidas, as glândulas salivares (parótida e submandibular) e a faringe, além de estruturas ósseas e neurológicas.

A banca explora justamente a confusão entre os limites das zonas e as estruturas correspondentes. O candidato que memoriza apenas os nomes das zonas, sem associá-las aos reparos anatômicos e às estruturas, tende a errar. A alternativa A é a única que correlaciona corretamente a zona 3 com seus limites (ângulo da mandíbula até a base do crânio) e com as estruturas mais provavelmente lesadas (carótidas distais, glândulas salivares e faringe).

Guarde a tríade zona-limite-estrutura: é exatamente nessa correlação que as alternativas se dividem. A seguir, analisamos cada uma.

Zona

Limites Anatômicos

Estruturas Acometidas

Zona 1

Clavículas/fúrcula esternal até cartilagem cricoide

Vasos subclávios, tronco braquicefálico, carótidas proximais, traqueia proximal, esôfago cervical, ápice pulmonar

Zona 2

Cartilagem cricoide até ângulo da mandíbula

Carótidas, veias jugulares, tireoide, laringe, faringe, esôfago

Zona 3

Ângulo da mandíbula até base do crânio

Carótidas distais, glândulas salivares (parótida e submandibular), faringe

1Zona 1 (clavículas–cricoide)
Vasos subclávios
Traqueia proximal
Esôfago cervical
Ápice pulmonar
2Zona 2 (cricoide–mandíbula)
Carótidas
Jugulares
Tireoide
Laringe, faringe, esôfago
3Zona 3 (mandíbula–base do crânio)
Carótidas distais
Glândulas salivares
Faringe
Zonas do pescoço
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Zonas do pescoço: Zona 1 (clavículas–cricoide) (Vasos subclávios, Traqueia proximal, Esôfago cervical, Ápice pulmonar); Zona 2 (cricoide–mandíbula) (Carótidas, Jugulares, Tireoide, Laringe, faringe, esôfago); Zona 3 (mandíbula–base do crânio) (Carótidas distais, Glândulas salivares, Faringe)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A descreve corretamente a zona 3, que se estende do ângulo da mandíbula até a base do crânio. Nessa região, as estruturas mais vulneráveis a lesão penetrante são as artérias carótidas distais (porção acima da bifurcação), as glândulas salivares (parótida e submandibular) e a faringe. A correlação entre o limite anatômico e as estruturas está perfeita, tornando esta a única alternativa correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B erra ao atribuir à zona 3 os limites entre as clavículas e a cartilagem cricoide. Essa delimitação corresponde à zona 1, não à zona 3. Além disso, as estruturas citadas (carótidas proximais, vasos subclávios, traqueia, laringe, esôfago e pulmão) são típicas da zona 1, não da zona 3. A banca inverteu completamente a correlação zona-limite-estrutura.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C erra ao definir a zona 1 como a região entre o ângulo da mandíbula e o mastoide. Essa delimitação não corresponde a nenhuma zona do pescoço — o ângulo da mandíbula e o mastoide são reparos da região da face e do crânio, não do pescoço. A zona 1, na verdade, vai das clavículas até a cartilagem cricoide. As estruturas citadas (carótidas, esôfago, traqueia e laringe) são parcialmente compatíveis com a zona 1, mas o limite anatômico está errado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D erra ao atribuir à zona 1 os limites entre as clavículas e a cartilagem cricoide — esse limite está correto para a zona 1. No entanto, as estruturas citadas (carótidas distais, veia jugular interna e externa, faringe, esôfago e glândulas salivares) são típicas da zona 3, não da zona 1. A banca trocou as estruturas, mantendo o limite correto, o que torna a alternativa incorreta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E erra ao definir a zona 2 como a região entre a cartilagem cricoide e o ângulo da mandíbula — esse limite está correto para a zona 2. No entanto, as estruturas citadas incluem o pulmão, que não está localizado no pescoço, mas sim no tórax. As demais estruturas (carótidas, veias jugulares, tireoide, esôfago e faringe) são compatíveis com a zona 2, mas a inclusão do pulmão torna a alternativa incorreta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter os limites das zonas e as estruturas correspondentes. Nesta questão, as alternativas B, D e E misturam limites corretos com estruturas erradas (ou vice-versa), e a alternativa C inventa um limite que não existe. Para não cair, memorize a tríade: zona 1 (clavículas–cricoide) → vasos subclávios, traqueia, esôfago, pulmão; zona 2 (cricoide–mandíbula) → carótidas, jugulares, tireoide, laringe, faringe, esôfago; zona 3 (mandíbula–base do crânio) → carótidas distais, glândulas salivares, faringe. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.

Gabarito: letra A

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