Na gravidez, a queda fisiológica da pressão arterial média ocorre no
Aprimeiro trimestre.
Bsegundo trimestre.
Cterceiro trimestre.
Dpré‑parto.
Epós‑parto.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — segundo trimestre.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Adaptações cardiovasculares na gestação: queda fisiológica da pressão arterial
Gabarito: letra B. A queda fisiológica da pressão arterial média na gravidez ocorre no segundo trimestre, quando os níveis pressóricos atingem seu ponto mais baixo, com redução de cerca de 10 a 15 mmHg, retornando aos valores habituais no terceiro trimestre. Essa é uma adaptação cardiovascular normal da gestação, mediada principalmente pela vasodilatação periférica induzida por hormônios como a progesterona e por substâncias vasodilatadoras placentárias.
Durante a gestação, o organismo materno passa por profundas adaptações para suprir as necessidades do feto em desenvolvimento. O volume sanguíneo aumenta progressivamente, o débito cardíaco se eleva e há uma vasodilatação periférica significativa. Essa vasodilatação é o principal mecanismo por trás da queda da pressão arterial, que começa a ser observada já no primeiro trimestre, mas se acentua e atinge seu nadir no segundo trimestre. É nesse período que a pressão arterial média costuma estar mais baixa, o que pode até levar a sintomas como tontura e lipotimia em algumas gestantes, especialmente ao levantar-se rapidamente.
No terceiro trimestre, a pressão arterial tende a retornar aos níveis pré-gestacionais ou próximos deles. Isso ocorre porque o aumento do volume sanguíneo e do débito cardíaco, somado a outros ajustes hemodinâmicos, compensa a vasodilatação inicial. Além disso, a posição supina nesse período pode comprimir a veia cava inferior, reduzindo o retorno venoso e podendo causar hipotensão — mas isso é um fenômeno posicional, não a queda fisiológica típica. No pré-parto e no pós-parto, a pressão arterial já se encontra em níveis mais elevados ou em processo de normalização, não sendo esses os períodos da queda fisiológica.
A compreensão desse padrão é essencial na prática obstétrica, pois a hipertensão arterial na gestação é um dos principais fatores de risco para complicações materno-fetais. Saber que a pressão arterial cai fisiologicamente no segundo trimestre ajuda a interpretar corretamente as medidas e a não confundir uma queda normal com um sinal de alarme. Por outro lado, a elevação da pressão após a 20ª semana deve sempre levantar a suspeita de pré-eclâmpsia, uma das principais causas de morbimortalidade materna.
A banca explora exatamente o conhecimento do momento em que ocorre essa adaptação fisiológica. O candidato que sabe que a queda é no segundo trimestre acerta; quem confunde com o terceiro trimestre ou com o pós-parto erra. Guarde bem essa linha do tempo: primeiro trimestre — início da queda; segundo trimestre — nadir (ponto mais baixo); terceiro trimestre — retorno aos níveis habituais. É esse o critério que separa as alternativas.
1º trimestreInício da queda
2º trimestreNadir (queda máxima)
3º trimestreRetorno aos níveis habituais
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
No primeiro trimestre, a pressão arterial já começa a cair, mas ainda não atingiu o ponto mais baixo. A queda se acentua progressivamente e o nadir ocorre no segundo trimestre. Portanto, afirmar que a queda fisiológica ocorre no primeiro trimestre é impreciso — ela se inicia aí, mas não é nesse período que atinge seu valor mínimo.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
É no segundo trimestre que a pressão arterial média atinge seu valor mais baixo, com redução de cerca de 10 a 15 mmHg. Essa é a queda fisiológica clássica da gestação, consequência da vasodilatação periférica e da redução da resistência vascular sistêmica. O enunciado pede exatamente o período em que essa queda ocorre, e a resposta correta é o segundo trimestre.
Alternativa C — ❌ Incorreta
No terceiro trimestre, a pressão arterial retorna aos níveis habituais ou próximos dos pré-gestacionais. A queda fisiológica já passou; o que pode ocorrer nesse período é hipotensão por compressão da veia cava na posição supina, mas isso é um fenômeno posicional e não a queda fisiológica da pressão arterial média. Portanto, a alternativa está incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
No pré-parto, a pressão arterial já se encontra em níveis mais elevados ou em processo de normalização, não havendo queda fisiológica nesse momento. O pré-parto é um período de trabalho de parto, com estresse e liberação de catecolaminas, que tendem a elevar a pressão arterial. A queda fisiológica já ocorreu no segundo trimestre.
Alternativa E — ❌ Incorreta
No pós-parto, a pressão arterial tende a se normalizar gradualmente, podendo até haver elevação em algumas mulheres. Não há queda fisiológica da pressão arterial média nesse período. A queda fisiológica é um fenômeno exclusivo da gestação, mais especificamente do segundo trimestre.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato oferecendo o terceiro trimestre como alternativa, pois é um período de muitas mudanças e atenção na gestação. Mas a queda fisiológica da pressão arterial ocorre no segundo trimestre, não no terceiro. Lembre-se: no terceiro trimestre a pressão já retornou aos níveis habituais. Com esse raciocínio, você elimina a pegadinha com tranquilidade.