Em relação ao teratoma maduro de ovário, é correto afirmar que
Aé um tumor germinativo e a neoplasia mais frequente em crianças e adolescentes.
Ba bilateralidade é de 90% e sempre deve‑se inspecionar o ovário contra lateral.
Cdeve‑se fazer a ooforectomia, devido ao elevado índice de recidiva.
Dsua torção nunca ocorre, embora se desconheça a razão.
Edeve‑se solicitar um pet scan, quando se encontra dente ou fragmento ósseo no seu interior.
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GabaritoA — é um tumor germinativo e a neoplasia mais frequente em crianças e adolescentes.
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Teratoma maduro de ovário
Gabarito: letra A. O teratoma maduro (cisto dermoide) é um tumor de células germinativas e, de fato, é a neoplasia ovariana mais frequente em crianças e adolescentes. As demais alternativas trazem erros conceituais: a bilateralidade é de cerca de 10–15% (não 90%), o tratamento padrão é a cistectomia (preservação ovariana), a torção é uma complicação possível e não há indicação de PET scan para avaliação de conteúdo maduro.
O teratoma maduro é um tumor benigno que deriva de células germinativas totipotentes, ou seja, células que têm o potencial de se diferenciar em tecidos dos três folhetos embrionários (ectoderma, mesoderma e endoderma). Por isso, é comum encontrar no seu interior estruturas como pele, pelos, glândulas sebáceas, dentes, osso e tecido neural. O termo "maduro" indica que esses tecidos são bem diferenciados, sem atipias, o que confere comportamento benigno. É a neoplasia ovariana mais comum na infância e adolescência, embora possa ocorrer em qualquer idade, especialmente na vida reprodutiva.
O diagnóstico geralmente é feito por ultrassonografia, que mostra uma massa cística com componente sólido e áreas ecogênicas (que correspondem a gordura, pelos ou calcificações). A conduta cirúrgica padrão é a cistectomia, ou seja, a retirada apenas do cisto, preservando o ovário e a função reprodutiva da paciente. Isso é possível porque o tumor é benigno e a recidiva é baixa. A ooforectomia (retirada do ovário inteiro) fica reservada para casos específicos, como tumores muito volumosos que comprometem todo o ovário ou em mulheres na pós-menopausa.
A torção anexial é uma complicação aguda que pode ocorrer em qualquer tumor ovariano, incluindo o teratoma maduro, especialmente em crianças e adolescentes, devido ao tamanho e à mobilidade do cisto. O quadro clínico é de dor abdominal súbita e intensa, podendo haver náuseas e vômitos. O tratamento é cirúrgico de urgência, com destorção e cistectomia, se o ovário estiver viável.
A bilateralidade do teratoma maduro ocorre em cerca de 10–15% dos casos, e não em 90%. Por isso, a inspeção do ovário contralateral é recomendada, mas não pela frequência de bilateralidade, e sim pela possibilidade de o tumor ser bilateral. A alternativa B erra ao superestimar essa frequência.
Quanto ao PET scan, ele não tem indicação no teratoma maduro. O PET scan é um exame de medicina nuclear que avalia atividade metabólica, sendo útil em neoplasias malignas para estadiamento e detecção de metástases. No teratoma maduro, o achado de dente ou fragmento ósseo é característico e benigno, e o diagnóstico é feito por imagem (ultrassom ou tomografia), sem necessidade de PET scan.
A pegadinha da banca está em explorar o conhecimento sobre a frequência do tumor em crianças e adolescentes, que é um dado epidemiológico clássico, e em oferecer distratores com números e condutas incorretas. O candidato que sabe que o teratoma maduro é o tumor ovariano mais comum em jovens acerta a questão.
O teratoma maduro é um tumor de células germinativas, e é a neoplasia ovariana mais frequente em crianças e adolescentes. Esse é um dado epidemiológico clássico: enquanto os tumores epiteliais predominam em mulheres adultas e idosas, os tumores germinativos (como o teratoma maduro, o disgerminoma e o tumor do seio endodérmico) são mais comuns em pacientes jovens. A alternativa está correta ao afirmar esses dois pontos: a origem germinativa e a maior frequência na faixa etária pediátrica e adolescente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A bilateralidade do teratoma maduro é de aproximadamente 10–15%, e não 90%. O valor de 90% é um exagero que não corresponde à realidade. Embora a inspeção do ovário contralateral seja recomendada durante a cirurgia, isso se deve à possibilidade de bilateralidade, que é real, mas em frequência muito menor. A alternativa erra ao superestimar a taxa de bilateralidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A conduta padrão para o teratoma maduro é a cistectomia (retirada apenas do cisto, preservando o ovário), e não a ooforectomia. O tumor é benigno, com baixo índice de recidiva, e a preservação da função ovariana é prioridade, especialmente em pacientes jovens. A ooforectomia fica reservada para casos específicos, como tumores muito volumosos ou em mulheres na pós-menopausa. A alternativa erra ao indicar a ooforectomia como regra.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A torção anexial é uma complicação possível do teratoma maduro, e não "nunca ocorre". Na verdade, o teratoma maduro é um dos tumores ovarianos que mais frequentemente se torce, devido ao seu tamanho e à sua mobilidade. A torção é uma emergência cirúrgica, e o tratamento é a destorção com cistectomia, se o ovário estiver viável. A alternativa erra ao afirmar que a torção nunca ocorre.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O PET scan não tem indicação no teratoma maduro, mesmo quando há dente ou fragmento ósseo no seu interior. Esses achados são característicos do tumor e benignos, e o diagnóstico é feito por imagem (ultrassom ou tomografia). O PET scan é um exame de medicina nuclear que avalia atividade metabólica, sendo útil em neoplasias malignas para estadiamento e detecção de metástases, o que não se aplica ao teratoma maduro. A alternativa erra ao sugerir a solicitação do exame.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a frequência do teratoma maduro em crianças e adolescentes (que é alta) e a frequência de bilateralidade (que é baixa, cerca de 10–15%). O candidato que sabe que o tumor é comum em jovens acerta a alternativa A, mas pode se confundir com a alternativa B, que superestima a bilateralidade. Lembre-se: o teratoma maduro é o tumor ovariano mais comum em crianças e adolescentes, mas a bilateralidade é de apenas 10–15%.