Questão de Português — Morfologia - Pronomes — Quadrix 2024
- Código
- qg355878
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CAU-AC
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio

- CCerto
- EErrado

GabaritoC — Certo
Gabarito: Certo (C). A substituição de “‑la” por “ela” em “reforçar ela” prejudica a correção gramatical, porque o pronome “‑la” exerce função de objeto direto (complemento verbal sem preposição), função que, na norma culta, deve ser desempenhada por pronome oblíquo átono (“a”, “o”, “as”, “os”), e não pelo pronome reto “ela”. O texto-base, ao empregar “‑la” após o verbo “reforçar”, evidencia essa função sintática, e a troca por “ela” quebra a regência e a norma padrão.
O enunciado pede que se julgue se a substituição de “‑la” por “ela” prejudicaria a correção gramatical do texto. Isso é uma questão de reescritura com foco em correção gramatical — não se trata de interpretação de sentido, mas de aplicação da norma culta sobre o uso dos pronomes pessoais. A tarefa é verificar se a troca mantém a estrutura sintática e a adequação à norma.
No trecho original, o pronome “‑la” aparece enclítico ao verbo “reforçar” (forma “reforçá‑la”), indicando que exerce a função de objeto direto — ou seja, complemento verbal sem preposição. Na norma culta, o objeto direto é representado por pronomes oblíquos átonos: o, a, os, as (e suas variantes “‑lo”, “‑la”, “‑no”, “‑na” após verbos terminados em R, S ou Z). O pronome reto “ela” é reservado para a função de sujeito (ou predicativo), não para complemento verbal.
“reforçar ela” — a forma correta seria “reforçá‑la” (ou “reforçar a ela”, se houvesse preposição, o que não é o caso).
A substituição por “ela” gera uma construção agramatical na norma padrão, pois coloca um pronome reto onde se exige um oblíquo átono. Isso é um erro clássico de regência e colocação pronominal.
A norma culta estabelece:
Pronomes retos (eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas) exercem função de sujeito.
Pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) exercem função de complemento verbal (objeto direto ou indireto).
No caso, “‑la” é a forma do pronome oblíquo átono “a” usada após verbo terminado em R (reforçar → reforçá‑la). Substituí‑lo por “ela” (reto) é violar essa regra, pois “ela” não pode ser objeto direto. Portanto, a afirmação do item está correta: a substituição prejudicaria a correção gramatical.
A afirmação é verdadeira. A substituição de “‑la” por “ela” em “reforçar ela” prejudica a correção gramatical, pois o pronome reto “ela” não pode exercer a função de objeto direto. A forma correta é “reforçá‑la”, mantendo o pronome oblíquo átono. O texto-base, ao usar “‑la”, já indica a função sintática de complemento direto, e a troca quebra essa estrutura.
A afirmação é falsa. Se a substituição não prejudicasse a correção, o item estaria errado. Mas, como demonstrado, a troca por “ela” é agramatical na norma culta. Portanto, a alternativa E está incorreta.
A questão testa um ponto fundamental da morfossintaxe: a distinção entre pronomes retos e oblíquos e suas funções sintáticas. A banca explora a tentação de substituir “‑la” por “ela” por serem formas da mesma pessoa, mas a norma exige o oblíquo átono para objeto direto. Gabarito: letra C (Certo).
Sempre que a questão pedir para julgar uma substituição de pronome, verifique a função sintática do pronome no texto original. Se for objeto direto, use oblíquo átono (o, a, os, as); se for sujeito, use reto (ele, ela).
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