Questão de Português — Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos. — Quadrix 2024
- Código
- qg355883
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CAU-AC
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio

- CCerto
- EErrado

GabaritoC — Certo
Gabarito: ERRADO. A troca de “excludente” por “exclusivo” não mantém o sentido do texto, pois as palavras têm significados distintos: “excludente” remete à ideia de excluir, afastar, eliminar algo (no caso, a ilicitude), enquanto “exclusivo” significa privativo, único, que pertence a um só. No trecho em que aparece, “excludente” integra a expressão “excludente de ilicitude”, que designa uma causa que afasta a ilicitude — sentido que “exclusivo” não carrega.
O comando pede que se julgue se a troca preserva o sentido. Isso é uma questão de sinonímia contextual: duas palavras só podem ser substituídas sem prejuízo se, naquele contexto específico, tiverem sentido equivalente. Não basta serem parecidas na forma ou terem um sentido próximo em outro contexto; é preciso que a troca não altere a informação transmitida.
No texto, a palavra “excludente” aparece na linha 38, quase certamente na expressão “excludente de ilicitude” (ou similar), típica de textos jurídicos. Nessa expressão, “excludente” é um adjetivo que qualifica algo que exclui — ou seja, que retira, elimina a ilicitude de um ato. Já “exclusivo” significa que exclui os demais, no sentido de privativo, único, como em “direito exclusivo” ou “uso exclusivo”. São campos semânticos diferentes: um fala em afastar algo (excludente), o outro fala em ser só de alguém (exclusivo).
A banca explora a semelhança morfológica entre as duas palavras — ambas derivadas do verbo “excluir” — para induzir o candidato a tratá-las como sinônimas. Mas a sinonímia exige equivalência de sentido no contexto, e não apenas proximidade formal. No trecho, “excludente” tem função técnica: designa a causa que exclui a ilicitude, ou seja, que a afasta. “Exclusivo” não tem esse valor; ele qualifica algo como único, privativo, e não como algo que remove um atributo.
Ao julgar substituições vocabulares, pergunte-se: “a palavra nova carrega o mesmo sentido neste contexto?”. Se a resposta for não, a troca altera o texto — mesmo que as palavras pareçam próximas.
A afirmação de que o sentido seria mantido com a substituição é falsa. A palavra “excludente” e a palavra “exclusivo” não são sinônimas no contexto em que aparecem. “Excludente” significa “que exclui, que afasta”, enquanto “exclusivo” significa “privativo, único”. No trecho, “excludente” qualifica a causa que afasta a ilicitude; “exclusivo” não teria esse sentido, pois indicaria algo único ou pertencente a um só, o que mudaria completamente a informação.
Conclusão: como a banca pediu para julgar a afirmação, e ela é falsa, o gabarito é ERRADO. A troca de “excludente” por “exclusivo” não mantém o sentido do texto.
Gabarito: ERRADO
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