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Questão de Português — Morfologia - Pronomes — Quadrix 2024

PortuguêsMorfologia - Pronomes
Código
qg355921
Banca
Quadrix
Órgão
CAU-PE
Ano
2024
Nível
Médio
Imagem da questão


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Em “Em uma segunda etapa, os técnicos estiveram na cidade de São Paulo para ouvir o próprio Padre Júlio e sua equipe, que monitora denúncias de aporofobia” (linhas 28 e 29), o número da forma verbal “monitora” demonstra que o pronome relativo
  1. Aretoma “o próprio Padre Júlio e sua equipe”.
  2. Bretoma apenas “o próprio Padre Júlio”.
  3. Cfunciona como um pronome catafórico.
  4. Dnão estabelece uma relação de subordinação.
  5. Eretoma apenas “sua equipe”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — retoma apenas “sua equipe”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pronome relativo “que” e concordância verbal: o antecedente é “sua equipe”

Gabarito: letra E. O pronome relativo “que” retoma apenas “sua equipe”, e é por isso que o verbo “monitora” está no singular — a concordância verbal se faz com o núcleo do antecedente, que é “equipe”. Como se lê no trecho: “o próprio Padre Júlio e sua equipe, que monitora denúncias de aporofobia”. O verbo no singular prova que o relativo não se refere ao conjunto “Padre Júlio e sua equipe” (o que exigiria “monitoram”), mas somente ao núcleo singular “equipe”.

O comando: o que a banca pede

A questão é de morfossintaxe aplicada ao texto: o enunciado pergunta o que o número da forma verbal “monitora” (singular) demonstra sobre o pronome relativo “que”. Ou seja, a banca quer que você use a concordância verbal como pista para identificar o antecedente do pronome relativo. Não se trata de decorar regra isolada, mas de observar o efeito da flexão verbal no texto.

O texto: onde mora a resposta

No trecho, temos a estrutura:

“os técnicos estiveram na cidade de São Paulo para ouvir o próprio Padre Júlio e sua equipe, que monitora denúncias de aporofobia”

O pronome relativo “que” inicia uma oração subordinada adjetiva restritiva e retoma um termo anterior (função anafórica). A dúvida é: qual é o antecedente? Há dois candidatos: “o próprio Padre Júlio e sua equipe” (conjunto) ou apenas “sua equipe”. A resposta está na concordância: o verbo “monitora” está no singular, logo o antecedente só pode ser um núcleo singular — “equipe”. Se o antecedente fosse o conjunto, o verbo estaria no plural (“monitoram”).

A técnica: concordância verbal como pista do antecedente

O pronome relativo “que” é invariável — não tem flexão de gênero nem número. Por isso, para descobrir a que termo ele se refere, usamos a concordância do verbo da oração subordinada adjetiva: o verbo concorda com o núcleo do antecedente. Veja o raciocínio:

  • Se o antecedente fosse “o próprio Padre Júlio e sua equipe” (dois núcleos), o verbo seria “monitoram” (3ª pessoa do plural).

  • Como o verbo é “monitora” (3ª pessoa do singular), o antecedente é um único núcleo singular: “equipe”.

Essa é a pegadinha clássica da banca: oferecer um termo composto (“Padre Júlio e sua equipe”) para tentar induzir o candidato a achar que o relativo retoma o conjunto. Mas a flexão verbal desfaz a ambiguidade.

Pronome relativo "que"
  • 1Função
    • Anafórico (retoma termo anterior)
    • Introduz oração subordinada adjetiva
  • 2Antecedente
    • Descoberto pela concordância verbal
      • Verbo no singular → núcleo singular
      • Verbo no plural → núcleo plural
  • 3No trecho
    • "que monitora" (singular)
    • Antecedente: "sua equipe"
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que “que” retoma “o próprio Padre Júlio e sua equipe”. Se assim fosse, o verbo estaria no plural (“monitoram”), pois haveria dois núcleos. O texto traz “que monitora” (singular), o que contradiz essa leitura. O relativo não retoma o conjunto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que “que” retoma apenas “o próprio Padre Júlio”. Isso é impossível: o pronome relativo vem imediatamente após “sua equipe”, e a oração adjetiva “que monitora denúncias” se refere ao termo mais próximo. Além disso, “Padre Júlio” é um nome próprio masculino singular, mas o verbo “monitora” concorda com “equipe” (feminino singular). A leitura é incompatível com a posição e com a concordância.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: troca de conceito. A alternativa afirma que “que” funciona como pronome catafórico. Isso é falso: o pronome relativo “que” retoma um termo já mencionado (função anafórica), não anuncia algo que virá. A função catafórica é típica de pronomes demonstrativos (“isto”, “isso”) quando apontam para o que será dito. O relativo “que” é, por natureza, anafórico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que “que” não estabelece relação de subordinação. Isso é falso: o pronome relativo “que” introduz uma oração subordinada adjetiva (“que monitora denúncias de aporofobia”), que depende sintaticamente da oração principal. A subordinação é uma característica essencial dos pronomes relativos.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. O pronome relativo “que” retoma apenas “sua equipe”. A prova está na concordância: o verbo “monitora” está no singular, concordando com o núcleo singular “equipe”. Se o antecedente fosse o conjunto “Padre Júlio e sua equipe”, o verbo estaria no plural (“monitoram”). A oração adjetiva “que monitora denúncias de aporofobia” qualifica, portanto, somente a equipe.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de pronome relativo, desconfie de termos compostos antes do “que”. Use a concordância verbal como bússola: o verbo da oração adjetiva concorda com o núcleo do antecedente. Se o verbo está no singular, o antecedente é singular; se está no plural, o antecedente é plural.

Gabarito: letra E.

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