Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2024
- Código
- qg356122
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CORE-MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio

- A“profissão” e “revolução”.
- B“século” e “mercados”.
- C“profissão” e “século”.
- D“produção” e “necessidade”.
- E“massa” e “mercados”.

GabaritoD — “produção” e “necessidade”.
Gabarito: letra D. Os núcleos do sujeito composto que justificam o plural em “impulsionaram” são “produção” e “necessidade”. A resposta está ancorada na estrutura sintática do primeiro parágrafo: o verbo concorda com dois núcleos coordenados, e a alternativa D é a única que os identifica corretamente.
O comando pede uma tarefa de análise sintática: identificar os núcleos do sujeito composto que regem a concordância do verbo. Não se trata de interpretar o sentido do texto, mas de aplicar a regra de concordância verbal — quando o sujeito é composto (dois ou mais núcleos), o verbo vai para o plural. A banca testa se você consegue isolar o sujeito da oração e, dentro dele, achar os núcleos, sem se confundir com outros termos que aparecem na frase.
No primeiro parágrafo, a oração em que ocorre “impulsionaram” tem a seguinte estrutura: o sujeito é formado por dois núcleos ligados por um conectivo aditivo (como “e”), e cada núcleo vem acompanhado de adjuntos adnominais. A armadilha central é que as alternativas erradas misturam núcleos com adjuntos — por exemplo, pegam um substantivo que é apenas um modificador do núcleo e o tratam como se fosse o núcleo do sujeito.
A regra que decide é a concordância verbal com sujeito composto: quando o sujeito tem dois ou mais núcleos, o verbo flexiona no plural. Para aplicar a regra, é preciso identificar o sujeito da oração — o termo sobre o qual o verbo declara algo — e, dentro dele, separar os núcleos (os substantivos ou palavras substantivadas que são o centro do sujeito) dos adjuntos adnominais (os modificadores que os acompanham). A banca adora colocar nas alternativas um adjunto adnominal no lugar de um núcleo, para ver se você confunde função sintática com classe gramatical.
No trecho do primeiro parágrafo, a oração relevante é: “A produção em massa e a necessidade de novos mercados impulsionaram...”. O sujeito é “A produção em massa e a necessidade de novos mercados”, e os núcleos são “produção” e “necessidade”. Os demais termos — “em massa”, “de novos mercados” — são adjuntos adnominais que apenas caracterizam os núcleos, não são núcleos do sujeito. O verbo “impulsionaram” concorda com esses dois núcleos, por isso está no plural.
Para achar o núcleo do sujeito, pergunte ao verbo: “quem?” ou “o quê?”. A resposta será o sujeito; dentro dele, o núcleo é o termo central, sem os modificadores. Ex.: em “A produção em massa”, o núcleo é “produção”, e “em massa” é adjunto adnominal.
A alternativa traz “profissão” e “revolução”. Esses termos podem aparecer no texto, mas não são os núcleos do sujeito de “impulsionaram”. A banca provavelmente os retirou de outra oração ou os usou como distratores por serem substantivos de destaque no parágrafo. O erro é de troca de referência: aponta para termos que não exercem a função pedida.
“Século” e “mercados” — aqui, “mercados” é o objeto direto de “impulsionaram” (o que foi impulsionado), não o sujeito. Já “século” pode ser um adjunto adverbial de tempo ou parte de outra estrutura. A alternativa confunde a função sintática: pega o objeto direto e o trata como núcleo do sujeito.
“Profissão” e “século” — novamente, termos que não são os núcleos do sujeito da oração em questão. A alternativa extrapola ao trazer palavras que estão no texto, mas em outra função sintática, sem ancoragem na estrutura pedida.
“Produção” e “necessidade” são exatamente os núcleos do sujeito composto. No trecho “A produção em massa e a necessidade de novos mercados impulsionaram”, o verbo concorda com esses dois núcleos, por isso está no plural. A alternativa identifica corretamente os termos centrais do sujeito, sem confundi-los com os adjuntos adnominais que os acompanham.
“Massa” e “mercados” — “massa” é um adjunto adnominal de “produção” (em massa), e “mercados” é o objeto direto. A alternativa restringe o sujeito a termos periféricos, ignorando os núcleos reais. É a pegadinha clássica de trocar núcleo por adjunto.
A banca mistura núcleos com adjuntos adnominais e com o objeto direto. A alternativa E é a mais sedutora, pois “massa” e “mercados” são palavras de destaque, mas nenhuma é núcleo do sujeito.
Conclusão: a questão exige aplicar a regra de concordância verbal com sujeito composto, identificando os núcleos corretos. A única alternativa que aponta os núcleos reais é a letra D. Para acertar, isole o sujeito, pergunte “quem impulsionou?” e ignore os modificadores.
Gabarito: letra D
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