Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2024
- Código
- qg356223
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- COREN-PR
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A substituição de “se carece” por “falta”, com a omissão da preposição “de”, não manteria a correção gramatical e a coerência do texto, pois alteraria a estrutura sintática e o sentido da oração. A forma “se carece” é um verbo pronominal que exige a preposição “de” para introduzir o complemento, enquanto “falta” é um verbo transitivo indireto que também exige a preposição “de”, mas a omissão proposta quebraria a regência e a lógica do período.
O comando pede que se julgue se a reescrita proposta preserva a correção gramatical e a coerência. Isso exige analisar a regência verbal e o efeito de sentido da substituição no contexto específico da linha 17. A questão não é sobre o significado isolado das palavras, mas sobre como elas se comportam na estrutura da frase e se a mudança mantém a progressão lógica do texto.
No trecho original, “se carece” é um verbo que, na norma culta, rege a preposição “de” (carecer de algo). A forma pronominal “se carece” indica uma construção impessoal ou passiva, e a preposição é essencial para ligar o verbo ao seu complemento. Ao substituir por “falta”, que também exige a preposição “de” (falta de algo), a omissão da preposição tornaria a frase gramaticalmente incorreta, pois o complemento ficaria sem o devido conectivo. Além disso, a mudança de “se carece” para “falta” altera a voz e o foco da oração, o que pode comprometer a coerência ao deslocar a ênfase do sujeito ou da ação.
A técnica para resolver é verificar a regência de cada verbo e testar a reescrita na frase completa. Se a omissão da preposição quebra a estrutura exigida pelo verbo, a correção gramatical é perdida. A coerência, por sua vez, depende de a nova estrutura manter a mesma relação lógica entre os termos, o que não ocorre se a regência for violada.
A assertiva está errada porque a substituição proposta não preserva a correção gramatical. O verbo “carecer” (na forma “se carece”) exige a preposição “de” para introduzir o complemento, assim como o verbo “faltar” também exige “de” (faltar de algo). Ao omitir a preposição, a frase fica com um complemento órfão, violando a regência verbal e tornando a construção agramatical. Além disso, a mudança de “se carece” para “falta” altera a estrutura sintática (de uma construção pronominal para uma verbal simples), o que pode afetar a coerência ao mudar o foco da informação. Portanto, a reescrita não mantém nem a correção nem a coerência do texto original.
A banca testa se o candidato reconhece a regência verbal de “carecer” e “faltar”. A omissão da preposição “de” é a armadilha central, pois quebra a estrutura exigida pelo verbo, mesmo que as palavras pareçam sinônimas.
Ao julgar reescritas, sempre verifique a regência do verbo e teste a frase completa. Se a omissão de uma preposição quebra a ligação entre verbo e complemento, a correção gramatical é perdida.
Gabarito: letra E (Errado).
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