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Questão de Português — Concordância verbal, Concordância nominal — Quadrix 2024

PortuguêsConcordância verbal, Concordância nominal
Código
qg356328
Banca
Quadrix
Órgão
CREF - 9ª Região (PR)
Ano
2024
Nível
Superior

O futuro das vilas olímpicas: legado ou elefante branco?

Imagem da questão

Internet:<www.brasildefato.com.br> (com adaptações).

Na expressão que introduz o texto, “Há cem anos”, a forma verbal “há”
  1. Aé pessoal e, portanto, só não está no plural por não ter um sujeito composto ou plural com o qual deva concordar.
  2. Bé impessoal e, por isso, acertadamente, não foi flexionada no plural para concordar com o numeral.
  3. Cé uma forma verbal pessoal e deve ser flexionada para concordar com o substantivo “anos” no plural.
  4. Drefere‑se ao presente, sendo flexionada de acordo com o sujeito implícito na oração.
  5. Econcorda com o sujeito “cem anos” e, por isso, deveria estar no plural como “hão”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — é impessoal e, por isso, acertadamente, não foi flexionada no plural para concordar com o numeral.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A impessoalidade do verbo "haver" em "Há cem anos"

Gabarito: letra B. Na expressão "Há cem anos", o verbo "haver" é impessoal — indica tempo decorrido — e, por isso, permanece corretamente na 3ª pessoa do singular, sem concordar com o numeral "cem". A regra é clássica: o verbo "haver" com sentido de tempo decorrido (ou de existir) não possui sujeito, logo não se flexiona em número. A alternativa B é a única que reconhece essa impessoalidade e a consequente ausência de flexão.

O comando da questão

O enunciado pergunta o que é a forma verbal "há" na expressão que abre o texto: "Há cem anos". Não se trata de interpretação de texto, mas de gramática aplicada ao contexto — especificamente, de concordância verbal com verbos impessoais. A banca quer que você identifique a natureza do verbo (pessoal ou impessoal) e a razão de ele não estar no plural. É uma questão de conceito e de aplicação da regra.

A regra que decide

O verbo haver é impessoal em dois casos principais:

  1. Com sentido de existir/ocorrer: "Há muitas pessoas na sala." (equivale a "existem")

  2. Indicando tempo decorrido: "Há dois anos não o vejo." (equivale a "faz dois anos")

Nesses usos, a oração é sem sujeito — o termo que acompanha o verbo ("cem anos", "muitas pessoas") exerce função de objeto direto, não de sujeito. Por isso, o verbo fica sempre na 3ª pessoa do singular, independentemente do número do termo seguinte. É o que ocorre em "Há cem anos": o verbo indica tempo decorrido, não há sujeito, e "cem anos" é objeto direto.

PEGA ESSA DICA!

Para testar se o "há" é impessoal, substitua por "faz" (tempo decorrido) ou "existe/existem" (existência). Se a substituição funcionar, o verbo é impessoal e fica no singular. Em "Há cem anos", "Faz cem anos" confirma a impessoalidade.

Análise das alternativas

1Sentido de existir/ocorrer
"Há muitas pessoas"
Equivale a "existem"
2Tempo decorrido
"Há cem anos"
Equivale a "faz"
3Oração sem sujeito
Termo seguinte = objeto direto
Não flexiona no plural
Verbo "haver" impessoal
LEVELsoulevel.com.br
Verbo "haver" impessoal: Sentido de existir/ocorrer ("Há muitas pessoas", Equivale a "existem"); Tempo decorrido ("Há cem anos", Equivale a "faz"); Oração sem sujeito (Termo seguinte = objeto direto, Não flexiona no plural)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o verbo é pessoal e que só não está no plural por não ter sujeito composto ou plural. Isso é contraditório: se o verbo é pessoal, ele tem sujeito e deve concordar com ele. Na verdade, "há" é impessoal — não há sujeito algum, e "cem anos" é objeto direto. A alternativa contradiz o texto ao classificar o verbo como pessoal, quando a regra o classifica como impessoal.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B está correta ao afirmar que o verbo é impessoal e que, por isso, não foi flexionado no plural para concordar com o numeral. Em "Há cem anos", o verbo "haver" indica tempo decorrido — equivale a "faz cem anos" — e, nesse sentido, é impessoal, ou seja, não possui sujeito. A oração é sem sujeito, e "cem anos" exerce função de objeto direto. Por essa razão, o verbo permanece na 3ª pessoa do singular, sem concordar com o numeral. A alternativa reconhece exatamente essa impessoalidade e a consequente ausência de flexão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que o verbo é pessoal e que deve ser flexionado para concordar com o substantivo "anos". Isso é incorreto: o verbo "haver" com sentido de tempo decorrido é impessoal e não se flexiona. A alternativa contradiz o texto ao classificar o verbo como pessoal e ao defender uma flexão que a norma não admite. Se fosse flexionado, "hão cem anos" seria um erro grave de concordância.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D afirma que o verbo "há" refere-se ao presente e é flexionado de acordo com o sujeito implícito. Isso é incorreto por dois motivos: (1) o verbo "haver" com sentido de tempo decorrido é impessoal, não possui sujeito — não há sujeito implícito; (2) a forma "há" refere-se a um tempo passado (cem anos atrás), não ao presente. A alternativa extrapola ao inventar um sujeito implícito e contradiz o sentido temporal da expressão.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E afirma que o verbo "há" concorda com o sujeito "cem anos" e que deveria estar no plural como "hão". Isso é duplamente incorreto: (1) "cem anos" não é sujeito — é objeto direto do verbo impessoal; (2) a forma "hão" não existe no português padrão para o verbo "haver" impessoal. A alternativa contradiz o texto ao tratar "cem anos" como sujeito e ao defender uma flexão inexistente. A forma correta é sempre "há", no singular.

Conclusão

A questão testa o reconhecimento da impessoalidade do verbo "haver" com sentido de tempo decorrido. A alternativa B é a única que identifica corretamente a natureza do verbo e a razão de ele permanecer no singular. As demais alternativas extrapolam ou contradizem a regra, tratando o verbo como pessoal ou inventando um sujeito inexistente.

Gabarito: letra B

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