Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2024
- Código
- qg356504
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRM-RR
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). O item está errado porque o texto, embora trate da Internet das Coisas, não defende seu uso e ampliação — ele apenas a apresenta de forma expositiva, sem tomar partido. A tipologia predominante é dissertativo-expositiva (informativa), não a dissertativo-argumentativa, que seria exigida para haver defesa de uma tese. A passagem que sustenta essa leitura é a que apresenta o tema de forma neutra, sem verbos de opinião ou juízos de valor.
O enunciado pede que se julgue uma asserção dupla: (1) que o texto defende o uso e a ampliação da Internet das Coisas e (2) que, por isso, ele é essencialmente dissertativo. Para resolver, é preciso separar as duas partes e testar cada uma contra o texto. A primeira parte é uma afirmação sobre a intenção do autor (defender = tomar partido, persuadir); a segunda é uma classificação de tipologia textual. Se qualquer uma das duas falhar, o item inteiro é errado.
O texto tem como tema a Internet das Coisas (IoT). A questão central é: o autor defende algo ou apenas expõe? A resposta está na ausência de marcas de argumentação. Um texto dissertativo-argumentativo apresenta tese (posicionamento claro), argumentos (estratégias para convencer) e conclusão persuasiva. Já o dissertativo-expositivo apenas informa, explica ou interpreta um assunto, com linguagem impessoal e neutra, sem juízos de valor.
No texto-base, o autor apresenta o conceito e as aplicações da IoT de forma descritiva e informativa, sem expressar opinião favorável ou contrária. Não há verbos como "defendo", "é necessário ampliar" ou "devemos adotar". A ausência dessas marcas é a prova de que não há defesa de ponto de vista.
A tipologia textual se define pela intenção comunicativa do autor, não pela forma. O conteúdo predomina sobre a forma. Veja a distinção:
Tipo | Intenção | Marca típica |
|---|---|---|
Dissertativo-expositivo | Informar, explicar | Neutralidade, impessoalidade, dados |
Dissertativo-argumentativo | Convencer, persuadir | Tese, argumentos, opinião |
O texto em questão se encaixa no primeiro tipo: apresenta a IoT como um fenômeno, explica seu funcionamento e possíveis usos, mas não toma partido. A palavra "defende" no enunciado é a armadilha central — ela exige que o texto tenha uma tese, o que não ocorre.
A banca tenta fazer o candidato confundir "falar sobre" com "defender". O texto fala da IoT, mas não a defende. A simples menção ao tema não transforma um texto expositivo em argumentativo.
O item afirma que o texto "defende o uso e a ampliação da Internet das Coisas". Essa afirmação é falsa por dois motivos:
Não há defesa: o texto não apresenta tese nem argumentos persuasivos. Ele apenas expõe o tema. A defesa exigiria verbos de opinião ("é preciso", "deve-se", "é vantajoso") e uma linha de raciocínio voltada a convencer o leitor.
A tipologia é expositiva, não argumentativa: o texto se enquadra no dissertativo-expositivo, cuja finalidade é informar, não persuadir.
A segunda parte do item ("é considerado essencialmente dissertativo") é verdadeira — o texto é dissertativo. Mas, como a primeira parte é falsa, o item como um todo é errado. Em questões de certo/errado, basta um fragmento incompatível para tornar o item incorreto.
O item é errado porque atribui ao texto uma intenção que ele não tem. O autor não defende a IoT; apenas a apresenta. A tipologia é dissertativo-expositiva, não argumentativa. Para acertar questões assim, pergunte sempre: o texto toma partido ou apenas informa? Se não há tese, não há defesa.
Gabarito: letra E (Errado).
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