Questão de Português — Morfologia - Verbos — Quadrix 2024
- Código
- qg356598
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRMV-AC
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio


- CCerto
- EErrado


GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A substituição de "eliminou" por "havia extinguido" não mantém o sentido original do texto, pois altera o tempo verbal: o pretérito perfeito do indicativo ("eliminou") indica fato concluído no passado, enquanto a locução "havia extinguido" está no pretérito mais-que-perfeito composto, que expressa um fato passado anterior a outro fato passado. Além disso, "extinguido" é o particípio do verbo extinguir, que não é sinônimo perfeito de eliminar no contexto. A banca testa o reconhecimento da flexão verbal de tempo e a equivalência semântica entre formas verbais.
O enunciado pede que se julgue se a troca de "eliminou" por "havia extinguido" preserva o sentido original do texto. Isso exige duas verificações: (1) se as formas verbais pertencem ao mesmo tempo/modo e (2) se os verbos são sinônimos contextuais. A questão é de gramática aplicada ao texto — não basta saber a conjugação; é preciso avaliar o efeito de sentido no trecho.
O texto-base (do Greenpeace) não foi integralmente transcrito, mas a forma "eliminou" (linha 4) está no pretérito perfeito do indicativo: indica uma ação concluída no passado, sem relação de anterioridade com outro fato passado. Já "havia extinguido" é uma locução verbal formada por haver (auxiliar) + extinguir (particípio), no pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo. Esse tempo expressa um fato passado anterior a outro fato passado — ou seja, insere uma relação de anterioridade que o texto original não estabelece.
A regra é clara: tempos verbais diferentes produzem sentidos diferentes. O pretérito perfeito (")eliminou") é um fato pontual e concluído; o mais-que-perfeito composto ("havia extinguido") é um fato passado anterior a outro passado. Para a substituição ser válida, seria necessário que o texto apresentasse dois eventos passados em sequência, o que não ocorre com a forma original. Além disso, eliminar e extinguir não são sinônimos perfeitos: eliminar significa "fazer desaparecer, remover", enquanto extinguir significa "pôr fim, apagar, fazer cessar" — a troca altera a nuance semântica.
Ao julgar substituições de formas verbais, pergunte: (1) o tempo verbal é o mesmo? (2) o verbo é sinônimo no contexto? (3) a relação temporal entre os eventos é preservada? Se qualquer resposta for "não", a substituição altera o sentido.
A afirmação está errada porque "havia extinguido" não equivale a "eliminou". Vejamos os dois motivos:
Tempo verbal diferente: "eliminou" = pretérito perfeito (fato concluído); "havia extinguido" = pretérito mais-que-perfeito composto (fato anterior a outro passado). A troca insere uma relação de anterioridade que o texto não tem.
Verbos não sinônimos perfeitos: eliminar e extinguir têm sentidos próximos, mas não idênticos. No contexto, a substituição altera a nuance do que foi dito.
Portanto, a substituição não mantém o sentido original — o item é errado.
Conclusão: a banca testa se o candidato reconhece que tempos verbais distintos expressam relações temporais distintas. "Eliminou" é um fato passado pontual; "havia extinguido" é um fato passado anterior a outro. Como o texto não apresenta essa anterioridade, a troca altera o sentido. Gabarito: E (Errado).
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