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Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg356656
Banca
Quadrix
Órgão
CRMV-CE
Ano
2024
Nível
Médio

Texto para o item.


Black Friday e animal não é legal


Imagem da questão

Internet: <www.crmv‑ce.org.br> (com adaptações).


Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto, julgue o item.Por se tratar de uma comunicação oficial do CRMV‑CE, não é permitido que se utilize o modo imperativo no texto. No entanto, a redação do trecho “Por isso, não caia nessa” (linha 16) fere essa regra e incorre em erro.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Imperativo em comunicação oficial: “não caia nessa” é permitido

Gabarito: E (Errado). A afirmação de que o modo imperativo é proibido em comunicação oficial do CRMV-CE está incorreta, pois não há essa vedação na redação oficial. O trecho “Por isso, não caia nessa” (linha 16) não fere regra alguma — o imperativo é um recurso linguístico legítimo, inclusive em textos institucionais, para orientar o leitor. A banca tenta confundir o candidato ao sugerir uma restrição que não existe no texto nem na norma.

O comando da questão

O enunciado pede um julgamento certo/errado sobre dois pontos: (1) a suposta proibição do imperativo em comunicação oficial e (2) a consequente acusação de erro no trecho “Por isso, não caia nessa”. Para resolver, é preciso separar o que é regra normativa do que é opinião do examinador. A redação oficial brasileira, conforme o Manual de Redação da Presidência da República, não proíbe o uso do imperativo; ela recomenda clareza, concisão e formalidade, mas o modo verbal é uma escolha estilística. O texto-base, que é uma campanha educativa do CRMV-CE, usa o imperativo justamente para persuadir o leitor a não cair em golpes — recurso típico de textos de conscientização.

A técnica que decide

A pegadinha central é a extrapolação: o candidato pode achar que “comunicação oficial” exige um padrão rígido que exclui o imperativo, mas isso não está escrito em lugar nenhum. O texto não afirma essa proibição, e a norma também não. O imperativo em “não caia” é a forma verbal de 2ª pessoa do singular do verbo “cair”, usada para dar uma ordem, conselho ou orientação. No contexto, o autor aconselha o leitor a não cair em golpes de Black Friday — uma estratégia argumentativa perfeitamente adequada. Portanto, a premissa do item é falsa, e a conclusão (“incorre em erro”) também.

O gancho

Teste cada afirmação perguntando: o texto ou a norma autoriza essa restrição? Se a resposta for não, a alternativa está errada. Aqui, a banca inventou uma regra inexistente para induzir o erro. Fique atento: quando um item afirma uma proibição absoluta (“não é permitido”), desconfie — a redação oficial valoriza a clareza e a concisão, não a eliminação de modos verbais.

Item — ❌ ERRADO

A afirmativa está errada por dois motivos:

  1. Não há proibição do imperativo em comunicação oficial. O Manual de Redação da Presidência da República não veda esse modo verbal; ele apenas recomenda formalidade e padronização. O imperativo é usado em textos oficiais para orientar, alertar ou instruir o destinatário, como em “Informe seus dados corretamente” ou “Não compartilhe senhas”.

  1. O trecho “Por isso, não caia nessa” é gramatical e estilisticamente correto. A forma “caia” é o presente do subjuntivo usado com valor de imperativo negativo (2ª pessoa: “não caias” → “não caia” na 3ª pessoa com valor de tratamento). No contexto, o autor aconselha o leitor a não cair em golpes, o que é perfeitamente adequado a um texto de conscientização do CRMV-CE.

“Por isso, não caia nessa” (linha 16)

O trecho citado não fere regra alguma — é um recurso persuasivo legítimo. A banca cometeu uma extrapolação ao inventar uma restrição que não existe, tentando fazer o candidato acreditar que o imperativo é proibido em textos oficiais.

Conclusão: como a premissa é falsa, o item é ERRADO. A resposta correta é a letra E.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de redação oficial, desconfie de afirmações que impõem proibições absolutas (“não é permitido”, “é vedado”) sem citar a norma. A redação oficial preza por clareza, concisão e formalidade, mas não elimina recursos expressivos como o imperativo, usado para orientar o leitor.

Gabarito: letra E

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