Questão de Português — Morfologia - Verbos — Quadrix 2024
- Código
- qg356661
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRMV-CE
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
Texto para o item.
Relatório de gestão 2022 – 1.8. Ambiente Externo

- CCerto
- EErrado
Texto para o item.
Relatório de gestão 2022 – 1.8. Ambiente Externo

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A afirmação de que, por se tratar de um relatório de gestão com informações passadas, o tempo verbal em todo o documento deverá ser, obrigatoriamente, o pretérito é falsa. O texto não impõe essa obrigatoriedade; um relatório pode (e costuma) empregar outros tempos, como o presente para comentar dados atuais ou o futuro para indicar ações planejadas. A banca explora a generalização indevida: transformar uma tendência (usar o pretérito para relatar fatos passados) em uma regra absoluta.
O comando pede um julgamento sobre a obrigatoriedade do uso do pretérito. A palavra-chave é "obrigatoriamente". Para que a afirmação fosse correta, o texto precisaria conter uma regra explícita determinando que todos os verbos do relatório estivessem no pretérito. Não há tal regra. O que existe é a natureza do gênero: um relatório de gestão de 2022, naturalmente, relata ações e resultados já ocorridos, o que favorece o uso do pretérito. Mas "favorecer" não é "obrigar".
A técnica para resolver é testar a absolutização. Palavras como "todo", "sempre", "nunca", "obrigatoriamente" e "apenas" são alertas clássicos de generalização indevida. No texto, não há nenhuma passagem que sustente a obrigatoriedade. Pelo contrário, a própria natureza do relatório admite variação: pode-se usar o presente para descrever a situação atual da instituição, o futuro do pretérito para expressar condicionais, ou até o futuro do presente para indicar metas. O pretérito é o tempo predominante, mas não exclusivo.
A banca arma com a palavra "obrigatoriamente". Ela transforma uma característica provável do gênero (relatar fatos passados) em uma regra absoluta. O candidato que confunde "predominância" com "obrigatoriedade" cai na armadilha.
Ao ver "todo", "sempre", "nunca", "obrigatoriamente", "apenas", pergunte: o texto autoriza essa totalidade? Se não, é generalização indevida.
A alternativa C afirma que o tempo verbal em todo o documento deverá ser, obrigatoriamente, o pretérito. Isso é uma generalização indevida. O texto não contém nenhuma determinação nesse sentido. Um relatório de gestão, embora trate de fatos passados, pode empregar outros tempos verbais para diferentes finalidades: o presente para descrever a estrutura atual, o futuro do pretérito para expressar hipóteses, o futuro do presente para indicar projeções. A obrigatoriedade não existe; é uma inferência que o candidato faz a partir do senso comum, não uma informação do texto.
A alternativa E está correta porque a afirmação é falsa. O texto não impõe o uso exclusivo do pretérito. A banca pede que o candidato perceba a extrapolação: o fato de o relatório tratar de 2022 não implica que todos os verbos devam estar no pretérito. A variação temporal é possível e legítima. Portanto, o item está errado.
Conclusão: a questão testa a capacidade de distinguir o que o texto afirma do que o candidato supõe. A palavra "obrigatoriamente" é o gatilho: sem uma regra explícita no texto, não há obrigação. O pretérito é o tempo predominante em um relatório de gestão, mas não o único possível. Gabarito: letra E.
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