Questão de Português — Uso da Vírgula — Quadrix 2024
- Código
- qg356666
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRMV-CE
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
Texto para o item.
Relatório de gestão 2022 – 1.8. Ambiente Externo

- CCerto
- EErrado
Texto para o item.
Relatório de gestão 2022 – 1.8. Ambiente Externo

GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (Certo). O item está correto: a vírgula após "jurídica" no trecho “CRMV‑CE, por inexistência da relação jurídica, e devido a recurso, foi razoável” é inadequada, pois os dois termos coordenados pela conjunção "e" — "por inexistência da relação jurídica" e "devido a recurso" — possuem o mesmo sujeito (CRMV‑CE), não se enquadrando na exceção gramatical que autoriza a vírgula antes de "e" (orações com sujeitos diferentes). A regra que decide a questão está no próprio enunciado e é confirmada pela análise sintática do trecho.
A questão pede um julgamento (Certo/Errado) sobre uma afirmação metalinguística: ela diz que há um erro de vírgula e justifica o porquê (não é exceção, pois os termos têm o mesmo sujeito). Sua tarefa não é interpretar o texto, mas verificar se a justificativa gramatical apresentada é verdadeira. Para isso, você precisa: (1) identificar os termos que a vírgula separa; (2) verificar se eles têm o mesmo sujeito; (3) aplicar a regra da vírgula antes de "e".
O trecho em análise é:
"CRMV‑CE, por inexistência da relação jurídica, e devido a recurso, foi razoável"
Aqui, a vírgula após "jurídica" separa o adjunto adverbial "por inexistência da relação jurídica" do adjunto adverbial "devido a recurso", que estão coordenados pela conjunção aditiva "e". Ambos os adjuntos se referem ao mesmo sujeito: "CRMV‑CE". Ou seja, a estrutura é: [Sujeito: CRMV‑CE] + [Adjunto 1: por inexistência da relação jurídica] + [e] + [Adjunto 2: devido a recurso] + [verbo: foi razoável].
A regra que rege o uso da vírgula antes de "e" é clara: em regra, não se usa vírgula antes da conjunção aditiva "e". Existem três exceções em que a vírgula é obrigatória ou facultativa:
Sujeitos diferentes (obrigatória): quando as orações coordenadas têm sujeitos distintos, a vírgula é usada para evitar ambiguidade. Ex.: "O homem vendeu o carro, e a mulher protestou."
Polissíndeto (obrigatória): quando a conjunção "e" é repetida para dar ênfase. Ex.: "E chora, e ri, e grita."
Valor adversativo (obrigatória): quando o "e" equivale a "mas". Ex.: "Estudou muito, e não passou."
No trecho, nenhuma das exceções se aplica: os termos têm o mesmo sujeito (CRMV‑CE), não há repetição da conjunção e o "e" tem valor aditivo, não adversativo. Portanto, a vírgula após "jurídica" é proibida, pois separa termos que não deveriam ser separados — ela quebra a coesão entre o adjunto e o restante da oração. A afirmação do item está correta.
A afirmativa está correta. A vírgula após "jurídica" é um erro, pois os termos "por inexistência da relação jurídica" e "devido a recurso" são adjuntos adverbiais coordenados que compartilham o mesmo sujeito (CRMV‑CE). A regra da vírgula antes de "e" só admite a separação quando há sujeitos diferentes, polissíndeto ou valor adversativo — nenhum desses casos ocorre aqui. A justificativa apresentada no item é exatamente a correta.
A afirmativa está incorreta (ou seja, o item não é "errado"). Se o item fosse "Errado", estaríamos dizendo que a vírgula é correta ou que a justificativa é falsa. Mas a análise sintática prova o contrário: a vírgula é inadequada e a razão dada (mesmo sujeito) é a razão certa. Portanto, a alternativa E contradiz a regra e o próprio trecho.
A questão testa se você conhece as exceções da vírgula antes de "e". A pegadinha é tentar justificar a vírgula como uma "exceção" qualquer, sem verificar se a condição (sujeitos diferentes) realmente existe. Regra de ouro: antes de aceitar uma vírgula antes de "e", pergunte: os sujeitos são diferentes? Há repetição enfática? O "e" tem valor de "mas"? Se a resposta for não para todas, a vírgula é erro.
Gabarito: letra C
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